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Economia e Negócios

Aneel avalia reduzir benefícios à produção de energia solar em casa a partir de 2020

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Agência abriu audiência pública sobre novas regras, que opõem distribuidoras e geradores solares

A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) abriu nesta terça-feira (22) uma audiência pública sobre proposta que prevê mudanças a partir de 2020 nas regras da chamada geração distribuída, modelo em que consumidores têm sua demanda atendida por painéis solares ou outras formas de geração própria.

A revisão nos regulamentos, que já era prevista, acontece em meio a um acelerado crescimento dessa modalidade de geração, que saiu quase do zero em 2012, quando as regras foram introduzidas, para mais de 660 megawatts atualmente, ou 53,5 mil sistemas instalados pelo país.

A geração distribuída (GD) tem atraído investimentos de grandes elétricas no Brasil, como Engie, AES e CPFL, da chinesa State Grid, entre outras, e movimentado ainda uma série de pequenos instaladores e vendedores de sistemas de geração, principalmente com placas solares.

Mas a modalidade sofre críticas das distribuidoras de energia, que alegam que os incentivos dados à tecnologia geram custos para elas e os demais consumidores.

“Em grandes linhas, o sinal (que queremos dar) é de que a geração distribuída é inexorável… estamos atentos ao que está acontecendo no mundo, e a realidade é que não podemos impedir seu avanço no Brasil. Pelo contrário, nós como agência reguladora estamos aqui para dar os sinais corretos”, defendeu o diretor-geral da Aneel, André Pepitone.

“Temos que fazer isso com equilíbrio, para que não ocasione sobrecustos ao consumidor… para permitir o avanço da GD aliado ao sinal econômico correto para o segmento de distribuição de energia”, acrescentou.

Pela regra atual, toda energia gerada pelas instalações de geração dos consumidores é descontada da conta de luz.

A proposta da Aneel, apresentada pelo diretor Rodrigo Limp, é de que a partir de determinados patamares em termos de sistemas instalados a regra mude e alguns custos gerados pela geração distribuída sejam abatidos dos créditos gerados pelos consumidores, de forma a evitar custos maiores para os clientes que não adotaram a tecnologia.

Nesse modelo, haveria “gatilhos” que acionariam o novo e menos generoso cálculo para as compensações.

No caso de instalações de geração no mesmo endereço do consumidor, como placas solares em telhados, a regra mudaria a partir do atingimento de certa capacidade em sistemas na rede de uma mesma distribuidora.

Em instalações remotas, como fazendas solares construídas para atender clientes, também seria mantido o atual modelo até certo patamar em cada distribuidora, com a regra ainda endurecendo novamente no futuro após registrada uma segunda marca.

O objetivo, segundo Limp, seria permitir que a tecnologia se consolide antes da aplicação das regras mais severas –ele afirmou que deve ser possível ao Brasil chegar a 3,365 gigawatts em capacidade em sistemas de geração em telhados e 1,25 gigawatt em sistemas remotos antes de qualquer mudança prática.

Investidores do setor de energia solar pediam que não houvesse qualquer alteração nas normas, mas o diretor defendeu que manter o atual regulamento no longo prazo geraria custos bilionários para os consumidores que não possuem geração própria.

“Essa proposta não é de forma alguma uma proposta final da agência, muito pelo contrário, é o início de um debate”, afirmou Limp.

A audiência pública sobre as regras ficará aberta até 19 de abril. Ela faz parte de um processo já previsto desde 2015, segundo o qual as normas passariam por uma revisão “com foco no aspecto econômico” até o final de 2019.

Os diretores da Aneel também ressaltaram que eventuais mudanças não impactarão clientes que já instalaram sistemas de geração distribuída, mas apenas para aqueles que o fizerem após a formalização das novas regras, a partir de 2020.

DISTRIBUIDORAS RECLAMAM

As distribuidoras de energia, principais opositoras de um crescimento mais acelerado na geração distribuída, alegaram que regras mais restritivas poderiam reduzir a velocidade, mas não impediriam o crescimento da tecnologia.

O diretor da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia (Abradee) Marco Delgado argumentou que alguns investimentos em GD têm se pago em até três anos e apresentado taxa interna de retorno de 20 por cento, enquanto mesmo o cenário menos generoso em incentivos aumentaria o prazo de payback em 2,5 anos e levaria o retorno a 12 por cento.

“Em nenhum cenário há estagnação (da tecnologia), o que estamos falando aqui é da velocidade (com que ela irá se desenvolver)”, disse.

DINHEIRO

BNED volta ao radar de Wall Street após crescimento acelerado e anúncio de dividendos

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Nova York – Após anos de reestruturação e desafios enfrentados pelo setor educacional, a Barnes & Noble Education (NYSE: BNED) começa a chamar novamente a atenção dos investidores. A companhia, que atua em centenas de universidades norte-americanas, vem apresentando uma combinação rara de crescimento operacional, expansão de mercado e fortalecimento financeiro.

