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Apoiando a paz depois que as armas silenciaram – DW – 23/12/2024
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Os conflitos e a instabilidade estão a aumentar em África, conduzindo a uma nova volatilidade que apresenta ao continente muitos desafios, dizem os especialistas.
“É evidente que as ferramentas tradicionais – manutenção da paz, alerta precoce, mediação de conflitos – não estão a funcionar”, afirma Jakkie Cilliers, Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Estudos de Segurança (ISS) na África do Sul.
Os africanos percebem que são os principais responsáveis, embora a comunidade internacional também tenha de desempenhar um papel, disse ele à DW.
Simplifique interesses divergentes
Nos últimos anos, ocorreram golpes de Estado Mali, Chade, Sudão, Burkina Faso e Guiné e tentativas de derrubar governos no República Centro-Africana (RCA), Etiópia e Guiné-Bissau.
A paz é o produto de medidas locais, nacionais e dinâmica regionalmas parece cada vez mais difícil racionalizar estes muitos interesses divergentes, dizem os observadores políticos.
As tensões têm aumentado entre os países do Corno de África devido a disputas regionais e conflitos internos.
A mediação teve pouco sucesso no Sudão. O país enfrenta um dos períodos mais desafiadores da sua história moderna, à medida que o conflito em curso entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças Paramilitares de Apoio Rápido (RSF) mergulha a nação ainda mais na turbulência.
A guerra, que eclodiu em Abril de 2023, devastou comunidades, deslocou milhões de pessoas e exacerbou uma situação já terrível crise humanitária.
E embora os governos pretendam preservar a todo o custo a sua integridade territorial, os intervenientes internacionais dão muitas vezes prioridade a uma visão de base humanitária centrada na defesa das minorias, de acordo com a investigação da ISS.
Estas diferentes abordagens podem levar a divergências sobre como resolver conflitos: O exemplo mais recente de mediação falhada: Conversações de paz presenciais planeadas entre República Democrática do Congo e Ruanda foram cancelados inesperadamente em meados de dezembro.
A reunião suscitou esperanças de um fim ao conflito de décadas entre o exército congolês e o Grupo rebelde M23que é alegadamente apoiado pelo Ruanda, no leste do Congo.
Kigali condicionou a assinatura de um acordo de paz a um diálogo directo entre o Congo e os rebeldes do M23, o que Kinshasa recusou.
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‘A manutenção da paz tradicional obviamente não está funcionando’
De acordo com a ISS, o extremismo violento também se espalhou devido à marginalização política e económica de algumas comunidades, às dificuldades de transição para a democracia e ao fracasso dos governos na modernização dos sectores de defesa e segurança.
“A manutenção da paz tradicional obviamente não está funcionando”, disse Cilliers à DW. Abriu a oportunidade para a Rússia Grupo Wagner e outros mercenários que venham para o continente. África é palco de rivalidade global, não só entre os EUA, a China e a Europa, mas também entre novos actores, particularmente do Emirados Árabes Unidos e Peru.
As respostas a esta situação complexa são inadequadas, segundo Cilliers. A incapacidade de agir rapidamente em resposta ao alerta precoce também é exacerbada pelos estados africanos resistentes à interferência nos seus assuntos internos, disse Cilliers: “A realidade numa era de terror é que a manutenção da paz não provou ser uma resposta adequada ao terror.”
Muitos grupos rebeldes têm agendas políticas pouco claras que são difíceis de traduzir em acordos de paz. De acordo com Hannah Tetteh, antiga enviada especial da ONU para o Corno de África e antiga ministra dos Negócios Estrangeiros do Ganao União Africana (UA) deve assumir a liderança quando há um desafio no continente.
Reforma da UA necessária
A UA e a Nações Unidas não desenvolveram de forma eficiente a sua colaboração com organizações regionais, de acordo com Tetteh. Existem lacunas neste relacionamento, disse ela em um recente entrevista com o Grupo de Crise Internacional.As soluções africanas para os problemas africanos significariam reestruturar e melhorar a UA para cumprir a sua tarefa.
Nos últimos oito anos, a UA tem passado por um processo de reforma, mas está incompleto, diz Tetteh: O seu departamento de paz e segurança e o gabinete de assuntos políticos foram fundidos, “mas está esticado até aos seus limites e não não tem gente suficiente para fazer o seu trabalho.”
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De acordo com a base de dados de acordos de paz da ONU, 42% de todos os acordos de paz foram celebrados em África. Estes incluem a descolonização interestadual e acordos regionais.
Embora vários acordos de paz não tenham conseguido estabelecer as bases para uma paz duradoura, houve algumas histórias de sucesso importantes, disse Alex Vines, diretor do Programa para África no think tank Chatham House, à DW.
