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Após 2 meses dos primeiros casos de Covid-19, Saúde vai agilizar fila de exames com mais um laboratório

G1, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Lacen vai passar a ser usado para agilizar resultados de exames de Covid-19, que já são feitos pelo Laboratório Charles Merieux.

Há dois meses o Acre iniciou oficialmente a luta contra Covid-19, impôs regras, fechou estabelecimentos e tenta conter o avanço da doença entre os moradores. No dia 17 de março, a Secretaria de Saúde do estado (Sesacre) confirmou os três primeiros casos do novo coronavírus.

Dois meses depois, o estado tem um hospital de campanha ainda em obras, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito de Rio Branco, referência nos casos de Covid-19, não tem mais leitos para atender os pacientes e o estado também sofre com a falta de voos para chegada de equipamentos e insumos.

Nesta segunda-feira (18), o secretário de Saúde, Alysson Bestene, falou, durante entrevista para a Rede Amazônica Acre, dos desafios enfrentados nesses dois meses e o do esforço da pasta para garantir o atendimento para todos os pacientes infectados.

“Temos, depois de dois meses, só dois municípios onde os casos não chegaram. Está sendo uma batalha árdua, diária e onde temos que nos reinventar todos os dias, na aquisição de materiais, na contratação de novos profissionais porque nos preocupamos com os que estão na linha de frente e acabam se contaminando. Essa doença atinge o sistema de saúde em sua essência, que é o quantitativo de leitos, os profissionais uma vez contaminados têm que ser afastados, então, a secretaria tem esses desafios diários”, destacou.

O boletim parcial da Sesacre desta segunda mostra que o estado tem 2.234 infectados. A pasta confirmou também mais cindo mortes por Covid-19 e o total de óbitos subiu para 67.

Lacen

A logística é um dos problemas enfrentados pelas equipes de saúde do estado. Semana passada, o Laboratório Charles Merieux ficou sem reagentes devido um problema na alfândega, que manteve o material no Aeroporto Viracopos (SP) e os boletins dos casos foram divulgados apenas com resultados de testes rápidos.

O material chegou na sexta (15) à noite e os exames passaram a ser feitos no sábado (16). Para agilizar e zerar a fila de exames após a falta de reagentes, a Sesacre vai passar a contar com o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Rio Branco. O laboratório deve fazer 48 exames por dia.

“Já chegamos a anunciar que o Lacen seria esse laboratório de suporte para realizar esses exames. Em média, de 48 exames por dia. Ele tinha um problema na máquina que faz o PCTR, os técnicos foram capacitados para realizar, chegamos em um patamar pronto para realizar esses exames e acreditamos que essa semana também vão realizar 48 exames de PCTR.

O secretário confirmou que o estado dispõe de apenas um voo para trazer todo os insumos e equipamentos. A Saúde depende do material para fazer os testes e divulgar os resultados diariamente.

“Um dos desafios é essa questão de logística para o Acre. Hoje só temos um voo e, geralmente, esses insumos têm toda uma logística semanal e isso tem dificultado a chegar em período exato e acaba atrasando os testes. Isso aconteceu agora com os reagentes para o Laboratório Merieux, estavam na Bahia e tiveram dificuldades de chegar para o Acre, mas chegaram os testes retomaram”, ressaltou.

Depois de quase 30 dias, hospital de campanha para Covid-19 ainda não foi entregue no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Depois de quase 30 dias, hospital de campanha para Covid-19 ainda não foi entregue no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Hospital de campanha

Outra dificuldade que o governo enfrenta é para concluir o primeiro hospital de campanha do Acre, que é construído anexo ao Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into). As obras da primeira parte do hospital de campanha iniciaram no final de março.

A entrega dessa primeira parte foi adiada três vezes e, finalmente, passou a receber os primeiros no último dia 7.

Bestene afirmou que visitou as obras do hospital de campanha no domingo (17) com o governador Gladson Cameli e a previsão é de que o hospital esteja 100% no dia 10 de junho.

“Observamos que estamos com praticamente 50% da obra já em andamento. Está indo bem rápida, acreditamos que até o dia 10 de junho vamos ter ela 100% e entrar com os equipamentos necessários e dar andamento nos atendimentos não só da capital, mas de todo estado. Assim como em Cruzeiro do Sul, onde o hospital de campanha é realizado no próprio Hospital do Juruá. Essa obra é fixa e vai aumentar a capacidade de leitos lá para 100 leitos, com 10 leitos de UTI e 90 para enfermaria”, frisou.

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Cinco réus acusados de matar casal em Rio Branco são ouvidos em audiência de instrução

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Audiência de instrução que ocorre na 1ª Vara do Juri, na manhã desta sexta-feira (7).

capa: Casal foi morto em janeiro deste ano em bairro de Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal.

Os cinco réus acusados do assassinato do casal de namorados Tereza da Silva Santos, de 64 anos, e Cosmo Ribeiro Moura, de 43, no dia 16 janeiro deste ano são ouvidos em audiência de instrução que ocorre na 1ª Vara do Juri, na manhã desta sexta-feira (7).

A informação foi confirmada pela vara e também pelo advogado Armyson Lee, que representa Marciano de Melo Marinho. O advogado preferiu não comentar o caso e apenas afirmou que acredita da impronúncia do cliente dele.

A audiência começou por volta das 10 horas desta sexta e ocorre por meio de vídeoconferência.