Os números mais recentes revelam uma empresa em transformação. No terceiro trimestre fiscal de 2026, a receita avançou 11,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 515,1 milhões. O principal destaque foi o programa First Day Complete, cuja receita cresceu expressivos 32,1%, consolidando-se como um dos motores de crescimento da companhia. Atualmente, cerca de 1,25 milhão de estudantes utilizam a plataforma em 237 campi universitários espalhados pelos Estados Unidos.

O mercado também recebeu positivamente a decisão da administração de iniciar um programa regular de dividendos a partir do exercício fiscal de 2027. O anúncio representa uma mudança importante de percepção, pois empresas em recuperação raramente assumem o compromisso de remunerar acionistas sem que exista confiança na geração futura de caixa.

Outro fator que vem despertando interesse é a proximidade do Investor Day, marcado para 25 de junho de 2026. O evento ocorrerá diretamente da Bolsa de Nova York (NYSE) e deverá apresentar ao mercado a estratégia de crescimento da companhia, suas perspectivas financeiras e os próximos passos para expansão dos programas acadêmicos e das operações digitais. Historicamente, eventos dessa natureza costumam funcionar como catalisadores quando empresas buscam reposicionar sua imagem perante investidores institucionais.

Analistas e investidores também observam a melhora gradual dos fundamentos operacionais. A empresa registrou crescimento consistente das vendas comparáveis, ampliação da base de clientes universitários e fortalecimento de sua posição em soluções educacionais digitais. Além disso, a administração projeta crescimento adicional do EBITDA ajustado para o exercício fiscal de 2027, reforçando a expectativa de continuidade da recuperação.

No mercado acionário, o movimento não passou despercebido. Após negociar em níveis próximos de mínimas recentes, as ações passaram a registrar forte recuperação, refletindo a combinação de resultados superiores aos esperados, perspectiva de dividendos e expectativa em torno do Investor Day.

Embora riscos permaneçam presentes — como ocorre em qualquer investimento em renda variável — a narrativa da BNED parece ter mudado significativamente nos últimos meses. Para investidores que acompanham histórias de turnaround corporativo, a companhia voltou a figurar entre os casos mais interessantes do segmento educacional norte-americano.

Com crescimento acelerado do programa First Day Complete, melhora operacional, redução gradual das pressões financeiras e a iminente apresentação de sua estratégia ao mercado, a Barnes & Noble Education entra no segundo semestre de 2026 cercada por um nível de atenção que não recebia há vários anos.

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DINHEIRO

Barnes & Noble Education (BNED) avança na transformação do ensino superior e reacende o interesse do mercado

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Foto de capa [Imagem gerada por IA]

Em um cenário global marcado por disrupções tecnológicas e pela reconfiguração do modelo educacional, a Barnes & Noble Education (BNED) emerge como uma das protagonistas silenciosas de uma transformação estrutural no ensino superior norte-americano.

Longe de ser apenas uma operadora de livrarias universitárias, a companhia vem consolidando uma estratégia robusta baseada em soluções integradas de conteúdo acadêmico, com destaque para o programa “First Day”, que já apresenta crescimento expressivo e sinaliza uma mudança definitiva na forma como estudantes acessam materiais educacionais.

Barnes & Noble Education (BNED) - 16/04/2026 (https://br.tradingview.com/)

Barnes & Noble Education (BNED) – 16/04/2026 (https://br.tradingview.com/)

O modelo é simples na aparência, mas disruptivo na essência: garantir acesso imediato e padronizado ao conteúdo desde o primeiro dia de aula. Na prática, trata-se de uma reconfiguração do fluxo de receita e da experiência acadêmica, com impacto direto na previsibilidade financeira da empresa e na retenção de contratos institucionais.

Os números mais recentes confirmam esse movimento. A receita segue em expansão consistente, impulsionada pela adoção crescente das soluções digitais e pela ampliação de parcerias estratégicas com universidades de grande porte. Ainda que o lucro tenha sofrido compressão no curto prazo — reflexo de investimentos e ajustes operacionais —, o mercado começa a identificar um padrão recorrente em empresas em fase de transição: sacrificar margens no presente para capturar escala e eficiência no médio prazo.

Essa leitura é reforçada pela agenda corporativa. A companhia já anunciou a realização de um Investor Day, evento tradicionalmente utilizado para reposicionar narrativas estratégicas, apresentar projeções e alinhar expectativas com o mercado institucional. Historicamente, movimentos dessa natureza funcionam como catalisadores relevantes para reprecificação de ativos.

Outro vetor que sustenta a tese de crescimento está na expansão do portfólio de contratos. Ao firmar novas parcerias com instituições acadêmicas de destaque, a BNED não apenas amplia sua base de clientes, mas fortalece barreiras de entrada em um segmento altamente especializado, onde escala, logística e integração tecnológica são determinantes.

