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Após o sucesso de Berlim, os diretores iranianos condenados à prisão – DW – 04/04/2025

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Após o sucesso de Berlim, os diretores iranianos condenados à prisão - DW - 04/04/2025

Irã‘s Revolutionary Court has sentenced filmmakers Behtash Sanaeeha and Maryam Moghaddam and producer Gholamreza Mousavi to 14 months behind bars on charges of propaganda against the Islamic Republic, as well as to one year of imprisonment on charges of “producing obscene content” with their award-winning film “Keyke mahboobe man” (or “My Favorite Cake”), which premiered at the Berlinale em 2024.

O Tribunal ordenou o confisco de todos os equipamentos de cinema, mas ambas as sentenças serão suspensas por cinco anos, de acordo com os meios de comunicação iranianos.

O filme viola muitos tabus da teocracia iraniana. “Meu bolo favorito” conta a história de uma viúva de 70 anos que vive sozinha que redescobra seu desejo de amor. Em sua busca por um parceiro, ela conhece um motorista de táxi. Ele a visita – despercebida pelos vizinhos – em sua casa. Os dois têm um breve, intenso e terno encontro antes que o homem morra de um ataque cardíaco e ela o enterra no jardim.

Grandes riscos durante as filmagens

É um filme silenciosamente contado, aparentemente discreto, cheio de pequenos momentos de felicidade, salpicada de humor e a esperança de uma existência humana na liberdade. No entanto, a trama ocorre velada por uma cortina de privacidade, por trás da qual muitas pessoas no Irã precisam se retirar para escapar da ditadura dos mulás.

Ainda do filme "Um pequeno pedaço do bolo"
Uma cena de ‘meu bolo favorito’ Imagem: Hamid Janipour_alamode Film

Em seu apartamento, a protagonista Mahin (Lily Farhadpour) e seu namorado, Faramarz (Esmail Mehrabi), bebem vinho, eles se tocam enquanto dançam, tomam banho e decidem que a noite deve terminar juntos na cama de Mahin. Cenas como essa foram sujeitas a uma censura estrita no Irã desde Revolução islâmica. Aqueles que os desconsideram assumem grandes riscos – como a dupla de direção Maryam Moghaddam e Behtash Sanaeeha. “Sabíamos as consequências”, disse Maryam Moghaddam em uma entrevista à plataforma T-Online em 2024. Mas eles queriam arriscar “mostrar a realidade no Irã. Não queremos mentir; queremos ser honestos, seja sobre Vida das mulheres ou pessoas em geral. Estamos orgulhosos disso. “

Refletindo a realidade das mulheres iranianas

Alguns dias após o início do tiro, a morte de Nome Mahsa acreditaque morreu sob custódia da polícia da moralidade, foi divulgado. Enquanto milhares de iranianos saíram às ruas, a equipe de filmagem continuou filmando em segredo. Em uma cena encenada no filme, a polícia da moralidade prende uma jovem por supostamente não usá -la escavado adequadamente, assim como Amini, cuja morte provocou protestos em todo o país. “Escrevemos essa cena antes de Mahsa Amini ser assassinada”, relata Moghaddam. “Isso acontece todos os dias nas ruas do Irã, em todas as cidades. Nós, mulheres, temos que fingir ser algo que não somos. Temos que fingir ser religiosa. Isso também se aplica a mulheres em filmes e séries. Mas não é quem somos”.

Foto de um casal de aparência cansada encostado na parede, parecendo saciada.
Exausto de dançar e beber: os protagonistas em ‘meu bolo favorito’ Imagem: Hamid Janipour_alamode Film

Cineastas impedidos de deixar o Irã

Retratar uma mulher na tela sem um hijab é proibida no República Islâmica do Irã. Mesmo antes que eles pudessem deixar o Irã para a pós-produção, Maryam Moghaddam e Behtash Sanaeeha tiveram que entregar seus passaportes, tornando impossível para eles deixarem o país. Eles só conseguiram concluir o filme remotamente com a equipe de produção, que estava no exterior. Ao contrário de seus principais atores, os cineastas também não tiveram permissão para viajar para a Alemanha para a estréia de “My Favorite Bolo” na 2024 Berlinale. No entanto, seu filme foi aclamado pelo público e ganhou um prêmio de críticos.

Desde a Revolução Islâmica de 1979, o cenário cultural e cinematográfico do Irã também foi submetido a um monitoramento rigoroso pelas autoridades. Os cineastas, por exemplo, devem solicitar oficialmente suas licenças de filmagem e exibições de cinema através do Ministério da Cultura e Guias Islâmicas. No entanto, a animada cena de arte e cinema do Irã sempre foi um lugar de críticas sutis ou abertas ao sistema. Isso foi demonstrado pelo menos por Mohammad RasoulofO filme “The Seeds of the Sagred Fig Tree”, que é selecionado como a apresentação da Alemanha para o Melhor Longa Internacional no próximo Oscar em Los Angeles.

Este artigo foi originalmente escrito em alemão e foi publicado pela primeira vez em 16 de fevereiro de 2025. Foi atualizado após a sentença em 9 de abril.



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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