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Acusado de matar jovem durante assalto em Rio Branco é condenado a mais de 28 anos

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Menos de um ano após o crime, Aedreson Flávio Afonso de Oliveira foi condenado a mais de 28 anos pela morte do jovem Edmundo Silva Melo, de 21 anos, durante um assalto. O crime ocorreu em maio do ano passado na Rodovia AC-40, km 13, região do bairro Santa Maria, em Rio Branco.

A sentença, assinada pelo juiz Clovis de Souza Lodi, da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da Comarca de Rio Branco, foi dada na última segunda-feira (5). Na publicação, o magistrado determinou que a pena deve ser cumprida em regime inicial fechado e indeferiu o direito de Oliveira recorrer em liberdade.

O jovem foi morto com um tiro de escopeta no pescoço no dia 30 de maio do ano passado, durante um assalto a uma distribuidora. O tiro à queima roupa atingiu o pescoço da vítima.

Oliveira foi condenado pelos crimes de tentativa de assalto, latrocínio e corrupção de menor, conforme tinha sido denunciado pelo Ministério Público do Acre (MP-AC).

Conforme a denúncia, antes de matar o jovem, Oliveira já tinha tentado praticar um assalto em uma distribuidora no bairro Vila Acre, no Segundo Distrito de Rio Branco. Ele estava com um menor em uma motocicleta e tentou roubar uma moto, mas não conseguiu ligar o veículo e acabou desistindo.

Em seguida, a dupla foi até outra distribuidora também no Segundo Distrito e foi onde roubou o celular de Melo e em seguida atirou contra o rapaz com um tiro de escopeta. Câmeras de segurança do local flagraram o momento em que o jovem foi morto.

Imagens da câmera de segurança da distribuidora mostram a ação dos bandidos — Foto: Reprodução

Imagens da câmera de segurança da distribuidora mostram a ação dos bandidos — Foto: Reprodução

Outras condenações

No mês de março, Oliveira também foi condenado em outros dois casos pelos crimes de roubo e corrupção de menores. Os crimes ocorreram no mês de maio e junho na cidade de Senador Guiomard, no interior do Acre.

Uma das condenações foi do último dia 18 de março, em que ele pegou uma pena de mais de nove anos de prisão, também em regime fechado. A decisão foi do juiz Romário Divino Faria, da Vara Criminal da Comarca de Senador Guiomard.

Essa condenação foi por conta de um caso ocorrido no dia 27 de maio do ano passado, no Ramal Pirã de Rã, na cidade do interior. Conforme a denúncia, Oliveira, junto com um menor, fizeram grave ameaça e usaram uma escopeta para roubar uma motocicleta e um celular de uma mulher.

Policia penal reagiu a assalto e baleou um dos bandidos  — Foto: Reprodução

Policia penal reagiu a assalto e baleou um dos bandidos — Foto: Reprodução

Já no dia 3 de junho do ano passado, quatro dias depois de ter matado o jovem em Rio Branco, Oliveira e um menor tentaram praticar um assalto em um posto de gasolina em Senador Guiomard. Mas ele acabou baleado por um policial penal que abastecia o carro. Imagens das câmeras de segurança do posto mostraram o momento exato em que o bandido anuncia o assalto, rende o frentista, mas é baleado pelo policial penal que abastecia o carro.

O 4º Batalhão da Polícia Militar, que atende a cidade, foi acionado e fez buscas pelos suspeitos. O que aparece rendendo o frentista é Aedreson Oliveira. Ele foi encontrado no hospital com um tiro na barriga. Oliveira passou por cirurgia e chegou a ficar internado no Pronto Socorro de Rio Branco.

Por esse crime, o réu foi condenado, no último dia 15 de março, a seis anos, 11 meses e três dias de reclusão, em regime inicial semiaberto. O juiz Romário Divino Faria não deu o direito de ele recorrer em liberdade.

Investigação

Após trabalhos investigativos da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (Decore), a polícia conseguiu identificar que o suspeito preso pelo assalto ao posto se tratava do mesmo procurado pela morte de Melo. O menor, que foi comparsa do suspeito nos crime, também confirmou as ações à polícia.

O delegado Leonardo Santa Bárbara informou que primeiro o menor foi apreendido, confessou o crime e identificou Oliveira como tendo participação na morte do jovem. Pelo crime de latrocínio Oliveira foi preso no último dia 8 de junho e o menor apreendido.

‘Era um bom menino’

Em reportagem publicada em julho deste ano, a dona de casa Elizete dos Santos Silva, de 47 anos, lembrou com saudade do filho. Mãe de nove filhos, ela contou que Edmundo era o 5º e disse que ele era uma pessoa boa. O jovem tinha concluído o ensino médio e trabalhava como eletricista.

“Ele estava só trabalhando, não conseguiu continuar estudando, mas tinha vontade de fazer uma faculdade, só que não deu tempo. O sonho dele era comprar um rancho, um sítio para mexer só com cavalo, boi e montaria. Só tenho lembranças boas dele, nunca fez nada de errado dentro de casa e nem fora. O que tenho a dizer é que ele era um bom menino e faz muita falta”, disse Elizete

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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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