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As atrocidades de Gaza vão ‘assombrar’ Antony Blinken, diz ex-diplomata dos EUA | Notícias do conflito Israel-Palestina
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2 anos atrásem
Washington, DC – A devastadora ofensiva de Israel em Gaza – e o apoio dos Estados Unidos a ela – irá “assombrar” o secretário de Estado cessante, Antony Blinken, durante o resto da sua vida, diz um antigo diplomata, que se demitiu em protesto contra a guerra no ano passado.
Hala Rharrit disse à Al Jazeera numa entrevista por telefone que a administração do presidente Joe Biden está a contornar as próprias regulamentações dos EUA ao continuar a armar Israel, apesar dos abusos bem documentados em Gaza.
“Eles estão intencionalmente – e não digo essa palavra levianamente, intencionalmente – violando e evitando a lei dos EUA”, disse Rharrit, que renunciou ao Departamento de Estado dos EUA em abril.
“Quando me tornei diplomata, fiz o juramento de defender a Constituição. Eles estão contornando o processo para continuar o fluxo de armas, sabendo o quão catastrófico isso é. Para mim, é realmente imperdoável e criminoso.”
Existem várias leis nos EUA que proíbem a transferência de armas para violadores dos direitos humanos, incluindo uma proibição de assistência de segurança a países que bloqueiem a ajuda humanitária apoiada por Washington.
O Lei Leahy também restringe a ajuda dos EUA a unidades militares que sejam acusadas de forma credível de graves violações dos direitos humanos, tais como execuções extrajudiciais, tortura e violações.
Além disso, a administração Biden adotou uma política, apelidada Memorando de Segurança Nacional 20exigindo que os aliados que recebem armas dos EUA forneçam garantias credíveis de que não estão a utilizar as armas em violação do direito humanitário internacional.
Apesar destas salvaguardas, os EUA continuaram a fornecer a Israel — um país que os principais grupos de direitos humanos dizem estar a cometer genocídio em Gaza — milhares de milhões de dólares em armas.
Israel matou pelo menos 46.876 pessoas em Gaza. Também impôs um cerco sufocante ao território que desencadeou uma crise de fome mortal provocada pelo homem.
No ano passado, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, sob a acusação de crimes de guerra, incluindo o uso da “fome como método de guerra”.
No entanto, Blinken certificou ao Congresso que Israel não está a bloquear a assistência humanitária a Gaza – uma avaliação que os grupos de ajuda rejeitaram.
O Departamento de Estado de Blinken também foi acusado de não agir em relação às alegações de abuso cometido por soldados israelenses sob a Lei Leahy, o que levou um processo recente contra a administração Biden, liderada por palestinos e palestinos americanos.
E assim, os críticos dizem que Blinken tem sido fundamental para garantir que Israel continue a receber as armas dos EUA que utiliza para dizimar Gaza.
Blinken também supervisionou a delegação dos EUA nas Nações Unidas, que vetou quatro resoluções do Conselho de Segurança que apelariam a um cessar-fogo em Gaza.
O principal diplomata dos EUA – que tem uma longa história de forte defesa pró-Israel – enfrentou manifestantes pelos direitos dos palestinos em audiências no Congresso, nas ruas e até mesmo em frente à sua casa.
Ainda esta semana, vários activistas interromperam os comentários de Blinken no Atlantic Council em Washington, DC, chamando-o de “secretário do genocídio”.
E na quinta-feira, na última aparição de Blinken na sala de imprensa do Departamento de Estado, um jornalista foi removido à força por repetidas perguntas sobre a cumplicidade de Blinken nos alegados crimes de guerra de Israel.
Rharrit disse que é natural opor-se a “massacres e massacrados de seres humanos”, prevendo que Blinken continuará a ser confrontado por manifestantes depois de deixar o seu posto na segunda-feira.
“Isso irá assombrá-lo pelo resto da vida”, disse o ex-diplomata à Al Jazeera.
“A história, com certeza, irá julgá-lo, e já o faz hoje. A questão é: nas futuras administrações, haverá realmente responsabilização pelos crimes que foram cometidos sob esta administração?”
A guerra em Gaza parece estar perto do fim depois de um acordo de cessar-fogo ter sido alcançado esta semana, na sequência de relatos de intervenção do novo Presidente eleito. Donald Trump.
Durante meses, as autoridades israelitas comprometeram-se a prosseguir com a guerra, e o Ministro da Segurança Nacional de Israel Itamar Ben-Gvir gabou-se abertamente de ter frustrado as tentativas de chegar a um acordo que poria fim ao conflito e levaria à libertação dos prisioneiros israelitas em Gaza.
No entanto, Blinken continua a insistir que o Hamas “desempenhou o spoiler” nas negociações sobre o acordo.
“Vou lhe dizer sem rodeios: Blinken está mentindo”, disse Rharrit.
O ex-diplomata trabalhou no Departamento de Estado durante 18 anos e atuou como porta-voz em língua árabe antes de pedir demissão no ano passado. Ela é uma das várias autoridades dos EUA quem renunciou da administração Biden sobre o apoio intransigente dos EUA a Israel.
Rharrit disse que está grata por ter deixado o cargo porque se sentiu “silenciada” ao expressar preocupações sobre a política dos EUA.
“Não creio que, como diplomatas, devamos impor ou implementar políticas ilegais ou desumanas e também aquelas que são fundamentalmente contraditórias com os interesses de segurança nacional dos EUA”, disse ela à Al Jazeera.
“Portanto, não havia como eu permanecer nessas condições.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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