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Acreano disputa semifinal do The Voice Brasil e agradece nas redes sociais: ‘obrigado meu Deus’
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Apaixonado por ópera, Gustavo Matias, que mora em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, conseguiu chegar a semifinal do The Voice Brasil tendo o canto lírico como sua marca registrada.
Na 2ª noite de Shows ao vivo, na quinta (16), ele interpretou “O Sole Mio” e levou o voto do público como favorito do Time Brown. Com 54,70% dos votos, conquistou uma vaga na Semifinal e comemorou o resultado.
A semifinal vai ser transmitida ao vivo no Acre a partir das 20h45.
De família humilde, ainda no palco, Gustavo disse que seu sonho era dar uma vida melhora para a mãe. Ele mora com a mãe e a avó.
“Eu tenho muitos sonhos. Um deles eu estou realizando, que é estar no palco do “The Voice”, e o outro é ajudar a minha mãe a ter uma vida melhor. Eu espero conseguir!”
Logo após sua classificação, Gustavo postou uma foto sua saindo de casa com uma mala e agradeceu: “Obrigada meu Deus por essa trajetória até aqui”, escreveu.
O cantor recebeu também, da Assembleia Legislativa do Acre, em evento na sexta-feira (17), o Título de Cidadão Acreano. Um vídeo agradecendo o reconhecimento foi exibido e ele foi representado pela mãe, Graça Matias.
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De família humilde, Gustavo pretende ajudar a mãe — Foto: Reprodução/Instagram
História
Foi um ano de dedicação até conseguir o resultado que queria na interpretação de Nessum Dorma (Turandot). E foi assim que Gustavo Matias, de 22 anos, chamou a atenção dos técnicos e do Brasil durante a audição às cegas do The Voice Brasil no dia 4 de novembro, na primeira apresentação. Desde então, ele tem experimentando o carinho do público.
Autodidata, Gustavo canta desde os sete anos e ainda criança teve a oportunidade de ouvir um concerto na internet e se apaixonou pelo gênero. Futuramente, ele iria para o Conservatório Musical do Juruá, onde trabalhou como voluntário ensinando músicas a crianças carentes. Hoje ele está no quadro remunerado.
O conservatório é um projeto do Ministério Público do Acre (MP-AC), Exército e Poder Judiciário, que existe desde 2016 em Cruzeiro do Sul, e usa a música como forma de levar esperança e garantir inclusão social para jovens de comunidades carentes e um dos idealizadores é o promotor de Justiça Iverson Bueno, do Ministério Público.
“Procurei o conservatório do Juruá e lá os professores não são formados em música, mas são autodidatas como eu e me ajudaram muito. Quando entrei para o coro fui desenvolvendo mais e mais até me tornar um professor voluntário e agora remunerado”, diz.
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Gustavo Matias se apresentou no The Voice na última quinta — Foto: Reprodução/Globo
Amor pela ópera
Gustavo conta que demorou um ano para que Nessum Dorma (Turandot) chegasse ao ponto que ele queria. Uma de suas grandes referências musicais é Luciano Pavarotti, além de Andrea Bocelli.
“Quando criança tive oportunidade de ouvir o concerto musical, não pessoalmente, mas eu ouvi pelo Youtube e me apaixonei por música clássica. Quando entrei no conservatório, isso aflorou ainda mais, porque conheci cantores líricos através de músicas que eram impostas para essas crianças cantarem e tive que aprender. Me apaixonei por Luciano Pavarotti e foi um desafio para mim. Levei um ano para executar essa música com maestria”, relembra.
Pela escolha da música, ele conta que não esperava tanta repercussão, mas conta que foi justamente o contrário e assim que se apresentou recebeu várias mensagens.
“Não imaginava que repercutisse tanto, até pela escolha da música, mas no momento da minha apresentação muitas pessoas mandaram mensagem para mim. Não sabia lidar com tanto carinho, eram pessoas que não me conheciam, mas me amaram pelo meu trabalho, pela forma que cantei e pelo meu trabalho.”
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Cantor diz que quer mostrar potencial do Acre — Foto: Arquivo pessoal
Apresentação no Croa
Gustavo escolheu fazer seu vídeo de apresentação no Rio Croa, um dos principais pontos turísticos de Cruzeiro do Sul, cidade onde nasceu. Ele disse que a ideia é aproveitar essa projeção para mostrar o que o Acre tem de melhor.
“Fui com o intuito de mostrar que o nosso estado tem grandes talentos, tem cultura e que o nosso estado existe sim. Então, quero mostrar para as pessoas que a gente tem pontos turísticos e também temos coisas boas na nossa terra”, enfatiza.
Além de ser professor voluntário, ele faz apresentações junto com a sua banda Garotos do Sótão. Com estilo irreverente, o grupo se apresenta não só no Acre, mas em outros estados do Brasil. Sobre o futuro, Gustavo prefere ser mais cauteloso e diz que pretende aproveitar toda essa repercussão.
“Nunca tive tanta visibilidade, principalmente no meu estado, mas olha o que eu fiz! Entrei em um programa de visibilidade nacional e as pessoas não só me conhecem, como conhecem o meu estado. Eu nunca soube lidar com o público e agora tenho muitas pessoas que me seguem pelo meu talento, pelo meu estado e minha história e não sei como isso vai repercutir na frente, então quero viver isso hoje, quero viver o agora”, finaliza.
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Gustavo também faz parte da banda Garotos do Sótão — Foto: Arquivo pessoal
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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