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As campanhas eleitorais dos EUA mudam de estratégia à medida que a lealdade dos eleitores latinos muda | Notícias das Eleições de 2024 nos EUA
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Cidade de Nova York, EUA – No Queens, Claudia, de 26 anos, uma latina de primeira geração com formação universitária nascida nos Estados Unidos, sentou-se à mesa de jantar da sua família envolvida em acalorados debates políticos que alternavam perfeitamente entre inglês e espanhol. Ela e os seus pais imigrantes do México e de El Salvador entraram em conflito sobre o futuro do país que todos chamam de lar.
“Não se trata de amar Harris (a candidata democrata à vice-presidente Kamala)”, disse Claudia, decepcionada com a forma como o governo lidou com a situação. A guerra de Israel em Gaza e imigração, mas comprometeu-se a votar contra o regresso do candidato republicano e ex-presidente Donald Trump.
Seus pais, cidadãos norte-americanos há mais de uma década, pensam de forma diferente. Preocupam-se com a sua segurança económica – tal como 52% dos latinos, segundo um inquérito de Junho. E eles apoiam Trump por sua políticas económicas e em frustração com o inflação nos EUA experimentou nos últimos anos.
O seu ressentimento dirige-se ao apoio da administração do presidente Joe Biden aos “novos imigrantes que chegam com benefícios, um hotel e um caminho para obter documentos”, enquanto os seus próprios familiares permanecem indocumentados – uma população que Trump tem ameaçou deportar.
Esta divisão geracional dentro de uma família – parte de um dos grupos demográficos de crescimento mais rápido nos EUA, com 36,2 milhões de eleitores elegíveis que representam 14,7 por cento do eleitorado – ilustra os desafios que ambos os partidos enfrentam ao apelar a um grupo que resiste a categorizações simples.
‘Latinos não são um monólito’
Os eleitores latinos elegíveis nos EUA são demograficamente diversos. Cerca de 60 por cento são de herança mexicana, 13 por cento são porto-riquenhos, enquanto cubanos, dominicanos e outros centro e sul-americanos representam cada um menos de 7 por cento, de acordo com o Museu Nacional do Latino Americano.
Os eleitores latinos também são, obviamente, homens e mulheres, jovens e idosos, e imigrantes e nascidos nos EUA.
Mas, apesar desta diversidade, as campanhas políticas e os meios de comunicação social abordam frequentemente os latinos como um único bloco eleitoral. “O maior equívoco é tratar os latinos como se fossem iguais ou pudessem ser alcançados com uma única mensagem. É sobre a diversidade de ideias, experiências, ideologias”, disse Julio Ricardo Varela, fundador do The Latino Newsletter e colunista da MSNBC, à Al Jazeera.
“A frase ‘Os latinos não são um monólito’ deveria ser eliminada – ela já é popular. A verdadeira questão é: por que os partidos políticos não perceberam isso?” ele perguntou.
À medida que as sondagens revelam que a imigração ocupa uma posição inferior entre as prioridades dos eleitores latinos, os anúncios de campanha estão a ajustar o seu foco para melhor se conectarem com os novos eleitores. Tanto Trump como Harris expandiram o alcance, incluindo câmaras municipais com eleitores latinos, organizadas pela Univision, uma das maiores redes de língua espanhola nos EUA.
No entanto, o aumento da desinformação nas redes sociais, que muitas vezes se espalha em espanhol e tem como alvo as comunidades imigrantes, complica estes esforços de divulgação e molda as perceções sobre questões críticas.
A desinformação nas redes sociais espalha alegações falsas sobre questões como políticas de imigração, processos de votação e benefícios governamentais. Isto pode fomentar confusão e desconfiança, afetando potencialmente a forma como os eleitores latinos percebem as mensagens da campanha.
Os especialistas concordam que as campanhas enfrentam agora um duplo desafio: alcançar os eleitores latinos com mensagens personalizadas e, ao mesmo tempo, combater narrativas enganosas que podem distorcer as opiniões.
O apelo de Trump
Apesar de seu retórica anti-imigraçãoTrump está ganhando força entre os eleitores latinos ao explorar a nostalgia do economia forte sob sua presidênciaendossos de alto nível de artistas de reggaeton e anúncios em espanhol.
No entanto, o apelo mais forte de Trump reside na propagação do medo sobre o comunismo, uma mensagem amplamente difundida nas redes sociais de língua espanhola por Trump e seus afiliados.
Este alcance também repercutiu nas comunidades evangélicas latinas, que representam 15 por cento dos latinos nos EUA e são um grupo de rápido crescimento entre os cristãos evangélicos americanos, com quase metade inclinando-se para os republicanos, de acordo com uma pesquisa de 2022 do Pew Research Center.
Para muitos imigrantes latinos, especialmente os das comunidades cubana e venezuelana, a mensagem de Trump também ressoa com memórias de regimes de esquerda. “Os republicanos transformaram o medo do socialismo e do comunismo em armas, especialmente na Flórida”, disse Paola Ramos, autora de Defectors: The Rise of the Latino Far Right and What It Means for America.
