ACRE
Acre, Roraima e Tocantins tem menor índice de feridos por fogos de artifício
PUBLICADO
8 anos atrásem
BA, SP e MG lideram ranking de feridos por fogos de artifício.
No estado nordestino, entre 22 e 25 de junho deste ano, foram 75 vítimas de queimaduras.
O administrador de redes de informática, Fábio Magalhães, 35 anos, já se queimou, pelo menos, oito vezes no São João. Os acidentes ocorreram durante a tradicional guerra de espadas em Cruz das Almas, na Bahia.
No festejo, diferentes grupos entram em disputa e disparam canudos cheios de pólvora pelas ruas da cidade. Mesmo após as queimaduras, Fábio não abandona a tradição.

O costume de soltar fogos de artifício sem o devido cuidado já levou mais de 5.063 mil pessoas a serem hospitalizadas entre 2008 e 2017, no Brasil. E são justamente os festejos juninos (que em algumas cidades se estendem até julho) que fazem dobrar as internações por acidentes desse tipo.
Os números acima são do levantamento elaborado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), em parceria com as Sociedades Brasileiras de Cirurgia da Mão e de Ortopedia e Traumatologia.
É a primeira vez que as entidades analisam esses tipos de dados referentes a um período de dez anos. Segundo dados do Sistema de Informação Hospitalar do governo federal, a Bahia lidera o ranking em quase todos os anos, com o total de 1037 casos.
Ao longo da última década, 20% das internações ocorreram em municípios baianos. “A liderança da Bahia se justifica pela maior tradição de festejar o São João do que em os outros estados. É a festa mais comemorada por aqui, mais que o Carnaval”, diz o médico baiano Jecé Brandão, do CFM.
Na sequência aparece o estado de São Paulo, com 962 casos (19%) e uma população de 45,34 milhões, três vezes maior que a da Bahia. Em terceiro está Minas Gerais, com população de 21,1 milhões de pessoas e onde foram registradas 701 internações hospitalares (14%).
Minas também é o maior produtor de fogos de artifício do Brasil. Somente o município de Santo Antônio do Monte é responsável por 96% dos artefatos usados no país.
Segundo o CFM, a forte tradição dos festejos juninos em São Paulo e Minas Gerais aliada ao tamanho da população e ao poder aquisitivo justificam a posição desses estados nas três primeiras posições do ranking de internações, atrás da Bahia.
Juntas, representam mais da metade de todos os casos registrados no período (53%). Entre os estados com menor número de notificações estão Roraima (17), além de Tocantins e Acre —ambos com 14.
Junho costuma ter, em média, o dobro das internações em hospitais brasileiros por fogos de artifício.

“É preciso ter cautela no manuseio desses fogos, sobretudo promovendo ações de proteção às crianças”, analisa o presidente do CFM Carlos Vital.
Além de óbitos, o uso de fogos pode provocar queimaduras, lesões que rasgam e cortam a pele, amputações de membros, danos na córnea, perda da visão e também lesões auditivas.
Na Bahia, só entre os dias 22 e 25 de junho deste ano, 75 vítimas de queimaduras por fogos e explosão de bombas foram atendidas em oito hospitais da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia.
O Hospital Geral do Estado, referência no atendimento a queimados em Salvador, atendeu 43 pacientes, sendo 11 vítimas de queimaduras por fogos e outras 32 por explosão de bomba usadas em festas juninas. Por Rodrigo Eneses.

Queima de fotos. Gameleira. Centro de Rio Branco – Acre.
Relacionado
ACRE
Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
11 horas atrásem
19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
Relacionado
ACRE
Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
Relacionado
ACRE
Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 dias atrásem
15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
- ACRE5 dias ago
Ufac realiza recepção institucional para novos estudantes no Teatro Universitário — Universidade Federal do Acre
ACRE5 dias agoUFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
ACRE5 dias agoUfac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
ACRE5 dias agoUfac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre