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Aleksey Bugaev: A história em espiral do jogador de futebol russo termina com morte na Ucrânia | Futebol
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2 anos atrásem
Michael Yokhin
Fenfrentando uma grave escassez de soldados para a guerra na Ucrânia, Vladimir Putin Rússia começou a recrutar criminosos condenados nas prisões. Uma pessoa pode ser imediatamente perdoada pelo presidente apenas por concordar em lutar – e não importa o quão perigosa ela seja.
O pior dos assassinos e estupradores são capaz de sair e depois aclamados como heróis nacionais pelas autoridades. Há também criminosos que cometeram crimes menores e que estão dispostos a apostar as suas vidas pela liberdade.
Nem todos tiveram a sorte de regressar da guerra e dezenas de milhares deles já foram mortos. É um aspecto da guerra que não tem recebido muita atenção porque os mortos muitas vezes não são conhecidos do público em geral. Esta semana, porém, houve uma exceção que destacou o polêmico esquema.
Aleksey Bugaev já foi considerado um dos defensores mais promissores do país e foi titular duas vezes pela Rússia na Euro 2004. Vitaliy Shevchenko, o técnico que deu a Bugaev sua estreia no time principal no Torpedo Moscou em 2001, relembrou em entrevista ao Sport Express: “Aleksey poderia jogar igualmente bem como zagueiro e lateral-esquerdo. Ele era durão, ganhava muitas bolas e era capaz de executar passes de qualidade com apenas um toque para iniciar os ataques. Ele era mais talentoso do que Sergey Ignashevich.”
Ignashevich teve uma carreira notável, tornando-se um ícone do CSKA Moscou e o jogador com mais partidas pela Rússia. Bugaev, no entanto, jogou pela Rússia apenas sete vezes, nunca atingiu todo o seu potencial e se aposentou aos 29 anos. Ele poderia ter se tornado uma grande estrela se não fosse por um estilo de vida autodestrutivo e pelo vício em álcool. No ano passado, ele foi condenado a nove anos e meio de prisão por distribuição de drogas.
“Ele sempre foi problemático”, disse Shevchenko. “Fizemos tudo ao nosso alcance para lutar por ele. Multámo-lo, tivemos muitas conversas com ele e com os seus pais, enviámo-lo para a reserva e, eventualmente, emprestámo-lo ao Tomsk, que o controlou a cada passo.”
Foi em Tomsk, a mais de 3.200 quilômetros de distância, na Sibéria, que Bugaev começou a jogar regularmente e a se comportar adequadamente. Ao retornar ao Torpedo em 2003, tornou-se titular e teve um desempenho especialmente bom na primavera de 2004, com o time liderando a tabela de forma sensacional.
Este foi o momento perfeito para Bugaev, já que a seleção nacional estava tendo problemas na defesa central, com os veteranos Viktor Onopko e Ignashevich lesionados antes da Euro. O seleccionador nacional, Georgiy Yartsev, não teve outra escolha senão incluir o jovem de 22 anos na convocatória para o torneio.
Ele estava no banco de reservas na derrota por 1 a 0 para a Espanha no primeiro jogo, quando Roman Sharonov foi expulso. O jovem então assumiu o lugar ao lado de Aleksei Smertin, do Chelsea, na partida seguinte, contra Portugal, e teve um bom desempenho, apesar da derrota da Rússia por 2 a 0. Bugaev completou novamente os 90 minutos na vitória por 2 a 1 sobre a Grécia, a única derrota do torneio para os eventuais campeões.
Isso poderia ter sido uma fonte de orgulho e um grande impulso antes das coisas boas que estavam por vir, mas Bugaev não aproveitou. Ao retornar a Moscou, passou a faltar aos treinos do Torpedo e, no final de 2004, o clube perdeu a paciência e decidiu vender o jogador enquanto podia.
O campeão, Lokomotiv Moscou, pagou 2 milhões de euros (1,4 milhão de libras) e ofereceu a Bugaev um contrato de três anos. O veterano técnico Yuri Syomin acreditava que poderia incutir disciplina no talentoso jogador de futebol, mas logo foi atraído para a seleção nacional e Bugaev ficou perdido sem ele.
Tomsk contratou Bugaev novamente em 2006. O técnico, Valeriy Petrakov, o conhecia bem, mas até ele ficou surpreso. “Ele era um jogador brilhante”, disse Petrakov ao Sport Express. “Ele tinha velocidade, força e posicionamento. Mas foi tudo em vão. Uma vez Bugaev me pediu férias de dois dias depois de um bom jogo, para poder ver sua família em Moscou. Eu concordei e disse que ele merecia. Ele então desapareceu. Acontece que ele estava bebendo o tempo todo.”
após a promoção do boletim informativo
Dmitry Tarasov, meio-campista internacional russo que jogou com Bugaev no Tomsk, disse: “Ele era um zagueiro de ponta, mas o álcool o arruinou. Tivemos que procurá-lo em lugares muito ruins. Foi uma doença.”
Em 2014, quatro anos após a sua reforma, Bugaev deu uma entrevista bizarra ao Sovetsky Sport, primeiro oferecendo ao jornalista “para beber alguma coisa”. Ele tinha uma van de remoção e havia entrado em um negócio de reciclagem. “Não me arrependo de nada”, disse ele. E mesmo assim a vida não correu de acordo com seus planos.
O vício contínuo do álcool levou a dívidas enormes e Bugaev acabou se voltando para o crime. Em 2023, foi flagrado com um pacote de mefedrona e preso. Bugaev se declarou culpado de distribuição de drogas e foi condenado em setembro do ano passado.
Aleksandr Mostovoi, estrela da Rússia que fez parte da seleção do Euro 2004 com Bugaev, disse: “A situação é horrível. Não se trata de futebol, porque Aleksey se esqueceu disso há muito tempo. É uma história de vida, e o problema é que temos milhões de histórias assim na Rússia. Assistir às notícias é muito deprimente.”
Porém, uma coisa estava clara para Bugaev. Ele não pretendia ir para a cadeia, porque agora havia uma maneira de evitá-lo. Mesmo antes de ouvir o veredicto, ele disse aos familiares que havia decidido entrar em guerra na Ucrânia.
No domingo chegou a notícia de que Bugaev tinha morrido na guerra e que nem sequer tinha sido possível recuperar o seu corpo do campo de batalha. Seu destino é semelhante ao de muitos outros, mas ele ainda se destaca. Foi um jogador de futebol que jogou contra Luís Figo e Cristiano Ronaldo e, a certa altura da vida, aparentemente tinha tudo. Agora ele está morto por causa de uma guerra sem sentido e da necessidade da Rússia de enviar mais soldados para o front.
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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
17 de agosto de 2026O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.
Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”
Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.
O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.
Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.
Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
12 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.
Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.
Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.
A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.
A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.
Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”
Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.
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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.
A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.
O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.
O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.
O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.
“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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