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Anã branca tem encontro com buraco negro supermassivo – 15/01/2025 – Ciência

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Will Dunham

Cientistas detectaram flashes de raios X emanando do núcleo de uma galáxia relativamente próxima à Via Láctea. Eles aumentaram gradualmente e parecem ter como fonte uma anã branca.

As observações, feitas usando o telescópio XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA), sugerem que uma anã branca se aproxima do ponto sem retorno —o horizonte de eventos— enquanto orbita o buraco negro da galáxia, de acordo com os pesquisadores.

“Provavelmente é o objeto mais próximo que já observamos orbitando um buraco negro supermassivo”, disse Megan Masterson, estudante de doutorado do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em física e autora principal do estudo que foi apresentado em uma reunião da Sociedade Astronômica Americana, em Maryland, nesta semana e que será publicado na revista Nature.

Buracos negros são objetos densos com uma gravidade tão forte que nem mesmo a luz pode escapar. Sua imensa força gravitacional tende a atrair quaisquer objetos –como estrelas, gás e poeira– que se aproximem demais, mas os pesquisadores disseram que parece que a anã branca não está fazendo uma queda fatal. Na verdade, a estrela estabilizou sua órbita ao redor do buraco negro.

A galáxia está localizada a 270 milhões de anos-luz da Terra —um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano, 9,5 trilhões de quilômetros.

A maioria das galáxias tem um grande buraco negro em seu núcleo. A massa do buraco negro nas novas observações, chamado 1ES 1927+654, é cerca de um milhão de vezes maior do que a massa do nosso Sol. O buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, chamado Sagitário A*, é aproximadamente quatro vezes mais massivo do que esse.

Estrelas com até oito vezes a massa do nosso Sol parecem destinadas a se tornar uma anã branca, que está entre os objetos mais compactos do cosmos. No fim, elas queimam todo o hidrogênio que usam como combustível. A gravidade então faz com que entrem em colapso e liberem suas camadas externas em uma fase de gigante vermelha, deixando para trás um núcleo compacto com aproximadamente o diâmetro da Terra —a anã branca.

A anã branca em questão parece ter uma massa que equivale a cerca de 10% da do Sol, viajando a quase metade da velocidade da luz. Ele está atravessando o ambiente de alta energia em torno do buraco negro e produzindo flashes de raios X enquanto orbita nesse ambiente.

Os flashes inicialmente foram ficando cada vez mais mais curtos, reduzindo de a cada 18 minutos para sete minutos ao longo de um período de dois anos —conforme a anã branca era atraída cada vez mais para o buraco negro e o tamanho de sua órbita diminuía—, mas então se estabilizaram.

Os pesquisadores estimaram que a anã branca está orbitando o buraco negro a cerca de 5% da distância que separa a Terra do Sol, ou um pouco menos de 8 milhões de quilômetros.

Eles disseram que a órbita da anã branca está se estabilizando talvez porque as camadas externas dela estão sendo sugadas para o buraco negro, proporcionando uma ação de retrocesso que impede o objeto de cruzar o horizonte de eventos. A anã branca pode sobreviver a esse encontro próximo, acrescentaram eles.

Cientistas podem confirmar que essa é de fato uma anã branca usando observatórios de próxima geração, como o Laser Interferometer Space Antenna (LISA), da Nasa, que é projetado para detectar ondulações no espaço-tempo chamadas ondas gravitacionais.

“O que é tão fascinante sobre esse resultado para mim é que sugere que objetos podem orbitar muito perto de buracos negros supermassivos, e por isso estou esperançosa por detecções conjuntas desses objetos tanto na luz de raios X quanto na emissão de ondas gravitacionais, com o LISA que está programado para ser lançado em 2035”, disse a astrofísica Erin Kara, do MIT, coautora do estudo.



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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