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Angola apanhada num cabo de guerra entre a China e os EUA – DW – 11/10/2024

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O presidente dos EUA, Joe Biden, estava programado para visitar Angola esta semana, mas a viagem foi adiado no último minuto devido à ameaça iminente de Furacão Milton na Flórida.

Embora a nova data para a visita de Biden permaneça incerta, a sua viagem provisoriamente planeada ao país rico em petróleo – que seria a sua primeira visita a África como presidente dos EUA – sublinha a importância crescente da Angloa para o Estados Unidos.

“Numa perspectiva mais histórica, os EUA sempre estiveram presentes em Angola, embora pareça que estiveram indirectamente no sector petrolífero”, disse Edmilson Angelo, investigador e especialista em Estudos Africanos com foco em Angola.

O presidente Joe Biden com o líder angolano João Lourenço no Salão Oval em 2023
O presidente dos EUA, Joe Biden, adiou a sua viagem à Alemanha e Angola para supervisionar a preparação e resposta à tempestadeImagem: Yuri Gripas/ABACAPRESS/aliança de imagens

Angelo disse à DW que a liderança de Angola tem tentado estabelecer laços mais estreitos com Washington.

“O Presidente (João) Lourenço foi recebido pelo Presidente Biden na Casa Branca em Novembro de 2023”, disse Ângelo. “É apenas uma continuação de algo que já foi estabelecido entre Angola e os EUA.”

Estarão os EUA a tentar limitar a influência da China em Angola?

Alguns observadores vêem o aquecimento das relações EUA-Angola como um plano mais amplo de Washington para contrariar da China influência na África.

Como parte do G7, os EUA pretendem impulsionar os investimentos em infra-estruturas em África através de programas como o Parceria para Infraestrutura e Investimento Global (PGI),que apresentou oficialmente o seu primeiro projecto económico estratégico em África, conhecido como Corredor do Lobito.

“Angola tem tentado redefinir a sua imagem global de corrupção e está a tentar atrair investimento estrangeiro”, disse Ângelo, acrescentando que em termos de política externa, os EUA e Angola vêem-se como parceiros estratégicos.

O presidente da China, Xi Jinping, aperta a mão do líder angolano João Lourenço
No início deste ano, o Presidente angolano João Lourenço foi recebido na China pelo Presidente Xi JingpingImagem: Li Xueren/Xinhua/Imago

O Corredor do Lobito versus a Iniciativa Cinturão e Rota da China

O Lobito Corridor liga o porto do Lobito, em Angola, a países ricos em minerais, sem acesso ao mar, como Zâmbia e o República Democrática do Congo (RDC)que possuem grandes depósitos de cobalto e cobre — essenciais para a produção de aparelhos eletrônicos, smartphones e laptops.

Pequim investiu maciçamente em actividades mineiras tanto na Zâmbia como no Congo.

Simultaneamente, Angola é fundamental para o ambicioso plano da China Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) — muitas vezes apelidada de Nova Rota da Seda — um enorme plano de infra-estruturas que visa facilitar as ligações comerciais com dezenas de países e fortalecer a influência económica da China.

“Os americanos não querem ceder o valor da região aos chineses. Mas a questão é se conseguirão igualar-se aos chineses, que investiram na região durante décadas e têm uma enorme vantagem”, Cláudio Silva, analista político. sobre Angola, disse à DW.

Edmilson Angelo acredita também que o investimento no Corredor do Lobito trará benefícios tangíveis aos angolanos.

“Não se trata apenas de investimento em infraestrutura, mas também de investimento em assistência social e meio ambiente”, disse ele.

Já existem duas importantes centrais de energia solar na província de Benguela, em Angola, concebidas para produzir energia renovável.

Petróleo bruto em troca de desenvolvimento de infra-estruturas

Os investimentos significativos da China em Angola, particularmente na sua indústria petrolífera, enfatizam a importância de Angola no projecto BRI. Angola é um dos principais fornecedores de petróleo bruto da China.

Em troca do petróleo, a China concedeu a Angola empréstimos substanciais para o desenvolvimento de infra-estruturas que ajudaram a acelerar a recuperação económica do país após três décadas de guerra civil que terminou em 2002.

Os empréstimos de Pequim aos países africanos no ano passado foram os mais elevados em cinco anos, de acordo com o Banco de dados de empréstimos chineses para África. Os principais mutuários foram Angola, Etiópia, Egipto, Nigéria e Quénia.

No início deste ano, o presidente chinês Xi Jinping aclamado Os laços de Pequim com o continente africanodizendo que estavam no “melhor período da história”. Ele fez os comentários no Fórum sobre Cooperação China-África (FOCAC) – a maior cimeira que Pequim acolheu nos últimos anos.

China corteja líderes africanos com táticas de “não pregação”

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Xi prometeu mais de 50 mil milhões de dólares (45,12 mil milhões de euros) em financiamento para África nos próximos três anos e prometeu ajudar a criar 1 milhão de empregos no continente africano.

A China pretende estabelecer uma base naval em Angola, que seria a segunda instalação militar da China em África depois de Djibuti.

Um recurso militar tão crítico na costa atlântica aumentaria significativamente a capacidade de Pequim para projectar força e defender as suas rotas comerciais.

Eddy Micah Jr contribuiu para este artigo

Editado por: Keith Walker



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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