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Simon Fieschi, gravemente ferido durante o ataque ao “Charlie Hebdo” em 2015, morreu

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Ele foi um dos sobreviventes do ataque terrorista de 7 de janeiro de 2015 em Charlie Hebdo. Simon Fieschi, gravemente ferido no ataque, suicidou-se na noite de quinta para sexta aos 40 anos, soubemos Libération et França Inter Sábado, 19 de outubro.

Enquanto trabalhava como webmaster para o jornal satírico, Simon Fieschi foi o primeiro da equipe editorial a ser atingido pelos tiros dos irmãos Kouachi. “Sobrevivente do ataque a “Charlie”, Simon Fieschi lutou para superar o horror do qual havia sido uma das vítimas. Há cicatrizes que muitos já não veem, mas que nunca cicatrizam. Jamais esquecerei Simão. Envio meu carinho à sua família”, cumprimentou o ex-Presidente da República, François Hollande, em.

“Simon Fieschi era um homem de sensibilidade e inteligência excepcionais”, dado a conhecer emo presidente honorário da associação 13onze15, Georges Salines, lembrando que o ex-jornalista “foi um dos que nos acompanhou às escolas para conversar com os alunos e apoiar os professores.”

“Pensamentos de Simon Fieschi, dos seus entes queridos e de todas as vítimas do terrorismo. Atual e passado »também reagiu no X a porta-voz da polícia nacional, Sonia Fibleuil.

“Estou em pós-trauma e ficarei lá a vida toda »

Durante o julgamento do ataque contra Charlie Hebdo em setembro de 2020, Simon Fieschi falou sobre seu estado físico e psicológico, as consequências de um tiro de Kalashnikov que teve “ afetou a coluna » e com “o efeito da explosão comprimiu a medula espinhal”.

Leia também o depoimento de Simon Fieschi: Artigo reservado para nossos assinantes No julgamento do atentado ao “Charlie Hebdo”: “Esta bala não me acertou, mas não me atingiu”

“Quando o corpo é afetado tão seriamente, você não pode entrar em colapso psicológico. Veio mais tarde, quando o estado físico se estabilizou. Não tive depressão, mas posso dizer que estou em pós-trauma e que ficarei assim pelo resto da vida. Tenho dificuldade de concentração, episódios de tristeza, raiva, sei lá o quê. Momentos em que raspamos um pouco o fundo”ele disse. Fieschi também testemunhou no final de setembro, durante o julgamento de Peter Cherif, então julgado por seu papel com Chérif Kouachi, um dos agressores do jornal satírico.

Em uma longa história publicada nas colunas de Charlie Hebdo em outubro de 2020Simon Fieschi também contou como tentou “viver com o que (ele) perdeu e com o que me sobrou”. “É o ano mais difícil da minha vida, mas tenho uma estranha saudade de 2015 porque foi onde estive mais vivo, onde senti a euforia de ‘estar vivo’ele explicou.

Onde encontrar escuta e ajuda?

  • 31-14, número nacional de prevenção ao suicídio: número gratuito, garantindo uma escuta “profissional e confidencial” vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, por enfermeiros e psicólogos treinados como entrevistados. Destina-se a pessoas que sofrem de pensamentos suicidas, mas também aos seus entes queridos e pessoas enlutadas pelo suicídio.
  • Tópico de Saúde Juvenil: escuta, informação e orientação aos jovens nas áreas da saúde física, psicológica e social. Anônimo e gratuito sete dias por semana, das 9h às 23h, todos os dias. Também acessível por chat das 9h às 22h. Tal. : 0800-235-236. Filsantejeunes. com
  • Suicídio Ouça: linha direta vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana Tel. : 01-45-39-40-00. Suicide-ecoute.fr.
  • Linha noturna França: serviço de escuta por e para estudantes, noturno e gratuito. Tal. : 01-88-32-12-32 para Paris (outros números regionais) e serviço de chat. Nightline.fr
  • Informações de suporte ao aluno: inventário pela associação Nightline de todo o apoio psicológico gratuito disponível nas trinta academias da França. Soutien-etudiant.info
  • Em caso de risco suicida comprovado, contactar os serviços de urgência: ligue para o SAMU (15) ou 112 (número europeu).

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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