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Acordo UE-Mercosul foi recebido com celebração e indignação – DW – 12/06/2024
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O União Europeia concluiu um acordo enorme, mas controverso, com quatro países sul-americanos que criaria uma zona de livre comércio abrangendo mais de 700 milhões de pessoas.
Comissão Europeia chefe Úrsula von der Leyen anunciou o Mercosul acordo na sexta-feira, descrevendo-o como um “acordo ganha-ganha”. Entretanto, o acordo foi rejeitado por parte dos sindicatos de agricultores europeus e de Paris.
O acordo UE-Mercosul, que está em elaboração há cerca de 25 anos, ainda aguarda a aprovação de pelo menos 15 dos 27 estados-membros da UE, bem como do Parlamento Europeu.
Aqueles que apoiam o acordo dizem que este oferece uma forma de reduzir a dependência do comércio com a China e isola os países da UE do impacto das tarifas comerciais que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, ameaça impor.
No entanto, os oponentes argumentam que o acordo levaria a importações baratas dos produtos de base sul-americanos de uma forma que não cumpriria os padrões ecológicos e de segurança alimentar da UE. A importação de carne bovina dos países latino-americanos foi a preocupação mais evidente.
Pacto UE-Mercosul enfrenta momento crítico na cimeira
UE, Alemanha e Espanha celebram o acordo
Von der Leyen saudou a conclusão das negociações.
“Este é um acordo vantajoso para todos, que trará benefícios significativos para consumidores e empresas, de ambos os lados”, disse ela num comunicado.
Von der Leyen acrescentou que o acordo se concentra na “justiça e benefício mútuo”. Ela disse que mais de 350 produtos da UE estão agora protegidos por “uma indicação geográfica” e que os padrões de saúde e alimentares da UE “permanecem intocáveis”.
O chanceler alemão, Olaf Scholz, também saudou a conclusão do acordo, dizendo no X que “um obstáculo importante” foi superado.
Entretanto, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, classificou-o como um “acordo histórico… para estabelecer uma ponte económica sem precedentes entre a Europa e a América Latina”.
Von der Leyen disse que ao finalizar o acordo, “ouvimos as preocupações dos nossos agricultores e agimos de acordo com elas”.
França e sindicatos de agricultores criticam o acordo
No entanto, os sindicatos de agricultores afirmaram que os “receios da comunidade agrícola europeia se materializaram” com a conclusão do acordo.
O grupo de agricultores COPA-COGENA alertou que o acordo “terá consequências profundas” para a agricultura familiar em toda a UE se o bloco o ratificar.
“A Comissão (Europeia) enviou uma mensagem muito preocupante a milhões de agricultores em toda a Europa”, disse o presidente da COPA, Massimiliano Giansanti, num comunicado.
A França também manteve a sua oposição ao acordo.
“Hoje não é o fim da história”, disse a ministra do Comércio da França, Sophie Primas, à agência de notícias francesa AFP. “Isso compromete apenas a comissão, não os estados membros (da UE).”
Acordo comercial UE-Mercosul: a história de dois criadores de gado
Bloco Mercosul quer novos acordos comerciais
O bloco Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, saudou naturalmente a conclusão das negociações.
O governo brasileiro disse que o acordo prova que o Mercosul é a plataforma certa para os estados membros negociarem juntos para obter melhores condições de inserção global.
O presidente argentino, Javier Milei, disse que o bloco Mercosul não poderia deixar passar oportunidades comerciais.
Presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva disse que o bloco seria o próximo a buscar acordos comerciais com o Panamá e os Emirados Árabes Unidos.
“Hoje também estabelecemos as bases para uma futura liberalização comercial com o Panamá, e as negociações com os Emirados Árabes Unidos estão avançando rapidamente e devem ser concluídas em 2025”, disse Lula durante cúpula do Mercosul em Montevidéu.
rmt/ab (AFP, Reuters)
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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