POLÍTICA
Aliados de Bolsonaro conquistaram seis prefeituras…
PUBLICADO
1 ano atrásem
Ricardo Chapola
Seis das 10 cidades consideradas polos do agronegócio no Brasil serão controladas por aliados de Jair Bolsonaro a partir do ano que vem. Duas dessas prefeituras serão comandadas pelo próprio PL, partido do capitão. Os candidatos da legenda do ex-presidente venceram as eleições municipais nas cidades de Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, e em Jataí, no interior de Goiás. Nas demais, o Executivo municipal ficará sob o controle de políticos que apoiam Bolsonaro,
De acordo com um ranking do Ministério de Agricultura e Pecuária (MAPA), Campo Novo do Parecis ocupa a quarta colocação como a cidade mais importante para o setor, com uma produção de alimentos que faturou R$ 7 bilhões em 2023. No município localizado a 400 quilômetros da capital e dentro de um dos estados mais bolsonaristas do País, quem venceu as eleições deste ano foi o candidato Piaia (PL). Com 65,40%, ele derrotou Dhemis Rezende (União), que obteve 34,60% dos votos válidos. Em Jataí, o candidato bolsonarista Geneilton Assis venceu com 58,93% dos votos.
Mesmo sem ter conquistado o Executivo municipal de outros polos do agronegócio, os bolsonaristas contarão com aliados de outros partidos à frente dessas prefeituras. Em Diamantino (MT), Chico Mendes (União), irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, venceu as eleições municipais com o apoio de Bolsonaro. O município é apontado como o 6º mais importante para o agronegócio brasileiro, registrando uma produção equivalente a R$ 5,9 bilhões no ano passado.
Esses partidos, no entanto, não caminharam juntos em todos os municípios movidos pelo agronegócio. A 288 quilômetros de Diamantino, em Sorriso, conhecida por ser a cidade mais importante para o agronegócio no País, o União Brasil conquistou a prefeitura do município – desta vez, sem o apoio do PL e de Bolsonaro. Alei Fernandes (União) foi eleito prefeito, com 51,33% dos votos, derrotando Damiani (MDB), candidato defendido pelo pelo ex-presidente.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
Matheus Leitão
Relâmpago: Digital Completo a partir R$ 5,99
“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social)
Digital Completo
Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
Apenas 5,99/mês
DIA DAS MÃES
Revista em Casa + Digital Completo
Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 9)
A partir de 35,90/mês
*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
Pagamento único anual de R$71,88, equivalente a R$ 5,99/mês.
PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Relacionado
Felipe Barbosa
Relâmpago: Digital Completo a partir R$ 5,99
Digital Completo
Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
Apenas 5,99/mês
DIA DAS MÃES
Revista em Casa + Digital Completo
Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 9)
A partir de 35,90/mês
*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
Pagamento único anual de R$71,88, equivalente a R$ 5,99/mês.
PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Relacionado
POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
PUBLICADO
8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login