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Alemanha e Reino Unido chegam a acordo sobre medidas conjuntas contra o contrabando de pessoas – DW – 10/12/2024
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Alemanha e o Reino Unido tomaram medidas destinadas a uma cooperação mais estreita quando se trata de lidar com o tráfico de seres humanos – tornando especificamente mais fácil processar os sindicatos envolvidos em travessias de pequenas embarcações para o Reino Unido.
A Ministra Federal do Interior, Nancy Faeser, e a britânica Yvette Cooper assinaram na segunda-feira um acordo de ação conjunta destinado a combater o contrabando de migrantes através do Canal da Mancha em botes de borracha.
No início deste ano, uma longa investigação secreta da BBC revelou a cidade de Essen, no oeste da Alemanha, e as suas alegadas ligações ao tráfico de seres humanos através do Canal da Mancha.
O que pode ser feito em relação ao contrabando de pessoas do Norte de África?
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Alemanha mudará lei para combater contrabandistas
O Ministério do Interior britânico, ou Ministério do Interior, disse num comunicado que Berlim se comprometeu a “clarificar a sua lei, tornando crime facilitar o contrabando de migrantes para o Reino Unido”, conforme o acordo conjunto.
“Isso dará aos promotores alemães mais ferramentas para lidar com o fornecimento e armazenamento de equipamentos perigosos para pequenas embarcações e permitirá que o Reino Unido e a Alemanha combatam melhor as táticas em constante evolução das gangues de contrabando de pessoas”, disse Cooper.
“Durante demasiado tempo, os grupos criminosos organizados têm explorado pessoas vulneráveis, minando a segurança das fronteiras no Reino Unido e em toda a Europa, ao mesmo tempo que colocam milhares de vidas em risco”, disse o ministro do Interior, Cooper.
O Ministro do Interior alemão, Faeser, reconheceu que alguns destes crimes de tráfico são planeados a partir da Alemanha.
“Estamos agora a intensificar a nossa acção conjunta para combater as actividades brutais dos contrabandistas internacionais”, disse ela.
Faeser disse que os dois países manterão “alta pressão investigativa”, juntamente com a troca de informações entre as agências de segurança, enquanto “investigam persistentemente os fluxos financeiros para identificar os criminosos que operam nos bastidores”.
Starmer em busca de cooperação europeia
Primeiro Ministro Britânico Keir Starmer deu prioridade à repressão da migração irregular, visando os sindicatos do tráfico de seres humanos.
Em setembro, ele fechou um acordo com o governo italiano Giorgia Melonipara trabalharem mais estreitamente e partilharem informações.
De acordo com estatísticas do governo britânico, até 1 de dezembro, 33.684 pessoas tinham atravessado o Canal da Mancha e chegado ao Reino Unido através de pequenos barcos em 2024.
Dezenas de migrantes morreram durante a viagem em botes de borracha superlotados, com os franceses O parisiense jornal relatando pelo menos 70 mortos em travessias este ano.
12 mortos no Canal da Mancha, crescem apelos à ação
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Invasões a suposto sindicato de contrabando na Alemanha
Autoridades alemãs realizaram operações contra supostos traficantes de pessoas transportando migrantes para o Reino Unido através da França.
Na semana passada, centenas de oficiais atacaram locais no estado da Renânia do Norte-Vestfália e no estado de Baden-Württemberg, no sul.
Os ataques foram coordenados com a Europol e os serviços de segurança franceses e tiveram como alvo uma alegada rede criminosa curda-iraquiana.
A Europol disse que os suspeitos, todos baseados na Alemanha, organizaram a compra, armazenamento e transporte de barcos insufláveis para contrabandear migrantes de França para o Reino Unido.
kb/rmt (AFP, dpa, Reuters)
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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