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“Acreditem no amor”, diz papa Francisco em prefácio de livro lançado após sua morte

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A menina Clara é treinada: toda vez que aparece mulher no celular do pai ela dá um sinal. - Foto: @clara.rochaoliveira/TikTok

Incrível, ele morreu há quase duas semanas, ainda assim surgem novas histórias que o envolvem. Dessa vez, o papa Francisco aparece em defesa do amor e avisa “acreditem”, a recomendação está em um livro inédito que, por enquanto, não tem data para ser lançado. Para ele, é preciso ter paciência, disciplina e sensualidade para manter um casamento. O recado é uma mensagem direta aos jovens.

No texto, o amor é comparado ao tango, tradicional dança argentina que Jorge Bergoglio, quando moço adorava bailar. O próprio confidenciou ter “dançado muitas vezes” na juventude. Um “maravilhoso jogo livre entre homem e mulher”.

O papa Francisco escreve o prefácio do livro “Youcat. Amor para sempre”, publicado pela Fundação Youcat, editora oficial do Catecismo para os jovens da Igreja Católica. A proposta é que a publicação sirva de orientação para as novas gerações.

Bailarinos do amor

No livro, o papa faz a comparação da dança com o amor como um bailado em que o casal deve se respeitar com dignidade, sem deixar a sensualidade de lado.

“O bailarino e a bailarina se cortejam, vivem a proximidade e a distância, a sensualidade, a atenção, a disciplina e a dignidade. Alegram-se com o amor e intuem o que pode significar entregar-se por completo”, diz Francisco no texto.

O Santo Padre manda um recado direto aos jovens sobre o casamento. “Quantos casamentos hoje fracassam após três, cinco, sete anos?”, observa. “Não seria melhor, então, evitar a dor, tocar-se apenas como numa dança passageira, aproveitar um ao outro, brincar juntos e depois se separar?.”

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“Acreditem no amor”

Francisco apela para que os casais tenham paciência um com o outro. “Acreditem no amor, acreditem em Deus, e acreditem que podem enfrentar a aventura de um amor para a vida inteira”. No ser humano reside, de fato, “o desejo de ser acolhido sem reservas”, e vivenciar isso conduz a um ganho supremo: “a vida em plenitude”.

O papa reitera o ensinamento da Igreja sobre o casamento. “Uma só carne!”, escreve Francisco, citando as Sagradas Escrituras e referindo-se àquela união matrimonial para a qual “é necessária uma preparação adequada”, porque “toda a vida se desenvolve através do amor, e com o amor não se brinca”, diz a Vatican News.

Francisco relembra passagens bíblicas e ressalta que o “um caminho muitas vezes de vários anos, de aprendizado e de discernimento pessoal”. Um percurso que conduz àquela Amoris Laetitia — título de sua Exortação Apostólica pós-sinodal — àquela “alegria do amor” que, “passo a passo”, “com os olhos cheios de encantamento, não deve parar”.

O pontífice compara o amor ao tango argentino, com disciplina, paciência e sensualidade. Foto: @vaticannews O pontífice compara o amor ao tango argentino, com disciplina, paciência e sensualidade. Foto: @vaticannews//www.instagram.com/embed.js



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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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