Estados fracos respondem melhor à pressão
A investigação sobre a construção da paz ao longo dos últimos 20 anos mostrou que tem havido uma grande compreensão da relação de reforço mútuo entre a paz e o desenvolvimento, disse Vines.
Os processos de paz africanos são tão diversos como as suas crises e conflitos.
“Portanto, em vez de seguirem um modelo único, são movidos pela política e pelas circunstâncias, moldados por coligações ad hoc com mais frequência do que aderindo a estruturas formais de resolução de conflitos”, disse ele à DW. “Isso torna os esforços de harmonização mais difíceis e cruciais.”
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A mediação africana de alto nível tem sido crucial para alcançar a paz em vários casos, por exemplo emQuênia e recentemente em Etiópia e Somália, mediado pela Turquia. Indivíduos que têm autoridade moral e reputação de vontade política podem impulsionar e moldar a paz, nomeadamente fornecendo liderança que outros intervenientes externos possam apoiar.
Mas há limites para o que mesmo a melhor mediação pode alcançar, disse Vines. Os Estados mais pequenos e fracos respondem melhor à pressão dos seus vizinhos maiores, enquanto os intervenientes mais importantes de África atraem uma atenção internacional significativa, ajudando a impulsionar a paz.
“É nos estados intermediários que os acordos têm sido mais elusivos. Grandes o suficiente para resistir à região, mas não suficientemente importantes para envolver o mundo”, disse Vines.
O sucesso a longo prazo depende do apoio à paz muito depois de as armas terem silenciado, sublinhou: “Os processos que têm acabado com a violência podem não ser capazes de concretizar as reformas políticas e sociais a longo prazo que são necessárias”.
Editado por: Benita van Eyssen
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.
Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.
A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:
Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.
Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.
Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.
A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.
Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.
Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação
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Orientação sobre revalidação e reconhecimento de diplomas — Universidade Federal do Acre
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24 de fevereiro de 2026Orientações para abertura de processo administrativo e procedimentos acerca da revalidação de diploma de graduação e reconhecimento de diplomas de pósgraduação stricto sensu emitidos por instituições estrangeiras, conforme a Resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Abertura do Processo
I – Preenchimento do Formulário Padrão (conforme modelo disponibilizado);
II – Documentos pessoais exigidos:
• Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;
• Comprovante de residência;
• Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;
• Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;
III – Documentos acadêmicos exigidos:
• Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
• Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
IV – Preenchimento do Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, conforme modelo disponibilizado pelo NURCA;
V – Solicitação de abertura de processo no Protocolo Geral da UFAC, direcionado ao NURCA, com a apresentação da documentação exigida nos itens de I a IV;
Submissão da documentação na Plataforma Carolina Bori – Link: http://plataformacarolinabori.mec.gov.br
O interessado deve submeter a documentação no formato .pdf, agrupando diferentes documentos em arquivo único conforme indicado abaixo:
Arquivo 1 em .PDF:
1. Formulário Padrão preenchido (conforme modelo disponibilizado);
2. Documentos pessoais exigidos:
a) Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;
b) Comprovante de residência;
c) Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;
d) Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;
Arquivo 2 em PDF:
1. Diploma e Histórico (Itens I e II do Artigo 10 ou Itens II e IV do artigo 33 da Resolução nº 003, de 14 de março de 2017);
Arquivo 3 em PDF:
1. Documentos acadêmicos exigidos excetuando-se os do Arquivo 2:
a) Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
b) Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017, excetuando item III (vide Arquivo 5).
Arquivo 4 em PDF:
1.Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, preenchido conforme modelo disponibilizado pelo NURCA; da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Arquivo 5 em PDF:
a) Para os casos de reconhecimento: Exemplar digital da tese ou dissertação com registro de aprovação da banca examinadora e documentações complementares, conforme item III do Art. 33 da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Fluxo do Processo
VI – Recebimento do processo pelo NURCA e encaminhamento para o Centro pertinente, que constituirá Comissão;
VII – Retorno do processo ao NURCA no prazo de 15 dias;
VIII – Sendo favorável o parecer da Comissão, será autorizada a emissão de GRU, bem como, o seu devido pagamento (R$ 1.200,00 – graduação; mestrado – R$ 1.500,00 e doutorado R$ 2.000,00), devendo ser incluída a via original ou cópia autenticada por servidor da UFAC no processo de revalidação.
a) Em caso de parecer negativo, o processo será disponibilizado para consulta, retirada de documentação e/ou ajuste quando for pertinente.
IX – Retorno do processo ao Centro para a Comissão concluir a revalidação no prazo restante dos seis meses.
Termo de Aceitação, Exclusividade e Autenticidade
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Links Úteis
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