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Jovem brasileiro que criou filtro contra microplásticos ganha bolsa e vai estudar na China

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Cecília, uma mulher de São Paulo, põe alimentos todos os dias os para pássaros livres na janela do apartamento dela. - Foto: @cecidasaves/TikTok

Aos 21 anos, esse jovem brasileiro carrega um currículo de peso: inventou um filtro de microplásticos para limpar a água, ganhou uma bolsa e foi  estudar na China. A invenção dele já está em funcionamento e ajuda no abastecimento de cidades do sul do Brasil.

E olha o impacto da criação de Gabriel Fernandes, de Itajaí, em Santa Catarina: hoje o sistema dele é usado na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Itajaí e Navegantes, responsável por abastecer aproximadamente 70% da população dessas cidades.

A tecnologia consegue reter até 100% das micropartículas, inclusive aquelas com menos de 300 micrômetros. Com o reconhecimento, ele ganhou o prêmio popular do Stockholm Junior Water Prize em 2021. Além disso, ampliou horizontes na Ásia ao conquistar uma bolsa de estudos na New York University Shanghai.

Reconhecimento internacional

Em 2021, com apenas 16 anos, Gabriel participou do Stockholm Junior Water Prize.

A premiação é uma das maiores do mundo voltadas para jovens inventores da área ambiental.

O projeto chamou atenção do público e garantiu a vitória na votação popular, com mais de 26 mil votos.

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De Itajaí para a China

Hoje, aos 21 anos, ele colhe frutos de ser tão estudioso.

Gabriel está em Xangai, na China, onde estuda Engenharia e Ciência da Computação na NYU Shanghai.

O jovem ganhou uma bolsa no programa Líderes Estudar e está curtindo cada momento.

“Estudar na NYU Shanghai e representar o Brasil internacionalmente é uma grande vantagem, e saber que faço parte dessa rede me motiva ainda mais a buscar soluções para os desafios ambientais do nosso tempo”, disse esse brasileiro promissor em entrevista ao ND Mais.

A invenção do jovem já é usada em cidades de SC. - Foto: ND Mais A invenção do jovem já é usada em cidades de SC. – Foto: ND Mais



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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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