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Alexandra Popp se despede da Alemanha – DW – 29/10/2024
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Em termos de futebol, foi uma despedida rápida. Depois de apenas um quarto de hora contra a Austrália, Alexandra Pop foi substituído pela última vez, concluindo uma carreira ilustre e que definiu uma era para a seleção alemã.
“Foi um pouco curto”, disse Popp após o jogo de segunda-feira. “Eu estava olhando para o relógio, de olho na hora, pensando: ‘Ah, não, já acabou!'”
Sua breve participação foi previamente combinada com o treinador Christian Wückque procurou antes do jogo minimizar os aspectos emocionais da noite.
“Toda essa conversa sobre um jogo de despedida está sendo um pouco demais para mim”, disse ele na sexta-feira.
Wück, que treinou a Alemanha pela primeira vez diante de uma torcida na segunda-feira, fez questão de se concentrar no futuro, para testar e aperfeiçoar a equipe da era pós-Popp.
Popp se despede de seus fãs
Se Wück esperava manter as coisas inteiramente focadas no futebol, ele não realizou o seu desejo. Mas ele concedeu a Popp o dela. A atacante esperava saborear sua despedida e ela o fez.
“Estou extremamente grato por ter passado esse tempo em campo hoje, para vivenciar e aproveitar”, disse Popp. “Estou feliz por ter me despedido adequadamente de todos em casa e dos torcedores aqui no estádio.”
Independentemente da brevidade de sua aparição, a noite de segunda-feira foi realmente sobre Popp. Marina Hegering e Merle Frohms, mais dois veteranos estiveram presentes para se despedirem após se aposentarem do futebol internacional. Todos os três foram agradecidos antes do início do jogo, mas apenas Popp recebeu a honra da internacionalização final. Foi uma prova de sua estatura e da magnitude de suas conquistas pela Alemanha.
Um modelo no futebol feminino
“Ela sempre foi um modelo e tem uma mentalidade incrível como jogadora”, disse Sara, torcedora de longa data da seleção feminina da Alemanha. “Não é sempre que alguém incorpora essas coisas do jeito que ela faz.”
“Ela teve um papel muito especial, porque impulsionou o desenvolvimento e o crescimento da popularidade do futebol feminino nos últimos anos”, acrescentou. “Acho que ela desempenhou um papel muito importante em tudo isso.”
Foi aqui em Duisburg que Popp estreou pela seleção alemã, e com 145 jogos, 67 gols e muitos altos e baixos depois, foi aqui que encerrou sua carreira internacional. No final do jogo, Popp passou uns bons 45 minutos em campo agradecendo aos seus muitos fãs.
Noite emocionante
Para a maioria dos 26.262 torcedores presentes na MSV Arena, a eventual derrota da Alemanha por 2 a 1 para a Austrália foi, na verdade, uma irrelevância. Este amigável foi acima de tudo uma oportunidade para mostrar a sua gratidão e amor por uma figura imponente do futebol alemão.
“Quando você vê quantas pessoas andam por aí com os uniformes de Alex Popp, acho que isso fala por si”, disse Franzi, outra seguidora veterana das mulheres alemãs, antes da partida. “Se seus olhos não lacrimejam esta noite, você nunca amou realmente o futebol feminino.”
Embora alguns olhos possam ter permanecido secos, os de Popp certamente não estavam entre eles. Numa emocionante entrevista pós-jogo, ela refletiu sobre como gostaria que as pessoas se lembrassem dela como jogadora alemã.
“Penso que, da forma como sou frequentemente descrito, com a minha mentalidade em campo, incentivo as meninas, mas também com uma certa modéstia”, disse Popp. “Essa é uma maneira extremamente boa de ser considerado e muito agradecido.”
Enquanto o ônibus alemão se afastava do estádio muito depois do final do jogo, centenas de torcedores ainda estavam do lado de fora. Eles esperaram uma hora e meia pelo privilégio de acenar para os vidros escuros, dando um último adeus à heroína. A julgar pelo seu comprometimento e barulho, Popp será realmente lembrado com carinho.
Editado por Natalie Muller
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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