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Biden retirará Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo | Política externa dos EUA

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Andrew Roth in Washington, Tom Phillips in Rio de Janeiro and Ruaridh Nicoll in Havana

A administração Biden notificou o Congresso que removerá Cuba da sua lista de patrocinadores estatais do terrorismo, num acordo que o governo comunista do país disse que envolveria a libertação “gradual” de 553 presos políticos.

O acordo, que funcionários do governo disseram ter sido negociado através da Igreja Católica, foi anunciado na terça-feira, apenas cinco dias antes de Biden deixar a Casa Branca e Donald Trump é empossado como o 47º presidente do país.

“Uma avaliação foi concluída e não temos informações que apoiem a designação de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo”, informou um alto funcionário do governo aos repórteres na terça-feira.

“A Igreja Católica está a avançar significativamente num acordo com Cuba para empreender um conjunto de ações que permitirão a libertação humanitária de um número significativo de presos políticos em Cuba e daqueles que foram detidos injustamente”, disse o responsável.

Ministério das Relações Exteriores de Cuba elogiou a ação dos EUA. “Apesar do seu alcance limitado, esta é uma decisão que aponta na direcção certa e está em linha com a exigência sustentada e firme do governo e do povo de Cuba, bem como com o apelo amplo, enfático e reiterado de numerosos governos, particularmente os da América Latina e do Caribe”, afirmou em comunicado. “A decisão anunciada hoje pelos Estados Unidos retifica, de forma muito limitada, alguns aspectos de uma política cruel e injusta.”

Mas o bloqueio económico da ilha por parte dos EUA continuou, acrescentou o Ministério dos Negócios Estrangeiros. “A guerra económica ainda persiste e persiste em representar um grande obstáculo ao desenvolvimento e à recuperação da economia cubana, com um elevado custo humano para a população; e continua a ser um incentivo à emigração.”

Trunfo designou o país como estado patrocinador do terrorismo em 2021 pouco antes de deixar o cargo por “apoiar repetidamente atos de terrorismo internacional ao conceder porto seguro a terroristas”. Cuba já havia sido removida dessa lista no governo de Barack Obama. Recebeu a designação pela primeira vez em 1982, durante a presidência de Ronald Reagan.

A decisão de Trump aplicou sanções que “penalizam pessoas e países envolvidos em determinado comércio com Cuba, restringem a assistência externa dos EUA, proíbem exportações e vendas de defesa e impõem certos controlos às exportações de produtos de dupla utilização”. A decisão de revogar o estatuto pode ajudar a aliviar uma crise humanitária significativa na ilha, que fica a menos de 160 quilómetros da costa da Florida.

Trump poderá ainda decidir redesignar o país como Estado patrocinador do terrorismo após a sua tomada de posse, em 20 de Janeiro. Alguns legisladores republicanos criticaram a decisão e disseram que trabalhariam com Trump para revertê-la.

Rick Scott, um senador conservador da Flórida, chamou a decisão de “um presente de despedida de Joe Biden para ditadores e terroristas em todo o mundo” e disse que era “imprudente e perigosa”.

“O apaziguamento de Biden está a alimentar as mãos dos ditadores de Cuba, que alimentam o terrorismo e oprimem o seu povo”, disse ele. “Trabalharei com o presidente Trump no PRIMEIRO DIA para responsabilizar o regime comunista cubano e libertar o povo cubano.”

Sir George Hollingbery, embaixador do Reino Unido em Cuba, disse: “Embora isto seja claramente bem-vindo, penso que podemos esperar que a nova administração Trump procure reimpor a designação o mais rapidamente possível. Mas isso provavelmente levará algum tempo e não há garantia total de que conseguirão.

“Dito isto, honestamente não vejo nenhum banco a mudar as suas práticas comerciais e penso que continuarão a excluir Cuba”, acrescentou Hollingbery.

O presidente de esquerda da Colômbia, Gustavo Petro, comemorou a decisão de Biden, escrevendo nas redes sociais que o presidente cessante dos EUA “sempre buscou o diálogo com a diversidade latino-americana… O levantamento dos bloqueios, mesmo que apenas parcialmente, é um grande passo em frente”, acrescentou Petro.

Nos últimos anos, vários líderes latino-americanos apelaram publicamente à administração Biden para remover a designação de terrorismo de Cuba, com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, no ano passado dizendo à assembleia geral da ONU que acreditava que era “injustificado”.

Em 2023, Lula disse à televisão indiana: “Na primeira oportunidade que tiver de falar com o presidente Biden, direi-lhe que Cuba não deve mais ser criminalizada. Cuba não é um país que tenha terroristas. Conheço Cuba há mais de 30 anos e nunca vi Cuba encorajar o terrorismo em nenhum lugar do mundo.”

O presidente progressista do Chile, Gabriel Boric, também solicitou a Biden que mudasse a política dos EUA e abandonasse as sanções contra Cuba porque, argumentou ele, elas afectavam o povo cubano, não o governo cubano. Durante uma visita aos EUA em 2023, Boric disse aos jornalistas: “É de vital importância que as sanções contra Cuba sejam levantadas e que Cuba seja retirada da lista de Estados patrocinadores do terrorismo. Estamos convencidos de que não é um.”



Leia Mais: The Guardian

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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