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Apresentadores de podcast denunciados por homofobia são investigados pelo MPF por racismo

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Os apresentadores do Podcast Submundo viraram alvo de um inquérito civil do Ministério Público Federal (MPF-AC) pelo crime de racismo praticado contra indígenas. O órgão federal recebeu uma denúncia de líderes indígenas informando que os apresentadores teriam feito ofensas racistas contra os povos indígenas.

Os representantes dos indígenas entraram com uma representação contra o trio de apresentadores após um vídeo que circulou na internet. Na gravação, um dos apresentadores leu uma reportagem sobre um indígena que foi resgatado após ser perder na mata.

Então, outro apresentador, identificado como Pedro Roi, diz: “É por isso que o Bolsonaro fala mal dos indígenas. O indígena tem um único trabalho, ele nasce, ele vive. O único trabalho dele é conhecer a floresta. Nem isso esse vagabundo conseguiu fazer”.

Maikon Jones, que também comentava a reportagem, pede para que o amigo não chame o indígena assim e ele volta a repetir: “Vagabundo. Não conhece a floresta é vagabundo. Opiniões fortes aqui. É vagabundo”, reforça.

Jones e Geovany Calegário começam a rir. Maikon Jones diz que aproveita para mandar um abraço para todas as etnias e grupos indígenas do Acre. Em seguida, o humorista fala: “Vou provar que esse índio é nutella”.

No último dia 1º, os organizadores do canal no Youtube se envolveram em outra polêmica após um trote que acabou em denúncia de homofobia contra o digital influencer Lucas Lima, de 19 anos. Durante a gravação, o influencer foi chamado de ‘gayzinho’ e os apresentadores ainda falaram da sexualidade dele de forma pejorativa. Com a repercussão do caso, a vítima chegou a ser expulsa da casa do pai. No dia 4 de junho, Lucas Lima registrou um boletim de ocorrência.

Após a polêmica, o grupo de humoristas decidiu encerrar as atividades do canal. Já no dia 5 de junho, o Ministério Público do Acre (MP-AC) instaurou notícia de fato para apurar a denúncia e o promotor Thalles Ferreira reuniu material divulgado na imprensa.

G1 tentou falar com Geovany Calegário e Pedro Moreira, conhecido como Pedro Roi, pelas redes sociais, mensagens de texto e ligações, mas não obteve retorno dos humoristas. A reportagem também não conseguiu o contato de Maykon Jones.

Apresentadores comentavam uma matéria sobre um índio que tinha se perdido na mata — Foto: Reprodução

Apresentadores comentavam uma matéria sobre um índio que tinha se perdido na mata — Foto: Reprodução

Racismo

O presidente da Federação do Povo Huni kui do Acre (Fephac), Ninawá Inu Huni kui, foi um dos líderes indígenas que entraram com a representação e contou ao G1 que começou a circular um vídeo dos apresentadores xingando e se referindo aos povos com termos pejorativos e ofensivos.

Com o encerramento da página nas redes sociais, os vídeos e postagens ofensivos foram apagados, contudo, os indígenas conseguiram gravar e resgatar o material.

“Estava circulando pelas redes e vimos o link do podcast. Vimos o vídeo e depois houve vários comentários e as lideranças para entrar com uma ação. O vídeo tinha muitos comentários, mas foi retirados do ar”, acrescentou.

A ação conta com representantes dos povos Huni kui, Mancheri, Yawanawá e outros. O MPF-AC pediu ainda que a Polícia Federal também investigue o caso. “Não teve só aquele caso lá [homofobia contra morador de Sena Madureira], tiveram outras pessoas ofendidas e entraram com uma representação. Todos os históricos estão sendo levantados pela PF para ser apresentado à Justiça”, concluiu.

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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física-interna.jpg

A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.

A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.

O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.

“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.

O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.

A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”

 



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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre

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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos-interna.jpg

Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.

A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.

Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.

 



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Curso de Ciências Contáveis realiza evento sobre IA e deepfakes — Universidade Federal do Acre

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O curso e o Centro Acadêmico de Ciências Contábeis, da Ufac, promoveram o evento de extensão Inteligência Artificial (IA), Regulação de Deepfakes e Formação Cidadã, em 9 e 10 de julho, no bloco do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas. Nesse período, estudantes, professores e interessados no assunto realizaram troca de experiências, além de debates sobre temas atuais para cidadania e o exercício profissional.

A programação contou com palestra de Virgilio Viana, a qual proporcionou aos participantes reflexões sobre os desafios e as oportunidades decorrentes das transformações tecnológicas na sociedade contemporânea. Também ocorreram três oficinas: O Perfil Profissional para a Gestão Pública, ministrada por Esteferson Rocha; Cartão de Crédito: Aliado ou Vilão?, ministrada por Gilvanete Pereira; e Inteligência Emocional, ministrada por Jordeane Oliveira

Os professores Marconde Silva e Oleides Oliveira organizaram o evento, que, segundo eles, reafirmou o compromisso do curso de Ciências Contábeis com a promoção de ações de extensão que integram ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo o diálogo entre a universidade e a sociedade.

 



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