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Al Jazeera na Palestina: Um cronograma de cobertura contra todas as probabilidades | Notícias do conflito Israel-Palestina
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A rede continuou a informar sobre a situação dos palestinianos, apesar da intimidação.
A Al Jazeera Media Network tem fortemente condenado a Autoridade Palestina (AP) proibiu suas operações na Cisjordânia ocupada esta semana, chamando-a de uma ação que “se alinha com as práticas de ocupação israelense”.
Desde o seu lançamento em 1996, os repórteres da Al Jazeera cobriram o Médio Oriente, desde o Primavera Árabe para Violência dos colonos israelenses na Cisjordânia e na guerra brutal em Gazamesmo quando outras organizações noticiosas retiraram os seus jornalistas.
Desde o início, a Al Jazeera tem enfrentado tentativas de silenciar as suas reportagens através de detenções, prisões e ataques aos seus jornalistas. E desde que a guerra genocida de Israel contra Gaza começou em Outubro de 2023, o canal tem enfrentado ainda mais tentativas para reprimir as suas reportagens sobre a Palestina.
A determinação da Al Jazeera em fornecer reportagens em primeira mão, 24 horas por dia, sobre os horrores em Gaza e os ataques mortais na Cisjordânia ocupada teve um custo elevado, com pelo menos seis jornalistas da Al Jazeera mortos no território palestiniano desde 2022.
A decisão da AP de proibir a Al Jazeera reflecte o anúncio feito por Israel no ano passado de que o canal seria proibido em Israel e depois o encerramento da sucursal em Ramallah.
Aqui está um resumo de como a Al Jazeera foi alvo tanto da AP quanto de Israel:
Quando a Al Jazeera começou a reportar na Cisjordânia e em Gaza?
A Al Jazeera tem feito reportagens na Palestina desde 2000, marcando a primeira tentativa da Al Jazeera árabe de lançar um escritório estrangeiro.
Existem escritórios da Al Jazeera em Ramallah e em Jerusalém Oriental ocupada, na Cisjordânia, embora ambos tenham sido agora suspensos pelo governo israelita ou pela AP.
Em 2021, as forças israelenses bombardearam o escritório de Gaza.
Quantas vezes a AP fechou a Al Jazeera?
A AP controla partes da Cisjordânia ocupada e suspendeu as operações da Al Jazeera três vezes:
- Em Março de 2001, a AP, liderada na altura pelo Presidente Yasser Arafat, invadiu os escritórios da Al Jazeera em Ramallah e impediu o acesso do pessoal ao edifício. Nenhuma razão oficial foi fornecida. No entanto, o chefe do departamento, Walid Al-Omari, disse na altura que um oficial de segurança telefonou para o departamento e acusou a rede de transmitir imagens “ofensivas” a Arafat, exigindo que fossem removidas.
- Em 15 de julho de 2009, oficiais de segurança da AP invadiram os escritórios da Al Jazeera em Ramallah e proibiram seus 35 funcionários de transmitir. As autoridades alegaram que a rede tinha transmitido “informações falsas” porque o falecido político palestiniano Farouk Kaddoumi, numa entrevista, acusou o presidente da AP, Mahmoud Abbas, de envolvimento numa conspiração israelita para matar Arafat. O escritório foi autorizado a reabrir quatro dias depois, após protestos de grupos de direitos de jornalistas.
- Em dezembro de 2024, o Fatah, o partido palestino que domina a AP, proibiu a Al Jazeera de fazer reportagens do província de JeninQalqilya e Tubas na Cisjordânia ocupada, citando a sua cobertura dos confrontos entre as forças de segurança palestinianas e grupos armados palestinianos. Desde meados de Dezembro, as forças de segurança da AP têm reprimido os grupos armados, no que os analistas dizem ser uma tentativa de tornar a Autoridade Palestina querida pelos israelenses e pelos Estados Unidos. A repressão levou à morte de vários civis, bem como do jornalista da Cisjordânia Shatha Sabbagh, de 22 anos.
- Em 2 de janeiro de 2025, a AP suspendeu todas as transmissões da Al Jazeera na Cisjordânia e impôs restrições a qualquer pessoa que trabalhasse para a rede.
Quantas vezes Israel fechou a Al Jazeera?
As autoridades israelenses tentaram repetidamente amordaçar a Al Jazeera. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu há muito que acusa a cobertura da rede de “incitação à violência”. A rede refuta essas alegações como “arbitrárias e hostis”.
- Em Julho de 2017, Netanyahu ameaçou fechar o escritório da Al Jazeera em Jerusalém numa publicação no Facebook porque a rede cobriu um desentendimento entre palestinianos e autoridades israelitas sobre a mesquita de Al-Aqsa.