No pano de fundo, há ainda um fator estrutural frequentemente subestimado: o ensino superior segue sendo um dos setores mais resilientes da economia, especialmente em momentos de transição econômica. A digitalização desse ecossistema, aliada à necessidade crescente de qualificação profissional, cria um ambiente favorável para empresas que consigam oferecer soluções eficientes e escaláveis — exatamente o espaço que a BNED vem ocupando.

O mercado, por sua vez, mantém uma leitura cautelosamente otimista. A volatilidade recente das ações reflete não uma deterioração estrutural, mas sim o ajuste natural entre expectativas de curto prazo e o tempo necessário para maturação da estratégia. Para investidores atentos, esse descompasso entre preço e narrativa pode representar um ponto de inflexão relevante.

A trajetória da Barnes & Noble Education, portanto, não é a de uma empresa em declínio, mas a de uma organização em processo ativo de reinvenção — migrando de um modelo tradicional para uma plataforma educacional integrada, com potencial de captura de valor ainda em desenvolvimento.

Em um mercado cada vez mais orientado por inovação, dados e escala, a pergunta que se impõe não é se o setor educacional será transformado, mas quem liderará esse processo. E, neste contexto, a BNED já deixou de ser coadjuvante.

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Economia e Negócios

Sambaex apresenta plano estratégico no Brasil e projeta crescimento com foco em inovação e responsabilidade social até 2028

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Com a expansão contínua da economia digital em escala global, o setor de criptomoedas vem abrindo novas oportunidades de desenvolvimento. Nesse contexto, a Sambaex, plataforma digital que tem registrado rápido crescimento no mercado brasileiro, anunciou recentemente seu plano estratégico de médio e longo prazo, definindo metas claras para 2027 e 2028, com foco em inovação tecnológica, expansão de usuários e fortalecimento de iniciativas sociais.

Desde sua entrada no Brasil, a Sambaex tem consolidado sua presença por meio de operações eficientes e estratégias localizadas, conquistando rapidamente uma base sólida de usuários. Além disso, a empresa tem investido em eventos presenciais e ações educativas, contribuindo para ampliar o conhecimento da população sobre ativos digitais e fortalecer a confiança no setor.

De acordo com o planejamento divulgado, até 2027 a Sambaex pretende alcançar um novo patamar em termos de crescimento de usuários, otimização de produtos e ampliação da cobertura de mercado. A empresa planeja aprimorar continuamente a experiência da plataforma, reforçar seus sistemas de segurança e avançar no cumprimento de exigências regulatórias, acompanhando a evolução do ambiente normativo.

Outro ponto estratégico será o aumento dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias baseadas em blockchain, com o objetivo de oferecer soluções financeiras mais diversificadas e inovadoras para seus usuários.

No âmbito da expansão, a Sambaex pretende fortalecer sua presença em diversas cidades brasileiras, ampliando sua rede de atuação por meio da integração entre iniciativas online e offline. A empresa também planeja intensificar seus programas de educação financeira, promovendo maior transparência e incentivando o uso responsável das tecnologias digitais.

Olhando para 2028, a Sambaex busca não apenas crescimento operacional, mas também a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável e de impacto social. A empresa projeta consolidar sua atuação no Brasil e expandir gradualmente sua presença em outros países da América Latina, tornando-se uma plataforma de referência na região.

Paralelamente ao crescimento do negócio, a Sambaex também estruturou um plano de responsabilidade social de longo prazo. Com foco nas áreas de educação e meio ambiente, a empresa anunciou a criação de um Fundo Educacional e um Fundo Ambiental, com ações previstas até 2028.

O Fundo Educacional terá como objetivo apoiar estudantes de baixa renda, por meio da doação de materiais escolares, acesso a recursos educacionais e programas de capacitação para jovens. A iniciativa visa ampliar oportunidades e contribuir para a redução das desigualdades no acesso à educação.

Já o Fundo Ambiental será voltado ao apoio de projetos sustentáveis, incluindo campanhas de conscientização, ações de limpeza urbana e iniciativas comunitárias ligadas à preservação ambiental, promovendo uma cultura de responsabilidade ecológica.

Especialistas do setor destacam que a integração entre crescimento empresarial e responsabilidade social representa uma tendência cada vez mais forte entre empresas da economia digital, fortalecendo a relação de confiança com a sociedade.

A Sambaex reforçou que continuará avançando com base no princípio de equilibrar inovação tecnológica e impacto social positivo, buscando construir um modelo de desenvolvimento que beneficie tanto seus usuários quanto as comunidades em que atua.

Com metas claras para 2027 e 2028, a empresa pretende consolidar sua posição no mercado e, ao mesmo tempo, contribuir de forma ativa para o desenvolvimento sustentável da sociedade, estabelecendo uma conexão sólida entre tecnologia, inclusão e progresso social.

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