Segundo Varela, as táticas de Trump refletem as estratégias políticas latino-americanas que moldam as narrativas e os resultados eleitorais.
Recentemente, Trump compartilhou uma imagem gerada por IA da vice-presidente Kamala Harris dirigindo-se a uma multidão “comunista” no X, que obteve mais de 81 milhões de visualizações.
Varela observa também que os anúncios anticomunistas nos meios de comunicação espanhóis visam especificamente os homens da classe trabalhadora que falam espanhol, enquadrando a segurança económica como uma defesa contra ameaças ideológicas.
A professora e cientista política da NYU, Cristina Beltran, sugeriu que o apelo de Trump explora ideais de masculinidade e hierarquia, oferecendo um sentimento de pertencimento dentro de uma visão nacionalista dos EUA.
“A branquitude tem sido historicamente uma forma de compreender a adesão aos Estados Unidos como uma política de dominação”, explicou ela à Al Jazeera.
Para alguns homens latinos, este quadro proporciona uma sensação de estatuto elevado, uma vez que a promessa de prosperidade e estabilidade de Trump apela àqueles que se vêem posicionados acima dos indocumentados. Beltran acrescentou que Trump “dá aos americanos uma estrutura de permissão para adotar essas atitudes”.
Harris indo além da política de identidade
As pesquisas indicam que a maioria dos eleitores latinos ainda favorece Harris em vez de Trump.
Sob o comando da gerente de campanha Julie Chavez Rodriguez, a primeira latina a liderar um esforço eleitoral geral, a equipe de Harris ampliou o alcance dos latinos, expandindo os esforços de 15 de setembro a 15 de outubro, durante o Mês da Herança Hispânica.
A campanha aumentou os gastos com publicidade direcionada a grupos latinos específicos, como mulheres hispânicas, “Hombres con Harris” (Homens por Harris) e 13 grupos da diáspora como “Boricuas con Kamala” (porto-riquenhos por Harris) e “Mexicanos con Kamala”. ”(Mexicanos para Harris). A campanha também destinou US$ 3 milhões para anúncios de rádio em espanhol.
A mensagem de Harris vai além da política de identidadecom anúncios recentes no Arizona, Nevada e Pensilvânia focados em preocupações econômicas, altos preços dos medicamentos e crime.
A cientista política Beltran observou que Harris está a equilibrar a sua identidade como mulher negra com apelos políticos mais amplos. “Ninguém quer ser simplesmente reduzido à sua raça ou género”, explicou ela.
“A campanha de Harris reconhece isso e pretende conectar-se com os eleitores sobre uma série de questões, entendendo que a identidade abrange muito mais do que a demografia.”
Seu alcance incluiu anúncios personalizados para Comunidades porto-riquenhascontrastando com o recente comício de Trump no Madison Square Garden, que enfrentou reações adversas devido a comentários polêmicos feitos por um comediante sobre Porto Rico.
Beltran observou que a abordagem de Harris tem sido estratégica: “Tem sido interessante ver Harris veicular anúncios onde a latinidade (identidade cultural latina) não é explicitamente mencionada, mas os recursos visuais apresentam pessoas que parecem identificavelmente latinas – geralmente indivíduos de pele morena com narrações em inglês com sotaque. .”
“Esta é uma forma sutil de sinalizar que esses anúncios são direcionados aos latinos. Na verdade, eu gostaria que incluíssem vozes com e sem sotaque para refletir ainda mais a diversidade.”
Varela destacou que “a campanha está mudando para reconhecer que se trata de diversidade regional”. Ele também destacou o plano de “economia de oportunidades” de Harris, que atrai os latinos ao enfatizar o crescimento económico pragmático, através da criação de empregos, apoio a pequenas empresas e habitação a preços acessíveis, especialmente em comunidades desfavorecidas.
“Harris posiciona-se como uma ‘capitalista pragmática’”, explicou ele, observando que os latinos estão a remodelar a economia dos EUA, contribuindo com 3,6 biliões de dólares para o produto interno bruto (PIB). Este impacto é impulsionado por elevadas taxas de empreendedorismo, participação da força de trabalho e funções essenciais em sectores como a indústria transformadora, o comércio retalhista e a construção, embora persistam problemas de representação.
Uma geração politicamente independente
Os analistas concordam que as campanhas aproveitam cada vez mais as redes sociais para alcançar uma nova geração de eleitores latinos, que podem já não se verem definidos apenas pela sua latinidade.
Estas diversas perspectivas são amplificadas por influenciadores latinos, alguns alinhados com Harris, outros com Trump, cada um reflectindo um espectro de alianças políticas.
“Há também um movimento crescente entre os jovens latinos que se identificam como politicamente independentes”, observou Varela, que tem sido muitas vezes ofuscado pelas narrativas partidárias tradicionais.
Agora, mais jovens eleitores latinos estão a reafirmar esta posição, exigindo uma representação política que fale das suas experiências e valores únicos.
“Os latinos não estão mais confinados aos rótulos democratas ou republicanos”, conclui Varela. “Este movimento politicamente independente não está apenas a pedir reconhecimento – está a remodelar as fronteiras da política americana.”
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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