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Análise: Debate do apagão só tem cadeirada contra a Enel – 15/10/2024 – Poder

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Igor Gielow

Após uma campanha de primeiro turno abaixo do rés do chão, monopolizada por Pablo Marçal (PRTB) e pela incapacidade da política tradicional no trato do evento político extremo, o primeiro debate do tira-teima da eleição em São Paulo trazia algumas promessas.

Primeiro, por reunir dois candidatos com o perfil mínimo de civilidade, na teoria ao menos. Segundo, porque há uma crise real e imediata à mão para ser debatida, o novo mega-apagão a afetar milhares de consumidores três dias depois do temporal da vez.

Sobraram as proverbiais cadeiradas para quem não estava lá para se defender —a concessionária Enel. Entre os candidatos Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL), o embate acabou marcado pela previsibilidade.

O que se viu no estúdio da Band foi um repeteco do noticiário e da propaganda eleitoral gratuita. No contexto particular da crise, Nunes se saiu pior porque está na cadeira de prefeito: tentar impingir a Boulos inação nos seus anos de deputado não cola, independentemente de a prefeitura ser parte do problema em curso.

Como ocorre em países de Executivo forte, como o Brasil, a culpa sempre é a do chefe mais próximo do problema. E essa percepção é difícil de ser tirada de Nunes, por mais agressiva que seja sua retórica contra a Enel.

Como ocorreu nos outros 11 debates até aqui, Nunes mostrou momentos de hesitação, como quando evitou criticar o reticente padrinho Jair Bolsonaro (PL) no manejo da pandemia.

Foi acossado pela linguagem corporal do psolista, que deixou o púlpito e ficou rodeando o prefeito logo na primeira oportunidade. Mais à frente, reagiu no meme do debate, um abraço dizendo que por ser “da favela” não se intimidaria.

Com 58% de rejeição apontada no mais recente levantamento do Datafolha, Boulos arriscou. Chamou repetidamente Nunes de arrogante e mentiroso. A assertividade poderá ser vendida nos “cortes” ao gosto do cliente: como prova de combatividade ou agressividade.

O deputado voltou a sacar a vacina de dizer que os sem-teto por eles liderados não invadiam casas, mecanismo duvidoso por reforçar a acusação em si. De resto, o histórico de confronto e a retórica pregressa de Boulos mostram o quão intransponível é a pecha de “invasor”.

Nunes, nos mais confortáveis 37% de rejeição no item, jogou com isso. Encaixou também uma acusação herdada de Marçal, ao dizer que ele “não sabe bem o que é trabalhar”, embora estivesse tergiversando sobre dinheiro recebido de forma considerada suspeita em investigações.

O fantasma do autodenominado ex-coach também se fez presente quando Nunes começou a falar de segurança pública e drogas, ainda que sem baixar ao nível de acusações pessoas baseadas em falsificações grosseiras contra Boulos. Não por acaso, Nunes herdou 84% dos votos declarados em Marçal.

O deputado tenta pescar alguns dos eleitores da antipolítica nesse lago, apostando justamente na retórica firme e na insinuação de ligação de Nunes com o PCC, mas a faixa de frequência de quem votou em Marçal está à direita do espectro político.

Nesse cenário, os pontos a favor de Boulos parecem desaparecer nas condições objetivas, como a baixa audiência do encontro e a manipulação em tempo real de lado a lado. Com 55% ante 33% do rival no mais recente Datafolha, o prefeito só precisou não desabar.



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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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