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Agência Reguladora conclui 2024 com avanços na fiscalização dos serviços públicos no Acre

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Fhaidy Acosta

A Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac) destacou-se em 2024 pelo compromisso com a modernização e eficiência. Por meio de operações técnicas, parcerias estratégicas com órgãos estaduais e federais, e uma gestão focada em resultados, a Agência impulsionou a regulação em áreas essenciais. A Ageac ganhou protagonismo na Região Norte, consolidando-se como referência entre as reguladoras e contribuindo para o desenvolvimento e a melhoria dos serviços públicos no estado.

Agentes de fiscalização da Ageac em ação nas estradas, monitorando o transporte intermunicipal. Foto: cedida

Transporte intermunicipal: parcerias e regulação

A Ageac, em colaboração com a Polícia Rodoviária Federal (PRF/AC), Polícia Civil (PC/AC), Ministério Público (MP/AC) e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), intensificou a fiscalização no transporte intermunicipal. Essas ações conjuntas ampliaram o combate ao transporte clandestino, garantindo maior segurança para os passageiros e promovendo a legalidade dos serviços.

A agência também promoveu um workshop para taxistas e participou da entrega de certificados aos profissionais intermunicipais, em parceria com a Prefeitura de Bujari. Durante o evento, foram apresentadas diretrizes com base nas leis nº 2.731/2013 e nº 3.003/2015, destacando os direitos e deveres dos profissionais. Além disso, em reunião com o Sindicato dos Taxistas e Condutores Autônomos do Acre (SINTCAC), foram discutidas melhorias no setor, com foco no combate ao transporte clandestino e no recadastramento dos profissionais.

“Mantemos nosso compromisso com a segurança e legalidade no transporte intermunicipal, trabalhando de forma integrada com outros órgãos para oferecer serviços mais seguros e acessíveis. Cada avanço nesse setor reflete nossa dedicação em atender às necessidades da população acreana”, afirmou o presidente da Agência Reguladora, Luís Almir Brandão.

Servidores da Agência Reguladora participam da entrega de certificados aos profissionais que concluíram o workshop de treinamento realizado em Bujari. Foto: cedida

Infraestrutura rodoviária e paradas de transporte

A Ageac, em parceria com o deputado federal coronel Ulysses, articulou o início do projeto para a construção da primeira rodoviária do município de Bujari, com o apoio da prefeitura local. O investimento de R$ 3,1 milhões, obtido por meio de emendas parlamentares, também será direcionado à revitalização das rodoviárias de Cruzeiro do Sul, modernizando pontos estratégicos e proporcionando mais conforto aos usuários do transporte intermunicipal.

Presidente da Agência Reguladora, Luís Almir Brandão, em vistoria ao terreno cedido para a rodoviária de Bujari. Foto: cedida

A Agência também viabilizou a captação de R$ 4,2 milhões para a construção de 42 abrigos ao longo da BR-364, além de abrigos nas rodovias AC-30, AC-40, AC-90 e BR-317, que atenderão rotas estratégicas do estado. O planejamento e a execução do projeto estão sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), que conduzirá o processo de licitação em breve.

Projeto desenvolvido pela Seop apresenta o modelo em 3D dos novos abrigos de passageiros, planejados para oferecer mais conforto e segurança aos usuários do transporte intermunicipal. Projeto: Seop. Foto: cedida

Carteiras de passe intermunicipal: eficiência e inclusão

A Ageac centralizou o atendimento para a emissão das carteiras de passe intermunicipal em todas as unidades da Organização em Centros de Atendimento (OCA), localizadas em Rio Branco, Xapuri, Brasileia e Cruzeiro do Sul. A medida facilitou o acesso ao benefício e tornou o serviço mais eficiente. Até novembro de 2024, mais de 7 mil carteiras foram emitidas, marcando um crescimento expressivo em relação aos anos anteriores.

Servidora da Ageac realiza atendimento na ação social de inclusão na Ufac. Foto: cedida

Além disso, a Agência participou de eventos como a “Ação do Bem-Estar e Inclusão da Pessoa com Deficiência”, promovendo mobilidade para idosos e pessoas com deficiência. Também foi implementado um benefício temporário de transporte intermunicipal para pacientes em tratamento médico, assegurando o deslocamento necessário para cuidados fora de seus municípios.

Saneamento: tarifa social e avanços técnicos

A Ageac, em conjunto com o Saneacre, estabeleceu, por meio das resoluções nº 95 e 96, de 4 de dezembro de 2023, as regras para a tarifa social nos serviços de água e esgoto. O programa, lançado pelo governo do Estado, entrou em vigor em 1º de fevereiro de 2024 e beneficia consumidores de baixa renda que utilizam até 15 m³ de água potável por mês. Essa iniciativa conjunta promove a inclusão social e reduz desigualdades, garantindo que famílias em situação de vulnerabilidade tenham acesso a serviços essenciais com tarifas acessíveis.

Presidente do Saneacre, José Bestene, em reunião com o presidente da Agência Reguladora, Luís Almir Brandão, para discutir a tarifa social. Foto: cedida

A Agência também alcançou um avanço ao elevar a conformidade com a Metodologia de Auditoria, Certificação e Agências Reguladoras (Acertar) de 18% para 81,82% sob a atual gestão. Esse salto foi possível graças à priorização de estratégias técnicas e transparentes. A expectativa é alcançar 90% até o final de 2024, consolidando a Ageac como uma referência no Norte do Brasil.

Reconhecimento e avanços institucionais

A Ageac teve um progresso ao subir seis posições no ranking de maturidade regulatória elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse crescimento ressalta o fortalecimento técnico e institucional da agência, que tem investido em autonomia, governança e neutralidade política, consolidando-se como uma das principais referências no setor.

“Esse avanço no ranking de maturidade regulatória reflete o fortalecimento da nossa liderança e o comprometimento em consolidar uma gestão independente e eficiente. Nosso trabalho é garantir que a regulação no Acre seja referência nacional, sempre pautada pela ética e pela inovação em benefício da população”, destacou Brandão.

Paralelamente, a Agência segue em tratativas para firmar parcerias técnicas com a Sunass (Peru) e LIS-Water (Portugal), que visam fortalecer a troca de conhecimentos e implementar soluções sustentáveis para a gestão de recursos hídricos.

Ageac teve um progresso ao subir seis posições no ranking de maturidade regulatória elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foto: Cedida

Com uma gestão focada em resultados e no compromisso com a modernização dos serviços públicos, a Ageac encerra 2024 consolidando sua posição de destaque na regulação no Acre e no Norte do Brasil. Os avanços registrados ao longo do ano são mais do que números ou projetos concluídos: representam a transformação de um modelo de gestão que aproxima serviços essenciais da população, levando eficiência e inclusão para todos os cantos do estado.

 

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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