Além de Marciano Marinho, os outros acusados são Antonio Eliel de Sousa Gomes, Jefersson Almeida da Silva, Alisson Souza de Olinda e Francisco Almeida da Silva. O processo está em segredo de Justiça e G1 não conseguiu contato com os advogados dos réus até última atualização desta reportagem.

Relembre o caso

A casa das vítimas, no bairro Belo Jardim, região do Segundo Distrito de Rio Branco, foi invadida e os dois foram assassinados a tiros e golpes de facão. O duplo homicídio foi descoberto quando o vizinho viu o carro do casal em cima da calçada, foi olhar, encontrou as vítimas e acionou a polícia.

Tereza era sogra da ex-secretária da Fazenda do Acre Semírames Plácido Dias. Na época do crime, o governo do Acre chegou a publicar uma nota lamentando a morte do casal e afirmou que os órgãos de segurança estariam empenhados para prender os suspeitos.

Motivação do crime

Após quase três meses de investigações, a Polícia Civil concluiu o inquérito da morte do casal.

Em entrevista exclusiva ao G1 em abril deste ano, o delegado responsável pelo caso, Martin Hessel, afirmou que a motivação do crime foi porque a vítima Cosmo Ribeiro Moura confrontava a facção que atuava no bairro por não aceitar as determinações da organização criminosa.

Inicialmente, a polícia suspeitou que o crime tinha ocorrido durante uma tentativa de assalto e que teria sido um latrocínio. Mas, essa hipótese foi descartada e ficou confirmado que o casal foi vítima de uma execução.

Suspeitos

Ao todo, seis suspeitos foram indiciados pelo crime de duplo homicídio com as qualificadoras: motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e pelo crime de integração a organização criminosa.

Entre os seis indiciados, segundo o delegado, um seria o mentor do crime, o outro teria autorizado e os outros quatro foram os executores. Cinco suspeitos estão presos e um segue foragido.

Um sétimo suspeito também estava na lista dos que seriam indiciados pelo crime, mas, ele foi morto durante uma tentativa de assalto a uma chácara no último dia 25 de março.

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Sítios arqueológicos são aterrados em fazenda de presidente da Federação da Agricultura do Acre

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Patrimônios culturais, geoglifos foram aterrados para plantio de grãos. Iphan acionou MPF e a Justiça Federal para apurar o caso. Proprietário da fazenda afirmou que o aterro foi um ‘acidente’.

capa: Antes e depois dos geoglifos serem aterrados — Foto: Arte G1.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acionou o Ministério Público Federal e a Justiça Federal após descobrir que sítios arqueológicos, onde estão três geoglifos , na Fazenda Crixa II, na cidade de Capixaba, interior do Acre, foi aterrado durante o processo de plantio de grãos. A propriedade pertence ao presidente da Federação da Agricultura do Acre, Assuero Veronez.

Os geoglifos são estruturas milenares escavadas no chão com formas geométricas que surpreendem pela precisão e são protegidos por lei federal. Apenas no Acre já foram descobertos mais de 800 sítios arqueológicos. O estado é o que tem mais número de geoglifos no país.

Imagens de satélites divulgadas pelo Iphan mostram a área antes e depois do plantio, com os geoglifos aterrados.

À Rede Amazônica Acre, o superintendente do Iphan, Jorge Mardini, explicou que o proprietário da fazenda tinha conhecimento do sítio e foi alertado sobre os cuidados. O órgão descobriu a irregularidade após receber uma denúncia anônima.

“Para nossa surpresa, na pandemia, veio uma denúncia de que o sitio foi alvo de destruição pelo processo de aragem do solo para plantação de milho. A gente está com uma portaria impedindo de fazer fiscalização, então, tivemos que acionar Brasília. A presidente do órgão teve que mandar uma carta para o ministro, que liberou em caráter de urgência para a gente fazer a fiscalização e agora estamos em processo de fazer o embargo da obra”, destacou.

‘Acidente’

Ao G1, o dono da fazenda Crixa II, Assuero Veronez, justificou que o aterro foi um ‘acidente’ no processo de aragem para o plantio. Segundo ele, os tratoristas não observaram a estrutura no chão e fizeram o aterro.

“Quando cheguei lá já tinha acontecido. O Iphan identificou e estou me colocando à disposição para ver o que pode fazer em uma situação dessa. Se houver a possibilidade de reparar o dano, restaurar não sei se é possível, mas vou ficar sob o comando `s orientação dele. Foi um acidente, fugiu do meu controle”, argumentou.

O empresário afirmou que chegou a alertar a equipe responsável pelo trabalho sobre a existência do geoglifo, mas que a informação foi esquecida na hora do processo. Nesta sexta-feira (7), Veronez disse que vai até a fazenda com equipes do Iphan para uma fiscalização.

“O processo foi feito há um ano, mais ou menos. Sei da importância e do significado que tem o patrimônio arqueológico, embora o Acre tenha mais de 800 formações e muito material para ser pesquisado, mas a lei é a lei e não é porque tem 800 que se pode destruir algum. Não posso fazer nada fora da lei”, alegou.

Obra é embargada

Além de pedir o embargo da obra, a superintendência do Iphan afirmou que vai também elaborar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o empresário.

“Depois do embargo tem as sanções descritas na lei. Vamos fazer o embargo porque tem que paralisar, vai ter que fazer um termo de ajustamento de conduta, tem toda uma formalidade que vamos ter que fazer”, concluiu Mardini.

Colaborou Quésia Melo, da Rede Amazônica Acre.

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