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Turkiye FM encontra-se com o novo líder da Síria e pede o levantamento das sanções globais | Notícias da Guerra da Síria
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2 anos atrásem
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Turkiye reuniu-se com o chefe da nova administração da Síria, prometendo ajuda na transição política e na reconstrução do país devastado pela guerra após a queda do regime de Bashar al-Assad.
Na sua reunião em Damasco no domingo, Hakan Fidan, da Turquia, e o governante de facto da Síria, Ahmed al-Sharaa, sublinharam a necessidade de unidade e estabilidade na Síria, ao apelarem ao levantamento de todas as sanções internacionais contra o país devastado pela guerra.
Fotografias e imagens compartilhadas pelo ministério turco mostraram Fidan e al-Sharaa se abraçando e apertando as mãos, o encontro deles ocorrendo dois dias depois que o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que Fidan iria a Damasco para discutir a nova estrutura na Síria.
Ao discursar na conferência de imprensa com al-Sharaa, Fidan disse que Turkiye “continuará ao seu lado… Esperemos que os dias mais sombrios da Síria tenham ficado para trás (e) dias melhores nos aguardem”.
Fidan disse que as sanções a Damasco devem ser levantadas “o mais rapidamente possível” e que a comunidade internacional “precisa de se mobilizar para ajudar a Síria a recuperar-se e para que as pessoas deslocadas regressem”.
Al-Sharaa, que realizou a sua primeira conferência de imprensa pública desde que liderou a operação para derrubar al-Assad e assumir o poder há duas semanas, também apelou à comunidade internacional para levantar todas as sanções contra a Síria.
“Todas as sanções económicas devem ser levantadas, agora o predador desapareceu e apenas as vítimas permanecem. Os fatores de injustiça e opressão desapareceram. Agora é o momento oportuno para que estas sanções sejam levantadas”, disse o chefe do Hayat Tahrir al-Sham (HTS) grupo.
“Este regime governa há mais de 50 anos e algumas destas sanções foram impostas na década de 1970. É por isso que a ação deve ser rápida, estas sanções devem ser levantadas rapidamente para que possamos levar o nosso país adiante.”
Os dois responsáveis discutiram a necessidade de elaborar uma nova constituição síria que proteja as minorias do país. A questão dos refugiados sírios, as “violações” da soberania síria por parte de Israel e a questão das Unidades de Protecção do Povo Curdo (YPG) também estiveram na agenda.
A tomada do poder pela oposição na Síria ocorreu depois 13 anos de guerra brutalque começou como uma revolta em grande parte desarmada contra al-Assad em 2011, mas acabou por se transformar numa guerra total que arrastou potências estrangeiras, matou centenas de milhares de pessoas e transformou milhões em refugiados.
A visita de Fidan a Damasco ocorreu em meio a combates no nordeste da Síria entre combatentes sírios apoiados pela Turquia e o grupo curdo YPG, que Ancara considera uma organização terrorista. Turkiye apoiou durante anos os rebeldes que procuravam remover al-Assad, ao mesmo tempo que acolheu milhões de refugiados sírios que espera que comecem a regressar a casa.
Resul Sardar da Al Jazeera, reportando de Damasco, disse que Turkiye ofereceu ajuda à nova administração síria, “enfatizando a importância de manter as instituições estatais em funcionamento”.
“Turkiye tem sido um dos principais apoiantes da oposição síria desde que a revolta começou em 2011. Então agora Fidan estava em Damasco e simplesmente enfatizou a importância de preservar os aparelhos de Estado”, disse ele.
Líder druso libanês também visita
Al-Sharaa também recebeu no domingo o líder druso libanês Walid Jumblatt, enquanto vários governos e sírios expressam preocupações sobre a proteção das minorias sob o novo governo sírio, incluindo os curdos, cristãos, alauitas e drusos, que são uma minoria árabe que pratica uma ramificação do Islã.
“Temos orgulho da nossa cultura, da nossa religião e do nosso Islão. Fazer parte do ambiente islâmico não significa a exclusão de outras seitas. Pelo contrário, é nosso dever protegê-los”, disse al-Sharaa durante o seu encontro com Jumblatt, em comentários transmitidos pela emissora libanesa Al Jadeed.
Jumblatt é a primeira figura libanesa a visitar a Síria e a reunir-se com os líderes do seu novo governo.
Jumblatt, um político veterano e líder druso proeminente, disse que a remoção de al-Assad deveria ser o início de uma nova era nas relações entre o Líbano e a Síria. Crítico de longa data do envolvimento da Síria no Líbano, culpou o pai de al-Assad, o antigo presidente Hafez al-Assad, pelo assassinato do seu pai há décadas.
“Saudamos o povo sírio pelas suas grandes vitórias e saudamos-vos pela batalha que travaram para se livrar da opressão e da tirania que durou mais de 50 anos”, disse Jumblatt a al-Sharaa.
Al-Sharaa, até recentemente conhecido como Abu Mohammed al-Julanidisse que enviaria uma delegação governamental à cidade drusa de Sweida, no sudoeste da Síria, comprometendo-se a prestar serviços à sua comunidade, a fim de homenagear a “rica diversidade de seitas” do país.
“A Síria não será mais um caso de interferência negativa no Líbano”, disse ele.
O correspondente da Al Jazeera, Sardar, disse que al-Sharaa deu garantias de que todas as minorias religiosas e étnicas estarão “justamente representadas” na Síria.
“Se a nova administração será suficientemente tolerante contra as minorias, se as minorias serão representadas de forma justa numa nova Síria ou não – essa questão está a ser repetidamente colocada a Ahmad al-Sharaa”, disse ele.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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19 horas atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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