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Aluguel de ações: entenda como funciona e se vale a pena – 16/03/2025 – Mercado

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Aluguel de ações: entenda como funciona e se vale a pena - 16/03/2025 - Mercado

Júlia Moura

Em época de juros altos, lucrar na Bolsa, ou mesmo se desfazer de uma posição sem prejuízo, pode ser difícil. Mas há uma maneira de ganhar com os papéis da carteira de renda variável sem fazer nenhuma operação: alugando-os, numa operação chamada custódia remunerada.

Essa opção funciona de forma semelhante a alugar um imóvel, mas com uma proteção ainda maior ao dono do ativo. A B3, Bolsa de Valores de São Paulo exige garantias de quem aluga os papéis. A operacionalização fica com as corretoras.

São elegíveis para a custódia remunerada ações, ETFs (cotas de fundos de índices), Fiagros (cotas de fundos de investimento em cadeias agroindustriais), BDRs (certificados negociados no pregão da Bolsa brasileira emitidos por empresas estrangeiras), FIIs (cotas de fundos de investimentos imobiliários) e FIPs (cotas de fundos de investimentos em participações).

É possível cancelar o aluguel a qualquer momento, ou mesmo vender os ativos que estão alugados. A devolução desses papéis, venda e reposição para o locatário ficam a cargo da corretora. Ou seja, é possível continuar operando normalmente no mercado, mesmo com os ativos em custódia remunerada.

Outra vantagem para o investidor que aluga seus ativos é que todos os proventos continuam caindo direto na sua conta. Assim, qualquer pagamento de dividendos ou JCP (juros sobre capital próprio) vai diretamente para o proprietário original do ativo, chamado no mercado de doador.

A remuneração, porém, é baixa. Gira em torno de 2% ao ano, o equivalente a 0,1652% ao mês. Porém, uma fatia desse ganho fica com a corretora que fez a intermediação da operação (entre 30% e 40% da rentabilidade bruta) e outra é retida no Imposto de Renda (entre 22,5% e 15%, segundo a tabela regressiva).

Formalmente, o papel sai das mãos do dono e passa ao nome de quem aluga, chamado de tomador. Dessa forma, não é possível que o locatário participe de assembleias ou vote durante o período de empréstimo, já que esses direitos ficarão com o tomador.

Outro contratempo para o doador é o trabalho adicional de declarar a operação no Imposto de Renda anual, em rendimento de aplicações financeiras.

VALE A PENA ADERIR À CUSTÓDIA REMUNERADA?

Analistas recomendam a adesão à custódia remunerada, já que ela não traz custos ao investidor ou muda sua rotina de operações na Bolsa.

“Se o investidor está vendo a Bolsa de lado e ele tem a intenção de usar esse papel apenas num horizonte de investimento longo, ele pode ter uma remuneração adicional ao alugá-lo”, diz Carolina Borges, analista da EQI Research.

A remuneração varia de acordo com cada ativo e com o momento de mercado. Quanto mais volátil e líquido o papel, maior a taxa de aluguel.

“Já vi taxas de 6%, mas essas são as de papéis que oscilam muito e não são indicadas para o investidor de longo prazo. No passado, a taxa para alugar a ação do Grupo Casas Bahia saiu de 1,5% para 15% na época em que oscilou muito [no início de 2024, as ações saltaram com pedido de recuperação judicial]”, afirma Carolina.

Segundo a especialista, se tomadores alugam com uma taxa de 15% é porque apostam que o papel cairá mais que este valor.

Quem toma esses papéis geralmente aposta na sua queda, na operação chamada como venda a descoberto, também conhecida como short selling ou operar vendido. O tomador vende as ações que alugou e, na hora de devolvê-las, as recompra no mercado por um preço menor. A diferença, neste caso, tem que ser grande o suficiente para arcar com as taxas da operação e dar um lucro líquido considerável, já que é uma operação muito arriscada. Tal operação não é indicada para investidores pessoa física.

“Se a ação subir, o tomador vai ter que comprar mais caro [para devolvê-la]. [O tomador] costuma ser um investidor que olha mais para análise gráfica que fundamentalista, que opera, entende bem do mercado e já tem infraestrutura financeira adequada. Para quem é leigo, está começando agora, pelo amor de Deus, não faça isso!”, diz Danilo Brito, planejador financeiro CFP pela Planejar.

Em janeiro, o ativo mais alugado da B3 foi o ETF BOVA11, que replica o desempenho do Ibovespa, com um volume médio diário de aluguel de R$ 389 milhões.

Os ativos com mais demanda são ações com alta liquidez na Bolsa como os bancos Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC), Banco do Brasil (BBAS3), além de Ambev (ABEV3), Vale (VALE3), Eletrobras (ELET3), Weg (WEGE3) e Petrobras (PETR4 e PETR3).

Segundo Marcos Moreira, sócio da WMS Capital, mesmo com uma baixa remuneração, é preferível alugar os ativos e esperar uma alta do mercado para futuramente, no longo prazo, realizar lucros.

“É interessante manter a operação na Bolsa, pois os ativos estão muito descontados e temos um gatilho claro para o mercado. Se tivermos medidas da atual equipe econômica para, ao menos, frear o avanço da dívida pública, os ativos podem reagir de maneira positiva”, afirma Moreira.

COMO FAZER A CUSTÓDIA REMUNERADA?

Para alugar suas ações, é necessário aderir ao serviço de custódia remunerada das corretoras. Para isso, o investidor concorda em disponibilizar toda a sua carteira de ações para o aluguel e a corretora fará a negociação desses papéis com os potenciais ‘inquilinos’.

Se o investidor quiser vender qualquer ativo, a operação se dará normalmente, como se o papel não estivesse alugado. Caso queria cancelar a custódia remunerada, pode ser necessário entrar em contato com a mesa de operações, a depender da corretora. Em seguida, todos os papéis voltarão à titularidade do locador em cerca de três a quatro dias úteis.



Leia Mais: Folha

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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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