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As guerras no Oriente Médio e na Ucrânia estão em foco enquanto os ministros da defesa do G7 se reúnem na Itália | Notícias de política

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O Ministro da Defesa italiano alerta que o quadro de segurança global é cada vez mais precário devido a visões mundiais concorrentes.

O Grupo dos Sete Os ministros da Defesa (G7) reúnem-se em Itália num contexto de tensões crescentes no Médio Oriente e do prolongado conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

A reunião de um dia no sábado marca a primeira reunião ministerial do grupo dedicada à defesa e está a decorrer em Nápoles, a cidade do sul de Itália que também alberga uma base da NATO.

No seu discurso, o Ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, disse que o quadro de segurança global está a tornar-se cada vez mais precário devido a visões mundiais concorrentes.

“As brutais agressões russas na Ucrânia e a situação realmente crítica no Médio Oriente, combinadas com a profunda instabilidade da África Subsariana e a tensão crescente na região Indo-Pacífico, destacam um quadro de segurança deteriorado”, disse Crosetto no seu discurso de abertura. .

“Amplo espaço” seria dado à discussão da escalada do conflito no Médio Oriente durante a cimeira de um dia, dissera Crosetto um dia antes em Bruxelas.

Há também uma profunda preocupação sobre as atividades militares da China em torno de Taiwan e o aumento das tensões ao longo da fronteira entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.

Advertindo que as previsões para o futuro próximo “não podem ser positivas”, Crosetto disse que as tensões foram alimentadas por “um motor comum: o confronto entre duas visões de mundo diferentes, talvez incompatíveis”.

De um lado estão os países e organizações que acreditam numa ordem mundial baseada no direito internacional, disse Crosetto, um membro proeminente do partido de direita Irmãos de Itália, do primeiro-ministro italiano, Giorgia Meloni.

“Por outro lado, (há) aqueles que desrespeitam sistematicamente a democracia para perseguir os seus objetivos, inclusive através do uso deliberado da força militar.”

A reunião do G7 ocorreu dois dias depois de Israel ter anunciado que tinha matou o chefe do Hamas, Yahya Sinwarmentor dos ataques de 7 de outubro de 2023 a Israel, que foram seguidos pelo genocídio israelense em Gaza.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a morte de Sinwar no território palestino sinalizou “o começo do fim” da guerra contra o Hamas, enquanto o presidente dos EUA, Joe Biden, disse que isso abriu a porta para “um caminho para a paz”. Mas analistas dizem que a morte de Sinwar apenas aprofundará a presença de Israel em Gaza e na Cisjordânia ocupada.

Quanto à Ucrânia, os ministros do G7 irão contemplar a entrada de Kiev num terceiro Inverno de guerra, perdas no campo de batalha no leste – e a perspectiva de redução do apoio militar dos EUA caso Donald Trump seja eleito para a Casa Branca no próximo mês.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, sob crescente pressão dos aliados ocidentais para forjar uma estratégia vencedora contra a Rússia, apresentou na quinta-feira o que chamou de “plano de vitória” à União Europeia e à OTAN.

Provavelmente também estarão em discussão relatórios, baseados na inteligência sul-coreana, de que a Coreia do Norte está a enviar um grande número de tropas para apoiar a guerra de Moscovo contra a Ucrânia. A OTAN ainda não foi capaz de confirmar essa informação, disse o seu secretário-geral, Mark Rutte, na sexta-feira.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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