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Administração Biden espera retirar designação de ‘terror’ para Cuba: Relatório | Notícias de Joe Biden
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Faltando menos de uma semana para o fim do mandato, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deverá remover a designação de Cuba como “estado patrocinador do terrorismo”, segundo fontes anônimas familiarizadas com seus planos.
A agência de notícias Associated Press divulgou a história na terça-feira, citando autoridades americanas. Mas é provável que a medida seja uma medida simbólica e não uma política duradoura.
Com o presidente eleito, Donald Trump, previsto para tomar posse em 20 de janeiro, a decisão poderá ser rapidamente revertida durante a próxima administração. Mesmo assim, a administração Biden avançou, notificando o Congresso da sua intenção.
“Uma avaliação foi concluída e não temos informações que apoiem a designação de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo”, disse um funcionário da Casa Branca à agência de notícias AFP.
Enquanto isso, as autoridades cubanas consideraram o anúncio muito atrasado. Nas redes sociais, o ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodriguez, classificou as ações de Biden como “positivas”, mas “limitadas” em sua eficácia.
“Cuba nunca deveria ter sido incluída na lista arbitrária de Estados patrocinadores do terrorismo”, disse ele escreveu. “Essa foi uma designação arbitrária e com motivação política, com impacto muito grave sobre a população cubana, prejudicando a economia, causando escassez e incentivando a migração para os EUA.”
Esta não é a primeira vez que a designação contra Cuba foi rescindida e reimposta. E os republicanos anunciaram rapidamente a sua intenção de combater a mudança.
“A decisão de hoje é inaceitável pelos seus méritos”, disse o senador Ted Cruz do Texas, um legislador cubano-americano, numa declaração à imprensa.
“O terrorismo promovido pelo regime cubano não cessou. Trabalharei com o Presidente Trump e os meus colegas para reverter imediatamente e limitar os danos da decisão.”
Uma política da Guerra Fria
Cuba foi designada pela primeira vez como “Estado patrocinador do terrorismo” em 1982, sob a presidência do líder conservador Ronald Reagan.
O Departamento de Estado dos EUA explica no seu website que Cuba foi sancionada pela “sua longa história de fornecimento de aconselhamento, refúgio seguro, comunicações, formação e apoio financeiro a grupos guerrilheiros e terroristas individuais”.
A designação foi feita durante a última década da Guerra Fria. As relações diplomáticas entre os dois países já tinham sido cortadas há muito tempo, em grande parte devido aos laços estreitos de Cuba com a antiga União Soviética, o adversário dos EUA na Guerra Fria.
Cuba também já tinha resistido a um embargo comercial dos EUA que durou décadas.
Ser rotulado de “Estado patrocinador do terrorismo”, no entanto, isolou ainda mais o país das Caraíbas, limitando a sua capacidade de participar em transacções financeiras com instituições sediadas nos EUA e impedindo-o de receber assistência dos EUA.
Antes do anúncio de terça-feira, existem apenas três países além de Cuba identificados como “Estados patrocinadores do terrorismo” nos EUA. Eles incluem Coreia do Norte, Irã e Síria.

Vai e volta
A decisão de Biden, no entanto, ecoa a do seu aliado democrata próximo, o ex-presidente Barack Obama.
Biden serviu como vice-presidente durante os dois mandatos de Obama, inclusive em 2015, quando seu governo buscou uma “descongelamento”Na relação dos EUA com Cuba.
Em abril daquele ano, Obama anunciou que retiraria Cuba da lista de “Estados patrocinadores do terrorismo”, após reuniões com o então presidente cubano Raúl Castro.
Na altura, Obama assegurou ao Congresso que Cuba “deu garantias de que não apoiará actos de terrorismo internacional no futuro”.
Alguns meses depois, em julho de 2015, Obama deu um passo adiante e declarou que os EUA iriam restabelecer relações diplomáticas formais com Cuba pela primeira vez desde a década de 1960.
“Em vez de apoiar a democracia e as oportunidades para o povo cubano, os nossos esforços para isolar Cuba, apesar das boas intenções, tiveram cada vez mais o efeito oposto: consolidar o status quo e isolar os Estados Unidos dos nossos vizinhos neste hemisfério”, disse Obama na altura. “Não precisamos ficar aprisionados pelo passado.”
Ele observou que Cuba fica a menos de 150 quilómetros (90 milhas) da costa da Florida.
Mas quando Trump sucedeu a Obama como presidente em 2017, adoptou uma abordagem mais linha-dura em relação à política externa, incluindo sanções sobre produtos cubanos.
Em 12 de janeiro de 2021, no dias finais de seu primeiro mandato, Trump restaurou Cuba na lista de “Estados patrocinadores do terrorismo”.
“Com esta ação, responsabilizaremos mais uma vez o governo de Cuba e enviaremos uma mensagem clara: o regime de Castro deve acabar com o seu apoio ao terrorismo internacional e à subversão da justiça dos EUA”, disse o secretário de Estado de Trump na altura, Mike Pompeo, num comunicado. declaração.
Ele acusou Cuba de ter “alimentado, alojado e prestado cuidados médicos a assassinos, fabricantes de bombas e sequestradores” durante décadas.
O governo cubano, entretanto, explodido a mudança como “hipocrisia” e “oportunismo político”.

Um bloco político
Depois que Trump foi reeleito para um segundo mandato em novembro, houve especulações de que o próprio Biden poderia tomar uma medida semelhante, usando os últimos dias de sua presidência para reverter a decisão de Trump.
Em 15 de Novembro, por exemplo, um grupo de representantes Democratas, liderado pela legisladora cessante Barbara Lee, enviou à Casa Branca de Biden uma carta apelando a “acções imediatas” para resolver a deterioração da situação humanitária em Cuba.
A carta citava o número de Furacão Rafael na ilha, bem como a infra-estrutura energética do país em ruínas, o que levou a frequentes apagões. Desde 2021, Cuba também viu um número de registro dos cidadãos abandonam as suas fronteiras, em resposta à instabilidade económica.
“A situação não só está a causar imenso sofrimento ao povo cubano, mas também representa sérios riscos para os interesses de segurança nacional dos EUA”, dizia a carta. “Se não for abordada, a crise irá quase certamente alimentar o aumento da migração, sobrecarregar os sistemas de gestão das fronteiras dos EUA e desestabilizar totalmente a já tensa região das Caraíbas.”
Ao remover Cuba como “Estado patrocinador do terrorismo”, os autores das cartas indicaram que mais recursos petrolíferos poderiam chegar à ilha, “facilitando assim o acesso à energia e ao alívio económico para o povo cubano”.
Mas o senador republicano Rick Scott, da Flórida, denunciou tal proposta como um “risco inaceitável”.
O seu estado tem uma grande população de refugiados cubanos que fugiram da repressão e da instabilidade económica em Cuba durante a segunda metade do século XX – e que formam um poderoso bloco eleitoral de tendência republicana.
“Apelos às 11 horas da administração Biden de simpatizantes comunistas no Partido Democrata para que o presidente Biden remova Cuba da lista de patrocinadores estaduais do terrorismo não são apenas ignorantes, mas perigosos”, disse Scott em comunicado à publicação Florida Phoenix. .
O nomeado por Trump para secretário de Estado, o senador Marco Rubio, é descendente de imigrantes cubanos e também criticou os esforços para reverter as restrições ao governo da ilha.
Ele já havia chamado os esforços de Obama para normalizar as relações de “concessões unilaterais“.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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