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Acre é um dos estados com maior taxa de mortes violentas no país, aponta estudo do MP
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6 anos atrásem
O Acre é um dos estados com maior número de mortes violentas intencionais e ocupa o sétimo lugar no ranking nacional, com 47,9 mortes por grupo de 100 mil habitantes em 2018, conforme aponta um estudo do Ministério Público do Acre (MP-AC), que avalia os números da violência nos últimos anos.
Por estados da região Norte, o Acre é o quarto no ranking de mortes violentas no mesmo ano e ficou atrás apenas do Pará (54,6); Amapá (57,9) e Roraima (66,6).
Mesmo que em 2018 o estado tenha apresentado uma redução de 22% no número de mortes (415 no total) em relação a 2017 (531) e ter redução na taxa, que caiu de 64 para 47,9 vítimas, ainda assim se manteve bem acima da taxa nacional, que foi de 27,5 naquele ano.
Ainda de acordo com o anuário do MP,nos últimos quatro anos, o estado vem apresentando números alarmantes e sem precedentes históricos relacionados à violência.
A motivação das mortes, em sua maioria, é por causa do conflito entre organizações criminosas que começou a desencadear em 2015 no estado.
Atuação do Gaeco
O promotor de justiça, coordenador Adjunto do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Bernardo Albano, em entrevista à Rede Amazônica, disse que seis promotores atuam no grupo.
Nos últimos três anos, o grupo processou e buscou a responsabilização de mais de 1,6 mil integrantes de organizações criminosas.
“Sob a nossa ótica tem evoluído [ações de segurança], tanto que nessa crise recente, do final de semana [chacina de seis pessoas] o MP esteve presente na reunião de segurança pública, também formulando proposições ao estado para enfrentamento, de inteligência e também proposições de direcionamento de esforços de segurança”, informou.
O promotor ressaltou o reforço no contingente das polícias Federal e Rodoviária Federal, que precisam compor o sistema de segurança integrado. E acrescenta que é importante as investigações financeiras desses grupos, que é um dos principais pontos motivadores da violência e também um dos braços delas.
Apesar da redução apresentada nos últimos dois anos, o promotor diz que é importante que todos os mecanismos de segurança estejam atentos para ter uma atuação mais rígida.
“Isso indica um momento de recrudescimento de enfrentamento entre essas organizações criminosas. Isso é um fenômeno que está contextualizado desde as ocorrências do ano passado, notadamente na região do Juruá, quando nesse enfrentamento entre as organizações, uma delas teve proeminência naquela região e essa pressão vem de certa forma esquentando esses números”, pontua.
O estudo ressalta ainda que qualquer taxa superior a 10 vítimas por grupo de 100 mil habitantes é considerada “epidêmica”, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
O perfil das vítimas são a maioria homens (91%) com idades entre 16 a 39 anos. Já os autores possuem idades entre 17 a 25 anos.
Redução nos últimos dois anos
De acordo com os dados do observatório de Análise Criminal do Núcleo de Apoio Técnico do MP-AC que comparam o primeiro semestre de 2018 e o primeiro de 2019, o cenário é de redução nos dois últimos anos, saindo de 220 para 156 mortes.
No primeiro semestre de 2019, a maioria das mortes ocorreram na capital, ou seja, 63% dos casos e 37% no interior. A maioria dos crimes ocorreu na zona urbana, segundo os dados.
Mortes em Rio Branco
De acordo com o estudo, Rio Branco atende quase todos os critérios de seleção previstos na metodologia do ranking das cidades mais violentas do mundo, exceto pelo fator relacionado à transparência e disponibilidade dos dados.
A capital do Acre apresentou uma taxa de 54,3 vítimas de morte violenta para cada grupo de 100 mil habitantes em 2018. Ao todo, foram 235 mortes violentas naquele ano.
No grupo das capitais, Rio Branco é a terceira com maior número de mortes com 58,8 mortes, tanto da região Norte, como em todo país, aponta o levantamento.
Mortos pela polícia reduziu em 54%
O número de pessoas mortas durante ações da polícia, tanto em serviço quanto fora, reduziu em 54% no ano de 2018, comparando com o ano anterior.
Os dados apontam que em 2017 foram 39 mortes já em 2018 foram 18. Em ordem decrescente, o estado está em 10º lugar no ranking nacional.
Por Alcinete Gadelha, G1 AC
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC





