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Aliado de Trump: O foco da Ucrânia é alcançar a “paz e acabar com a matança” | Eleições dos EUA 2024

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Maya Yang and Cecilia Nowell

Um conselheiro sênior para Donald Trump disse que a prioridade da próxima administração dos EUA para a Ucrânia será alcançar a paz, em vez de ajudá-la a recuperar o território capturado pela Rússia nos quase três anos de guerra.

Em um entrevista à BBC, transmitido no sábado, Bryan Lanza, que é conselheiro político de Trump desde a sua campanha presidencial de 2016, começou a elaborar os fortes sinais que o agora presidente eleito vinha enviando ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyyna campanha.

Lanza disse: “Quando Zelenskyy diz que apenas pararemos com estes combates, só haverá paz, assim que a Crimeia for devolvida, temos notícias para o presidente Zelenskyy: a Crimeia desapareceu”.

No entanto, um porta-voz do esforço de transição presidencial de Trump disse mais tarde no sábado que Lanza não falava em nome do presidente eleito.

O esforço de transição de Trump está actualmente a avaliar o pessoal e a elaborar as políticas que Trump poderá adoptar durante o seu segundo mandato.

“Bryan Lanza foi o contratante da campanha. Ele não trabalha para o presidente Trump e não fala por ele”, disse o porta-voz, que não quis ser identificado.

Durante a campanha eleitoral, Trump disse que encontraria uma solução para acabar com a guerra “dentro de um dia”, mas não explicou como o faria.

A Rússia está aberta a ouvir as propostas de Donald Trump para acabar com a guerra, disse uma autoridade no sábado. Sergei Ryabkov, vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, disse que Moscou e Washington estavam “trocando sinais” sobre Ucrânia via “canais fechados”, segundo a AP. Ele não especificou se a comunicação foi com a atual administração ou com Trump e membros de sua próxima administração.

A prontidão da Rússia depende se as propostas de Trump são “ideias sobre como avançar na área de colonização, e não na área de bombear ainda mais o regime de Kiev com todos os tipos de ajuda”, disse Ryabkov no sábado em entrevista ao noticiário estatal russo. agência Interfax.

Em Kiev, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, disse aos repórteres que a Ucrânia está pronta para trabalhar com a administração Trump.

Os comentários foram feitos no momento em que a Rússia avança pelo campo de batalha no leste da Ucrânia, no taxa mais rápida desde a invasão do seu vizinho em Fevereiro de 2022, ao mesmo tempo que atacava cidades, incluindo a capital, Kiev, com munições transportadas por drones. Em 2022, a Rússia aproveitou o ataque que realizou ao sudeste da península ucraniana da Crimeia, que se projeta para o Mar Negro – que lançou em 2014 – e que agora detém o controlo da região.

Lanza também disse: “E se essa é a sua prioridade, recuperar a Crimeia e fazer com que os soldados americanos lutem para recuperar a Crimeia, você está por sua conta”.

Leia mais sobre a cobertura eleitoral do Guardian nos EUA em 2024

Zelenskyy compareceu à assembleia geral das Nações Unidas em Nova York e à Casa Branca em setembro divulgando o que parecia ser um “plano de vitória” de última hora que envolvia a obtenção de permissão para usar armas de longo alcance dos EUA para disparar profundamente contra a Rússia. Mas foi rejeitado, com os EUA e os seus aliados da NATO cautelosos, como têm estado desde 2022, com a possibilidade de o conflito se transformar numa guerra entre a Rússia e o Ocidente.

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Lanza acrescentou: “O que vamos dizer à Ucrânia é, você sabe, o que você vê? O que você vê como uma visão realista para a paz? Não é uma visão de vitória, mas é uma visão de paz. E vamos começar a ter uma conversa honesta.”

Há receios de que a afirmação de Trump de que acabaria muito rapidamente com a guerra na Ucrânia não signifique mais do que essencialmente forçar a Ucrânia a desistir, retirando o apoio, entregando a vitória ao presidente russo, Vladimir Putin, e encorajando-o ainda mais.

Após a última vitória eleitoral de Trump, Zelenskyy o parabenizou, ditado: “Lembro-me da nossa grande reunião com o Presidente Trump em Setembro, quando discutimos em detalhe a parceria estratégica Ucrânia-EUA, o plano de vitória e as formas de pôr fim à agressão russa contra a Ucrânia.”

Na quarta-feira, Axios informou que Trump e Zelenskyy conversaram por telefone. A chamada, que Zelenskyy descrito como “excelente”, também apresentou uma aparição surpresa do fiel aliado de Trump, Elon Musk, que inicialmente oferecido Satélites Starlink para a Ucrânia gratuitamente em 2022. Em 2023, a SpaceX de Musk impedido impedir o satélite de controlar os drones de vigilância da Ucrânia, provocando indignação entre as autoridades ucranianas.

Durante a campanha, Trump atacou repetidamente Zelenskyy, acusando ele de fazer “calúnias desagradáveis ​​contra seu presidente favorito, eu”. Trump acrescentou: “Continuamos a dar milhares de milhões de dólares a um homem que se recusa a fazer um acordo: Zelenskyy”.

Em setembro, Zelenskyy deu uma entrevista ao New Yorker, no qual lançou dúvidas sobre a capacidade de Trump de acabar com a guerra ao mesmo tempo que descrevia JD Vance como “muito radical”.

Algumas semanas depois, Trump chamou Zelenskyy de “um dos maiores vendedores que já conheci”. contando um podcast conservador: “Cada vez que ele chega, damos-lhe 100 mil milhões de dólares. Quem mais ganhou tanto dinheiro na história? Nunca houve. E isso não significa que eu não queira ajudá-lo, porque me sinto muito mal por essas pessoas. Mas ele nunca deveria ter deixado aquela guerra começar. Essa guerra é uma derrota.”

Trunfo foi acusado em 2019, durante o seu primeiro mandato, por essencialmente tentar extorquir Zelenskyy pelo fornecimento de armas. Ele foi absolvido pelo Senado dos EUA.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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