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As detenções familiares serão retomadas novamente para imigrantes indocumentados, diz Trump ‘czar da fronteira’ | Imigração dos EUA

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Robert Tait in Washington

Imigração dos EUA as autoridades retomarão a controversa política de colocar famílias com crianças em centros de detenção como parte de uma campanha para deportar imigrantes indocumentados, os novos Trunfo disse o “czar da fronteira” da administração, Tom Homan.

Homan, considerado o “arquiteto” da amplamente difamada política de separação familiar aplicado a imigrantes indocumentados na primeira administração Trump, também disse que as autoridades não hesitariam em deportar pais cujos filhos fossem cidadãos americanos porque nasceram nos EUA.

Caberia aos pais decidir se querem deixar o país como uma família ou deixar os seus filhos nos EUA, dividindo assim as suas famílias.

“Aqui está a questão”, disse Homan em um entrevista ao Washington Post. “Você sabia que estava no país ilegalmente e escolheu ter um filho. Então você colocou sua família nessa posição.”

Ele disse que as autoridades de Imigração e Alfândega (Ice) manteriam os pais com filhos em tendas com laterais flexíveis, semelhantes às usadas para lidar com os surtos de imigração na fronteira sul dos EUA.

“Precisaremos construir instalações familiares”, disse Homan. “De quantos leitos precisaremos dependerá do que dizem os dados.”

A administração Biden encerrou a detenção familiar em 2021, fechando três instalações com cerca de 3.000 leitos que o Ice operava. Os encerramentos seguiram-se às críticas dos defensores da imigração e dos pediatras, que alertaram que tais condições eram prejudiciais para as crianças.

A promessa de Homan de reanimá-lo é o sinal mais claro de como planeia implementar a repetida promessa do presidente eleito, Donald Trump, de deportar cerca de 11 milhões de imigrantes indocumentados.

Ele disse que a política da administração Trump seria deportar as famílias em conjunto, mas reconheceu que o governo não tinha o poder legal para deportar crianças que nasceram nos EUA – colocando assim a responsabilidade de dividir uma família sobre os pais imigrantes.

Ele acrescentou: “Precisamos mostrar ao povo americano que podemos fazer isso e não ser desumanos. Não podemos perder a fé do povo americano.”

Na primeira presidência de Trump, durante a qual foi diretor interino da Ice, Homan foi considerado a força motriz por trás de uma política separada de “tolerância zero” para com os migrantes que viu 4.000 crianças separadas dos seus pais depois de cruzarem a fronteira sul para os EUA.

Homan disse ao Post que não estava disposto a comprometer-se com um número alvo de deportações até saber quais recursos estarão disponíveis para expandir a capacidade do Ice, acrescentando: “Estarei me preparando para uma decepção”.

pular a promoção do boletim informativo

Como czar da fronteira na Casa Branca – cargo que não requer confirmação do Senado – Homan não terá controle direto sobre Ice, que estará sob o âmbito de Kristi Noem, indicada por Trump para secretária de segurança interna, caso ela seja confirmada.

Embora Trump e conselheiros seniores tenham falado em usar tropas da guarda nacional na realização de deportações, Homan disse que apenas agentes da lei treinados seriam autorizados a fazer detenções de imigração, com o pessoal militar restrito ao transporte e outros serviços de apoio.

“Não vejo isso como varreduras e militares percorrendo bairros”, disse ele. Em vez disso, as detenções seriam “direcionadas” às pessoas com antecedentes criminais.

Ele já prometeu prender prefeitos democratas locais e funcionários que procuram bloquear as deportações.

As incursões em locais de trabalho por parte de funcionários do Ice, encerradas pela administração Biden, seriam retomadas, disse Homan. “Nós realmente não elaboramos o plano para a fiscalização no local de trabalho. Sabemos que os empregadores ficarão chateados.”

Ele também disse que instaria o novo governo a reintroduzir o programa “permanecer no México” – também abandonado por Biden – que exigia que os requerentes de asilo esperassem fora dos EUA enquanto os seus pedidos eram considerados.



Leia Mais: The Guardian

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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