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Após atingir 100% de ocupação nos leitos de saúde, quatro pacientes com Covid-19 aguardam vaga em UTI no Acre

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Após atingir 100% de ocupação nas unidades de saúde do Acre, quatro pacientes internados com Covid-19 em Rio Branco aguardam uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na manhã desta sexta-feira (12). A informação foi confirmada pela secretária-adjunta de Saúde (Sesacre), Paula Mariano, em entrevista à Rede Amazônica Acre.

Esses pacientes estavam internados nos leitos semicríticos com respiradores e recebendo assistência. Para atender a demanda, o governo abriu 20 leitos de UTI no Pronto-Socorro de Rio Branco, prepara mais 10 para instalar até semana que vem, e deve instalar mais 10 no Hospital do Idosos, também na capital.

“Hoje pela manhã estava sem nenhum leito no Into, nem no PS e tínhamos quatro pacientes aguardando, mas, para deixar bem claro, esses pacientes estão com respirador, monitor e não estão dentro da UTI, mas encontram-se no leito semicrítico. Não estamos naquela situação de não ter respirar, oxigênio. Esses pacientes estão sendo assistidos por médicos, enfermeiros e fisioterapeutas e aguardando um leito de UTI”, destacou a secretária.

Em Cruzeiro do Sul, o governo também abriu mais seis leitos de UTIs, após a cidade atingir 100% de ocupação. O Hospital de Campanha na cidade conta com 26 leitos de UTI, sendo que 19 estão ocupados nesta sexta.

O estado acreano registrou ocupação de 100% dos leitos de UTIs no último final de semana. No domingo (7), Cameli divulgou um vídeo em sua rede social falando sobre a ocupação de 100% de leitos de UTIs dos Hospitais de Campanha de Rio Branco – Instituto de Traumatologia do Acre (Into-AC) e em Cruzeiro do Sul, no Hospital Regional do Juruá.

A taxa de ocupação do PS chegou a 100%, segundo o boletim de assistência da Secretaria de Saúde do Acre desta sexta. Em todo estado, que conta 86 leitos de UTI nos hospitais da rede SUS, 78 estão ocupados, fazendo a taxa de ocupação ficar em 90,7%. Os leitos de UTI estão concentrados em Rio Branco, com 60 vagas, e Cruzeiro do Sul, com 26

Paula relembrou que a Saúde já chegou na lotação máxima em Cruzeiro do Sul, mas atualmente não faltam leitos no Hospital de Campanha. Na quarta (10), foram instaladas duas usinas de oxigênio para atender a demanda.

“Esse aumento de leito na regional do Juruá também está sendo tratado, estamos com 10 leitos de UTI a mais para atendimento à população. O que é importante é saber das medidas preventivas porque sabemos que não é só questão material, só oxigênio, tem a questão humana também. O país inteiro, o mundo, está sofrendo com a falta de mão de obra e temos que nos cuidar. Se não tivermos cuidados, podemos abrir mil leitos, mas não conseguimos dar conta”, aconselhou.

Saúde do Acre atingiu o limite de internações e trabalha para abrir novos leitos nas unidades hospitalares  — Foto: Divulgação

Saúde do Acre atingiu o limite de internações e trabalha para abrir novos leitos nas unidades hospitalares — Foto: Divulgação

Falta de mão de obra

Sobre a falta de profissionais para ajudar nos atendimentos, a secretária afirmou que já foi solicitada ajuda do Ministério da Saúde para contratar mais pessoal. Na terça (9), o presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed), Guilherme Pulici, disse que a situação é caótica e preocupante e que chegou o momento em que se tem que escolher entre qual paciente deve ser internado.

O Sindmed também havia se manifestado dizendo que o sistema já estava colapsado nas duas principais unidades de saúde.

“Solicitamos ajuda, fizemos contratações e estamos abrindo ainda, de acordo com a necessidade de leitos. Conseguir contratar mais profissionais e é o que estamos fazendo”, complementou.

Sobre a nova variante do coronavírus , Paula Mariano disse que ainda aguarda o resultado das seis amostras encaminhadas para Instituto Evandro Chagas, em Belém. “A Vigilância Estadual e Municipal acompanha esses pacientes que vêm de outros estados, principalmente do Amazonas. Estamos com uma equipe que faz o cadastro de pessoas que chegam de outras unidades”, concluiu.

Faixa vermelha

No dia 1º deste mês, o Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 antecipou a divulgação dos dados de classificação de risco e colocou o estado na fase de emergência. A divulgação foi feita em uma coletiva extraordinária, quatro dias antes da data anunciada para a 17ª coletiva do Pacto Acre Sem Covid, no dia 5.

A determinação é válida até o dia 19 de fevereiro. A próxima avaliação do Comitê deve ser divulgada no dia 22 de fevereiro. Com isso, estão suspensas todas as atividades não essenciais no estado.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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