NOSSAS REDES

ACRE

Arcebispo de York renomeou padre duas vezes em caso de abuso sexual, diz relatório | Anglicanismo

PUBLICADO

em

Harry Taylor

O arcebispo de York, Stephen Cottrell, está sob pressão crescente após relatos de que ele renomeou duas vezes um padre no centro de um caso de abuso sexual.

Uma investigação da BBC descobriu que Cottrell renovou o contrato de David Tudor como reitor de área em Essex em duas ocasiões, enquanto Cottrell era bispo de Chelmsford.

Tudor já havia sido impedido de exercer o ministério por cinco anos por ter feito sexo com uma garota de 16 anos que estudava em uma escola onde ele era capelão. Ele pagou uma indenização e foi proibido de ficar sozinho com crianças.

Cottrell admitiu que as coisas “poderiam ter sido tratadas de forma diferente”.

O escândalo é a segunda crise de grande repercussão que envolve a Igreja da Inglaterra nos últimos meses.

O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, anunciou a sua demissão em Novembro, na sequência do relatório Makin, que concluiu que Welby poderia ter levado o abusador em série John Smyth à justiça se o tivesse denunciado à polícia em 2013.

Cottrell assumirá o cargo de clérigo mais antigo da igreja quando Welby deixar o cargo no próximo mês.

Um porta-voz de Cottrell disse: “Embora David Tudor já fosse reitor de área quando Stephen Cottrell chegou à diocese em 2010, como então bispo diocesano de Chelmsford ele aceita a responsabilidade de David Tudor permanecer como reitor de área.

“Pensando bem, ele reconhece que isto poderia ter sido tratado de forma diferente e lamenta que não tenha sido, mas o seu foco ao longo do seu tempo como bispo de Chelmsford foi, com a ajuda de profissionais de salvaguarda, compreender, avaliar e gerir o risco de David Tudor.

“Ninguém o aconselhou que David Tudor não deveria continuar como reitor de área.”

Tudor foi banido do ministério para sempre este ano depois de admitir o que a Igreja da Inglaterra descreveu como abuso sexual grave envolvendo duas meninas de 15 e 16 anos.

Ele já havia sido suspenso do ministério por cinco anos em 1988.

Ele admitiu, de acordo com um documento do tribunal, ter feito sexo com uma jovem de 16 anos que conheceu quando ela era aluno de uma escola onde ele era capelão. Ele pagou indenização à vítima.

No entanto, ele voltou a trabalhar na igreja em 1994.

Uma investigação da BBC descobriu que Tudor foi reconduzido como membro sênior do clero em Essex em 2013 e 2018. Cottrell saberia que Tudor estava proibido de trabalhar individualmente com crianças.

Cottrell disse que “não era possível” destituir Tudor do cargo até que novas queixas fossem feitas contra ele em 2019.

pular a promoção do boletim informativo

Em uma declaração antes dos novos desenvolvimentosele disse que enfrentou uma situação “horrível e intolerável” quando se tornou bispo de Chelmsford, tendo sido informado sobre a situação em 2010.

O porta-voz acrescentou que “todos os riscos em torno de David Tudor foram regularmente revistos por profissionais de salvaguarda e este foi o foco principal” e “quando novas medidas puderam ser tomadas em 2019, foi”.

Dois bispos criticaram as decisões de Cottrell. A bispo de Gloucester, Rev. Rachel Treweek, disse que sentiu “choque e consternação” com as últimas revelações.

Ela disse ao The World This Weekend da BBC Radio 4: “Acho que há conversas e processos muito importantes a serem realizados que não ocorrerão na mídia pública.

“Quero viver bem o processo. Quero viver bem o relacionamento. É onde falhamos tanto, como a igreja, em manter o relacionamento no centro dos nossos processos e quero que isso permeie todos os aspectos da igreja.

“Você me perguntou se isso fazia diferença. Eu acho que há grandes questões a serem analisadas.

“Ouvi essa notícia com choque e consternação, mas quero que o processo adequado ocorra para que possamos nos moldar como o tipo certo de igreja daqui para frente, e essa, para mim, é a grande questão”.

A bispo de Newcastle, Helen-Ann Hartley, postou no X que a notícia significava que Cottrell não seria uma “voz confiável como liderança da Igreja da Inglaterra”.



Leia Mais: The Guardian

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS