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Ainda acusado de estupro na Argentina, Oscar Jégou volta a campo pelo La Rochelle
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Inicialmente, não se esperava que ele retornasse ao Top 14 antes do final do procedimento que lhe dizia respeito. Mas Oscar Jégou, de 21 anos, será escalado no sábado, 2 de novembro, na terceira fila, durante a partida do Top 14 entre seu clube, La Rochelle, e o Stade français (21h10). Ainda acusado de violação agravada na Argentina – com o seu companheiro Hugo Auradou – o internacional francês (uma selecção) regressará a campo, três meses e meio depois da sua única selecção durante a digressão de verão do XV de França.
Na noite seguinte ao jogo, o jogador de La Rochelle e o jogador da Secção de Pau foram acusados de violação, tendo um deles «violência terrível»por uma reclamante – através da voz de seu advogado. Os dois jogadores, por sua vez, afirmam que as relações sexuais com o argentino que conheceram numa boate foram consensuais e sem violência.
Inicialmente colocados em prisão preventiva – bem no centro da digressão dos Blues – e depois colocados em prisão domiciliária na cidade de Mendoza, no oeste do país andino onde ocorreram os acontecimentos, os dois franceses foram libertados em meados de Agosto, depois autorizado a regressar a França no início de Setembro. Se seus advogados fizeram um pedido de arquivamento do caso e foram seguidos pelo Ministério Público argentino, o sistema de justiça argentino rejeitou várias vezes – a última vez, sexta-feira, 1é Novembro – audiência para análise deste pedido.
Banido do Blues enquanto o procedimento estiver em andamento
Embora os dois jogadores tenham retornado aos seus respectivos clubes, nos treinos, o Stade Rochelais estabeleceu a política de aguardar a decisão judicial da Argentina sobre Oscar Jégou antes de deixá-lo encontrar a competição. Ao contrário do clube paulista, que optou por repetir Hugo Auradou desde o início de outubro. Mas os sucessivos adiamentos, bem como o estado do plantel do clube de La Rochelle, mudaram a situação. “Não tendo mais visibilidade sobre o procedimento de demissão solicitado pelo promotor de Mendoza, decidimos, em consulta com nosso advogado, autorizar Oscar a jogar novamente neste fim de semanajustificou o presidente de La Rochelle, Vincent Merlin, quinta-feira Em Sudoeste. Renovamos a nossa confiança na justiça argentina, mas estamos muito impacientes para que o procedimento termine com a realização da audiência de arquivamento do caso. »
Além dessa imprecisão do calendário, o retorno de Oscar Jégou às Amarelas e Pretas também pode ser explicado pela escassez de terceiras linhas no clube. O capitão do La Rochelle, Grégory Alldritt, e o flanqueador Paul Boudehent foram convocados pelo XV de França para se prepararem para a viagem de outono, e os marítimos lamentam várias outras ausências. “Estamos muito felizes em vê-lo de volta ao campo e em vê-lo jogando rugby”, O assistente técnico do La Rochelle, Rémi Talès, comentou nesta quinta-feira o retorno do jogador.
Caso volte a campo, Oscar Jégou, ainda acusado de estupro qualificado, não deve retornar tão cedo à seleção francesa. Esta semana, a Federação Francesa de Rugby (FFR) anunciou que estava a criar um novo ambiente de vida para as várias equipas francesas, depois do verão de pesadelo vivido pelo rugby francês. “Houve um antes de Mendoza e haverá um depois de Mendoza”, garantiu o treinador, Fabien Galthié, na terça-feira, ao mesmo tempo que reiterou a posição da FFR sobre a recusa de selecionar Jégou e Auradou enquanto os processos judiciais que lhes dizem respeito não forem concluídos.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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