- Em maio de 2021, Israel bombardeou o escritório da Al Jazeera em Gaza. As forças israelenses deram à Al Jazeera e outras organizações de mídia no mesmo prédio apenas uma hora para evacuar a torre.
- Em maio de 2024, o escritório ocupado da Al Jazeera em Jerusalém Oriental foi invadido e fechado depois de o parlamento israelita ter aprovado uma lei que permite ao governo suspender as operações dos meios de comunicação estrangeiros que representem uma “ameaça”, durante 45 dias de cada vez. A proibição, incluindo a proibição do site da Al Jazeera em Israel, foi renovada várias vezes e permanece em vigor. A Al Jazeera agora reporta de Amã, Jordânia.
- Em Setembro de 2024, forças de segurança israelitas fortemente armadas e mascaradas atacado O escritório da Al Jazeera em Ramallah às 3 da manhã e encerrou suas operações enquanto a agência transmitia ao vivo. Autoridades israelenses alegaram que a rede apoiava o “terrorismo” e ordenaram o encerramento das operações por 45 dias. Os funcionários da Al Jazeera foram forçados a permanecer na rua e foram ameaçados com uma arma laser durante a operação.

Quantos jornalistas da Al Jazeera foram mortos ou feridos na Cisjordânia e em Gaza?
Pelo menos seis jornalistas da Al Jazeera foram mortos pelas autoridades israelitas na Cisjordânia e em Gaza enquanto estavam em serviço. Na maioria dos casos, os jornalistas usavam coletes de imprensa marcados ou viajavam em carros claramente marcados.
- Shireen Abu Akleh: O jornalista veterano Abu Akleh foi baleado e morto com uma bala na cabeça em 11 de maio de 2022, enquanto fazia uma reportagem sobre um ataque israelense a Jenin, na Cisjordânia ocupada. Apesar de ela usar capacete e colete claramente marcados com “Press”, a bala de um atirador israelense penetrou logo abaixo de seu capacete. As forças israelenses inicialmente tentaram culpar o “fogo cruzado” dos combatentes palestinos, mas foram forçadas a voltar atrás quando amplas evidências de vídeo provaram que não havia combatentes palestinos por perto. Nenhuma ação foi tomada contra o atirador. As forças israelitas atacaram o seu cortejo fúnebre, com a presença de milhares de palestinianos que prestaram as suas homenagens – a certa altura fazendo com que o seu caixão escorregasse e quase caísse no chão.
- Samir Abudaqa: Em 15 de dezembro de 2023, um ataque aéreo israelense feriu Abudaqa, cinegrafista da Al Jazeera, em Khan Younis, Gaza. As autoridades israelenses impediram que veículos de emergência o alcançassem, apesar dos apelos internacionais, enquanto ele sangrava durante várias horas.
- Pobre Dahdouh: O chefe do escritório da Al Jazeera em Gaza, cuja esposa, filho, filha e neto foram mortos pelas bombas israelenses em Gaza, estava filmando com Abudaqa e foi ferido no mesmo ataque. Em 7 de janeiro de 2024, o filho de Dahdouh, Hamza Dahdouh, que também trabalhava como jornalista para a Al Jazeera, foi morto em um ataque ao lado de seu colega Mustafa Thuraya.
- Ismail Abu Omar: Em 13 de fevereiro de 2024, um drone israelense atingiu Abu Omar, correspondente árabe da Al Jazeera, e seu cinegrafista, Ahmad Matar, em Rafah, sul de Gaza. Os dois homens ficaram gravemente feridos.
- Ismail al-Ghoul e Rami al-Rifi: O correspondente árabe da Al Jazeera, al-Ghoul, estava reportando com o cinegrafista al-Rifi em 31 de julho de 2024, quando um ataque aéreo israelense atingiu seu carro na área de refugiados de Shati, na cidade de Gaza. Al-Ghoul já havia sido detido e severamente espancado pelas forças israelenses em março de 2024, enquanto cobria ataques ao Hospital al-Shifa na cidade de Gaza.
- Hossam Shabat: Shabat foi ferido em 20 de novembro de 2024, durante um segundo ataque israelense a uma casa que acabara de ser atingida e sobre a qual ele estava reportando.
- Ahmed al-Louh: Israel matou o fotojornalista árabe da Al Jazeera al-Louh em 15 de dezembro de 2024, enquanto ele cobria as tentativas da Defesa Civil Palestina de resgatar uma família ferida no campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza. Outros cinco foram mortos.
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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3 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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