POLÍTICA
Anielle defende Marina Silva: “impossível normaliz…
PUBLICADO
10 meses atrásem
Valentina Rocha
A ministra de Igualdade Racial, Anielle Franco, repudiou, na manhã desta sexta-feira, 21, o ataque disparado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) à responsável pela pasta do Meio Ambiente, Marina Silva. A manifestação ocorreu durante o lançamento do edital para idealização do Distrito Cultural da Pequena África, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro,
Anielle deu início ao discurso no evento relembrando o caso: “não tem como iniciar qualquer fala essa semana sem repudiar o ataque à ministra Marina Silva. É impossível normalizar a violência política que assola esse país e que atinge diretamente mulheres como ela. Merecem respeito.”
Na quarta-feira, 14, durante uma evento na Fecomércio do Amazonas, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) atacou a ministra do Meio Ambiente: “Imagine o que é tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la”, disparou.
Ainda durante o evento na sede do BNDES, Anielle relembrou o assassinato da irmã Marielle Franco, que completa 7 anos este mês, e exaltou as demais ministras que marcaram presença na cerimônia.
“Março se tornou um mês onde a saudade aperta, por conta de Marielle e por conta de várias outras coisas da minha família, mas neste mês de luta, eu queria dizer que é uma honra estar e caminhar ao lado de mulheres como as que estão aqui hoje”, disse, em referência as ministras Margareth Menezes (Cultura), Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania) e a deputada federal Benedita da Silva.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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