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Acre será representado no Congresso Internacional de Música em Portugal

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André Araújo

O professor e maestro Afonso Eder Portela, da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), representará a docência acreana no III Congresso Internacional “A Língua Portuguesa em Música: Camões, 500 anos”, de 13 a 15 de fevereiro de 2025, na Universidade de Lisboa, capital de Portugal.

Maestro Afonso Portela na regência da Cantata de Natal em Rio Branco. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Na oportunidade, o maestro apresentará o artigo científico “Abordagens para Interpretação Vocal da Canção Amazônica Farinhada – O Caso Waldemar Henrique”. Tal pesquisa é oriunda do doutorado em Música pela Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc).

“Coletei gravações de nativos amazônicos, oralizando a poesia da canção ‘Farinhada’. Com esse material sonoro, criamos uma Tabela Comparativa de Sotaques da Amazônia Brasileira, para, então, aferir sobre o posicionamento da voz e sons, analisando as experimentações performáticas da referida música”, relata Portela.

Afonso Portela foi entrevistado no GovCast sobre as pesquisas e pedagogias musicais. Foto: Mariana Marrane/Secom

De acordo com Afonso Portela, a proposta de sua pesquisa surgiu da inquietação de compreender a maneira de falar dos povos da Amazônia e aplicar tais elementos vocálicos observados, à interpretação vocal de músicas daquela região.

O maestro informou que participaram das gravações de falas cinco nativos, um de cada estado da Região Norte do Brasil. Após os contatos, coletou-se o material em áudio e realizou-se descrições comparativas entre características da fala de estados da região amazônica.

“No artigo científico são apresentadas discussões a respeito das particularidades observadas nas distintas falas e relatos sobre as opções interpretativas adotadas por cada nativo, demonstrando as características vocálicas dos sotaques, ponto de ressonância e movimentação da língua de cada um dos indivíduos participantes”, explica.

Além da docência, o professor Afonso Portela contribui com a gestão estadual promovendo palestras sobre cuidados com a voz para servidores públicos. Foto: Assessoria/OCA

Afonso Portela ressalta que sua pesquisa não encerra a discussão a respeito do uso de vocábulos naturais de nativos da região amazônica como parâmetro interpretativo de canções, e sim oferece sim uma visão a mais para a interpretação e emissão vocal para o repertório em destaque.

“Fico honrado em contribuir com estudos sobre a prática artística na Amazônia, suas características e legados, além de compartilhar esses conhecimentos, representando o Acre, em um congresso internacional de música na Europa”, disse.

O III Congresso Internacional de Música será realizado no mês fevereiro de 2025 em Lisboa, capital de Portugal. Foto: Divulgação

Maestro Afonso Portela

Afonso Eder Portela de Messias, 38 anos, rio-branquense, morador do Bairro Conjunto Esperança, possui graduação em Música pela Universidade Federal do Acre (2014), especialização em Música pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (2018), mestrado em Música pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2021) e cursa doutorado também em Música na Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc).

Realiza pesquisas e palestras a respeito do uso de vocábulos naturais de fala para interpretação vocal de canções amazônicas. Tem experiência na área de Cuidados com a Voz, Técnica Vocal, Violão, Piano e Regência.

É servidor público de carreira da SEE, foi coordenador-geral da Escola de Música do Acre (Emac), no período de 2021 a meados de 2024, onde teve papel fundamental para a restruturação da unidade escolar após o período de pandemia, além de ser regente da Cantata de Natal nas dependências do Palácio Rio Branco, no centro da capital.

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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