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Animais não sentem ciúmes como os humanos – 15/12/2024 – Gatices

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Sílvia Haidar

Animais de diferentes espécies não sentem inveja ou ciúmes como nós, humanos, sentimos. No entanto, quando estão cientes de que poderiam ter algo melhor do que é dado a eles, ficam frustrados.

Essa é a conclusão de uma pesquisa da Universidade da Califórnia – Berkeley, publicada no jornal Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.

Usando dados de 23 estudos sobre o que os psicólogos chamam de “aversão à desigualdade”, pesquisadores da Berkeley analisaram mais de 60 mil observações envolvendo 18 espécies de animais. De acordo com os profissionais, essa seria a “maior investigação empírica de aversão à desigualdade em não humanos até hoje”.

De acordo com Oded Ritov, principal autor do estudo, não é possível afirmar com base nesses dados que os animais sentem inveja como humanos. Se existe algum traço desse sentimento nos bichos, diz o psicólogo, ele é muito diferente do que nós sentimos, pois nosso senso de justiça é muito mais profundo e complexo.

O ponto principal do estudo é a “aversão à desigualdade”, uma reação contra a distribuição desigual de recursos e os julgamentos sobre como as coisas deveriam ser compartilhadas.

Por exemplo, quando um irmão recebe um presente pior do que o do outro. A criança não se revolta apenas por não ter recebido o melhor, mas porque o outro recebeu em vez dele. Para os psicólogos, essa reação mostra aversão à desigualdade.

Um estudo famoso do primatólogo Frans de Waal, que viralizou em um vídeo, mostra a revolta de um macaco-prego após perceber que outro macaco ganhou uvas (uma fruta considerada mais apetitosa) enquanto ele recebe lascas de pepino. Essa seria a confirmação de que os humanos não estão sozinhos em seu senso de justiça.

Ritov, porém, diz que essa pode ser a “interpretação direta e antropomórfica”. Mas isso não significa que seja a única.

A reanálise dos dados feita pelos pesquisadores da Berkeley sugere que os animais não estavam demonstrando ciúmes. Eles estavam, na verdade, desapontados após esperar uma uva. Outros estudos provocaram indignação semelhante em macacos, mesmo quando as uvas foram colocadas em uma gaiola vazia —onde não havia outro macaco para ter ciúmes.

“Acreditamos que as rejeições são uma forma de protesto social”, disse Ritov. “Mas o que os animais estão protestando não é receber menos do que alguém. Em vez disso, parece que estão protestando contra o humano não tratá-los tão bem quanto poderia.”

Talvez a reação nunca tenha sido sobre aversão à desigualdade, argumenta Ritov, em sim sobre expectativas não atendidas. E isso é algo com que humanos e não humanos podem se identificar.

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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