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Após prefeitura do Rio estabelecer prazo para devolução, empresa afirma que não foi notificada e que ônibus seguem em Rio Branco

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O prazo que a Prefeitura do Rio de Janeiro estabeleceu para que os ônibus que estão circulando em Rio Branco fossem levados de volta ao Rio de Janeiro encerra nesta quarta-feira (16), porém, o representante da empresa Ricco Transporte que fez a compra do veículos, Sérgio Pessoa, disse que não foi notificado e descarta qualquer devolução porque comprou os veículos.

“Pela informação da mídia [encerra o prazo para devolução], mas eu não fui comunicado de nada. Por mim, não tem problema nenhum porque não há nenhuma notificação em relação a isso, porque comprei e paguei estes carros”, disse.

Os veículos pertenciam a Viação Nossa Senhora das Graças, do Consórcio Intersul, responsável por três linhas na capital fluminense. As empresas que atuam no Rio podem vender ou trocar os ônibus por novos se quiserem, mas precisam sempre pedir autorização para a prefeitura. Mas, de acordo com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, essa baixa não teria acontecido.

Ao g1, o Rio Ônibus afirmou ter cometido um equívoco e disse que não foi dada baixa nos ônibus. A empresa disse ainda que novos veículos já entraram em circulação para substituir os que foram levados para o Acre.

O g1 entrou em contato, nesta quarta, com a assessoria da Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro e aguarda retorno.

A Prefeitura de Rio Branco se pronunciou na sexta-feira (11) sobre os ônibus do Rio de Janeiro que foram vistos circulando na capital do Acre. Segundo a gestão, os veículos chegaram de forma legal, cumpriram todos os critérios da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans) e, portanto, devem continuar operando no município acreano.

A situação foi exposta em reportagens do RJ1 e da Rede Amazônica Acre.

A Empresa Ricco Transportes assumiu de forma emergencial, no dia 13 de fevereiro, 31 linhas de ônibus em Rio Branco que foram abandonadas pela empresa Auto Aviação Floresta. A empresa começou a operar na capital com atraso.

O contrato da empresa é para atender a demanda por seis meses até que a Prefeitura de Rio Branco realize uma nova licitação e faça novo chamamento para que outras empresas apresentem suas propostas.

A nova empresa contratada deve operar cerca de 66% de todas as linhas de ônibus. Ao todo, Rio Branco possui 42 linhas e a grande parte – 31 delas eram de responsabilidade da Floresta, agora passaram a ser operadas pela Ricco. O contrato foi assinado no dia 8 de fevereiro.

O representante da empresa no Acre, Sérgio Pessoa, explicou que a empresa comprou os veículos e estão com documentos no Departamento de Trânsito do Acre (Detran-AC) para fazer a transferência. “Compramos os carros, financiamos via banco, os documentos estão todos no Detran para fazer a transferência. Não temos nada além disso para declarar”, resumiu.

Ônibus do Rio de Janeiro estão circulando na capital do Acre — Foto: Reprodução

Ônibus do Rio de Janeiro estão circulando na capital do Acre — Foto: Reprodução

Ônibus do Rio

 

São pelo menos 20 coletivos em bom estado de conservação. Os ônibus têm adesivos do Disque-Denúncia do Rio (2253-1177), do programa Ônibus Ok, do Rio Ônibus, e até o brasão do município.

Uma delas, a Viação Nossa Senhora das Graças, do Consórcio Intersul, é responsável por três linhas na capital carioca:

  • 409 – Saens Peña – Horto;
  • 217 – Andaraí – Carioca;
  • 416 – Saens Peña – Horto (Via Túnel Rebouças).

 

A outra é a Viação Verdun, do Consórcio Internorte, que cuida das seguintes linhas:

  • 238 – Água Santa – Castelo (Circular);
  • 239 – Água Santa – castelo (Via Rua 24 de Maio);
  • 247 – Camarista Méier – Passeio;
  • 455 – Méier – Copacabana.

 

Empresas terão que mostrar baixa de veículos ou retornar com os ônibus do Acre

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Empresas terão que mostrar baixa de veículos ou retornar com os ônibus do Acre

Atraso e moradores prejudicados

 

A crise no transporte público em Rio Branco se arrasta desde 2020. Assim que assumiu, Bocalom afirmou que não iria repassar nenhum valor extra para as empresas de ônibus que atuam na capital e que elas deveriam arcar com os prejuízos que tiveram durante a pandemia.

O posicionamento do prefeito se deu porque a gestão anterior, de Socorro Neri, chegou a cogitar o pagamento de um aporte financeiro de R$ 2,5 milhões para essas empresas. Após essa decisão de Bocalom, o Sindcol chegou a entrar com uma ação para tentar receber o valor, mas a Justiça do Acre indeferiu o pedido.

Em meio a essa crise, motoristas de ônibus fizeram protestos, paralisaram atividades e a população precisou buscar outras alternativas para o transporte. No entanto, após várias manifestações, os trabalhos da categoria foram retomados.

A crise se agravou ainda no final de 2021, após as empresas abandonarem as linhas que faziam as rotas em Rio Branco afetando cerca de 30 mil pessoas.

O Ministério Público informou que os empresários iriam ser acionados na Justiça pela interrupção do transporte público por dois dias seguidos.

E essa crise parece estar longe de acabar. Mesmo com a chegada da empresa que assumiu, de forma emergencial, 31 linhas de ônibus da capital, moradores ainda enfrentam dificuldade para conseguir se locomover na capital e relatam espera de mais de duas horas.

É que as outras 11 linhas do Consórcio Via Verde, formado pelas empresas São Judas Tadeu e Via Verde e que estão sob responsabilidade da prefeitura por conta da intervenção no sistema, seguem com problemas.

A empresa Ricco Transportes está com 47 ônibus operando nas 31 linhas e o Consórcio Via Verde com 13 veículos. Com isso, do total de quase 80 ônibus que deveriam estar rodando na capital, somente 60 estão em operação, ou seja, menos de 80%.

A operação da nova empresa de transporte público de Rio Branco chegou a ser adiada duas vezes — Foto: Dircom/PMRB

A operação da nova empresa de transporte público de Rio Branco chegou a ser adiada duas vezes — Foto: Dircom/PMRB

Intervenção e situação de emergência

 

Após decretar situação de emergência no transporte público, o prefeito Tião Bocalom publicou, em dezembro do ano passado, o decreto de intervenção operacional e financeira no Sistema Integrado de Transporte Urbano de Rio Branco (Siturb) e no Sindcol.

O decreto, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), tem validade de 120 dias e pode ser prorrogado por igual período. Durante estes quatro meses de transição, determina que as empresas são obrigadas a manter as frotas em circulação.

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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