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Aécio cogita fusão, mas diz que PSDB não será cooptado – 10/01/2025 – Poder
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Ranier Bragon
O deputado federal Aécio Neves (MG), um dos principais líderes do PSDB, afirmou que seu partido trava conversas de federação, fusão ou incorporação com outras legendas, mas reclamou do que classifica de um processo de cooptação de quadros tucanos sem o devido diálogo institucional.
Sem citar nomes, ele disse que essa ofensiva pode até resultar na ida de tucanos para outras siglas, mas que o partido não se dobrará.
“Esse tipo de cooptação que a gente está assistindo aí de forma muito assertiva e em alguns momentos até indelicada não atende ao interesse do PSDB, não estamos atrás de quem resolva o problema regional de A, B ou C”, disse ele na quinta-feira (9).
Outrora uma potência eleitoral, o PSDB levou um tombo nas urnas, nos últimos anos, o que levou a legenda de Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso e José Serra a descer da prateleira dos grandes para a dos médios partidos, com risco de ir para a dos pequenos e nanicos.
Os tucanos perderam mais da metade do número de deputados federais e não elegeram nenhum senador em 2022, além de verem o número de prefeitos eleitos também cair para menos da metade em 2024.
A federação com o Cidadania de pouco adiantou, tendo sido a que amargou os piores resultados eleitorais entre as três formadas até o momento.
Com isso, há ameaça de saída de tucanos da legenda, incluindo os três governadores (Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, Raquel Lyra, de Pernambuco, e Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul), em especial para o PSD de Gilberto Kassab.
“Eu quero somar com forças que estejam dispostos a trocar cargos e postos de poder por um projeto de Brasil. Não queremos ser mais um número na contabilidade de nenhum partido político, nós queremos discutir com quem esteja disposto a se desvincular desses dois extremos”, disse Aécio, em referência a Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
Hoje o partido de Kassab integra a base de Lula, com três ministérios, além do governo em São Paulo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), ex-ministro e um dos principais aliados de Bolsonaro.
Kassab afirmou desconhecer qualquer ação do PSD no sentido de cooptar quadros do PSDB, mas disse ver “com muita satisfação uma aproximação com um partido que tem excelentes quadros como seus filiados”.
A Folha tentou falar com o presidente do PSDB, o ex-governador de Goiás Marconi Perillo, mas não conseguiu contato.
Aécio confirmou que há conversas institucionais do PSDB com o MDB, como antecipou o jornal O Globo, e com Solidariedade e Podemos.
“O PSDB vai construir uma aliança ao centro com forças que estejam dispostas a isso e por isso nós temos ampliadas as nossas conversas. A partir de fevereiro nós vamos retomá-las com mais intensidade.”
Segundo ele, é preciso haver, porém, conversa institucional. “Nos incomoda muito essa busca de uma cooptação pessoal de lideranças do PSDB sem a discussão de um projeto para o Brasil.”
O presidente do MDB, o deputado federal Baleia Rossi, também confirmou as conversas com o PSDB para uma possível federação, fusão ou incorporação.
“A gente está demonstrando para eles que há um interesse do MDB como um todo dessa reunificação com o PSDB. Não é uma coisa isolada. A gente tem o mesmo DNA, nós fomos muito importantes no governo do Fernando Henrique e eles foram muito importantes no governo do Michel [Temer]”, disse Rossi.
“Acho que tem muito sentido a gente fazer outra vez essa unificação. A gente sabe que tem algumas questões ainda a serem resolvidas, mas eu falei para o Marconi, falei para o Aécio e falei para todos os líderes deles que nós temos todo o interesse de fazer essa conversa.”
Rossi disse que tanto ele como Temer, o governador do Pará, Helder Barbalho, a ministra Simone Tebet e o líder da bancada na Câmara, Isnaldo Bulhões Jr. (AL), têm conversado com alguns dos principais dirigentes do PSDB, entre eles Aécio, Perillo e Beto Richa (PR).
Além das tratativas MDB-PSDB, o partido de Baleia Rossi também avalia uma federação com o PSD para fazer frente a uma possível união de partidos do centrão.
Trata-se de uma superfederação que uniria o PP de Arthur Lira (AL) e Ciro Nogueira (PI) ao União Brasil de Davi Alcolumbre (AP) e ao Republicanos de Hugo Motta (PB) —esses dois últimos, os respectivos favoritos para comandar Senado e Câmara a partir de fevereiro.
Caso formada, essa federação teria como objetivo unir forças para ter mais influência no Congresso e nos estados, além de ampliar o poder de barganha com o governo federal.
O Congresso aprovou em 2021 a possibilidade de os partidos se unirem em federação, medida tomada à época em resposta à proibição das coligações e ao avanço da chamada cláusula de barreira (ou de desempenho), que visa tirar de circulação legendas com baixo desempenho eleitoral.
Ao se federarem, os partidos são obrigados a atuar em conjunto no Legislativo e nas eleições por ao menos quatro anos.
Há atualmente três federações aprovadas em 2022 com vigência até pelo menos o primeiro semestre de 2026 —1) PT, PC do B e PV, 2) PSDB e Cidadania e 3) PSOL e Rede.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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