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Acre confirma mais três mortes por Covid-19 e tem 1.774 óbitos pela doença desde o início da pandemia

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O Acre registrou três mortes por Covid-19 nesta quinta-feira (15). O número de vítima fatais pela doença agora é de 1.774 em todo o Acre. Além disso, o boletim da Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre) contabilizou 51 novos casos, fazendo o número de infectados pelo coronavírus subir de 86.544 para 86.595.

No total, 69 pacientes estão internados nas unidades e saúde do estado, dos quais 59 com teste positivo para a Covid-19. Desde o início da pandemia, 82.929 pessoas já receberam alta médica da doença.

Há 67 exames de RT-PCR aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux.

O estado está em contaminação comunitária desde o dia 9 de abril, com uma taxa de incidência de e 9.681,2 casos para cada 100 mil habitantes. A taxa de mortalidade em cada 100 mil habitantes é de 199 já a de letalidade – quantidade de mortos dentro dos números confirmados da doença – é de 2%.

Dos 106 leitos de UTI nos hospitais da rede SUS disponibilizados no estado, 20 estão ocupados. Com isso, a taxa de ocupação dos leitos caiu para 19%. Os leitos de UTI estão concentrados na capital, com 80 vagas, e Cruzeiro do Sul, com 26.

Mortes por cidade

Cidades com óbitosÓbitos totaisNovos registros
Acrelândia370
Assis Brasil240
Brasiléia420
Bujari170
Capixaba170
Cruzeiro do Sul1570
Epitaciolândia330
Feijó610
Jordão20
Mâncio Lima300
Manoel Urbano140
Marechal Thaumaturgo110
Plácido de Castro190
Porto Acre370
Porto Walter40
Rio Branco1.0753
Rodrigues Alves120
Santa Rosa do Purus70
Sena Madureira670
Senador Guiomard420
Tarauacá360
Xapuri300
Total1.7743

Números e mortes

Das 1.774 mortes, 1.034 eram homens e 740 mulheres. Do total de vítimas, 1.187 tinham acima de 60 anos. Dentre os óbitos, 992 deles tinham alguma comorbidade, porém, verifica-se que 782 das pessoas que evoluíram para o óbito não tinham histórico de comorbidades.

Perfil

Morador de Rio Branco, o homem de 52 anos deu entrada no dia 30 de junho, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu nessa quarta 14).

Morador de Rio Branco, o homem de 57 anos deu entrada no dia 13 de julho, no Pronto-socorro de Rio Branco, e faleceu no mesmo dia.

Moradora de Rio Branco, o homem de 28 anos deu entrada no dia 28 de junho, no Into-AC, e faleceu nessa quarta (14).

Maiores taxas de contaminação a cada 10 mil habitantes:

  • Assis Brasil – 2.354
  • Xapuri – 1.528
  • Mâncio Lima – 1.502
  • Santa Rosa – 1.496
  • Tarauacá – 1.488

Casos de Covid-19 por cidades

CidadesTotalCasos novos
Acrelândia1.7180
Assis Brasil1.7743
Brasiléia2.9500
Bujari1.1390
Capixaba6601
Cruzeiro do Sul7.7253
Epitaciolândia1.5267
Feijó3.2887
Jordão7070
Mâncio Lima2.9029
Manoel Urbano9070
Marechal Thaumaturgo1.2801
Plácido de Castro1.7683
Porto Acre1.539– 1
Porto Walter5430
Rio Branco37.85413
Rodrigues Alves8905
Santa Rosa do Purus1.0050
Sena Madureira5.8210
Senador Guiomard1.1841
Tarauacá6.419– 1
Xapuri2.9960
Total86.5955 3 – 2 = 51

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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