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As novas metas climáticas brasileiras e a geopolítica mundial de convergência ambiental

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Da Redação

Por José Luiz Gondim dos Santos*

A atualização das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) do Brasil, apresentada às vésperas da COP29, reafirma o compromisso do país com a agenda climática global. Contudo, análises do Observatório do Clima (OC) e da Folha de S. Paulo indicam que as metas propostas, embora relevantes, carecem de maior ambição. Diante do contexto internacional e das condições únicas do Brasil, as metas poderiam ser mais alinhadas ao seu potencial natural, tecnológico e geopolítico.

Compromissos Brasileiros e o Cenário Global

Conforme divulgado pela Folha de S. Paulo (2024), a nova NDC brasileira estabelece uma meta de redução de emissões de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035, comparado aos níveis de 2005, resultando em emissões entre 850 milhões e 1,05 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente em 2035. Embora representem um avanço, essas metas contrastam com as propostas pelo Observatório do Clima (2024), que sugerem reduzir as emissões líquidas para 200 milhões de toneladas de CO₂ equivalente até 2035 — uma redução de 92% em relação a 2005. O OC também propõe eliminar o desmatamento em todos os biomas até 2030, restaurar florestas e ecossistemas terrestres até 2035 e reduzir o consumo de combustíveis fósseis em 42% no mesmo período.

Apesar do esforço do governo brasileiro, a meta apresentada é considerada conservadora frente às demandas globais e à responsabilidade histórica do país no enfrentamento das mudanças climáticas.

Potencial Subaproveitado e Liderança Climática

O Brasil, com sua matriz energética predominantemente renovável, vasta biodiversidade e experiência consolidada em políticas climáticas, como REDD+, possui condições excepcionais para liderar a transição para uma economia de baixas emissões. O momento atual, caracterizado por uma convergência ambiental global, oferece uma oportunidade única para que o país se posicione como protagonista nas negociações climáticas internacionais.

De acordo com o Observatório do Clima (2024), metas mais ousadas poderiam elevar o Brasil a um modelo de governança climática global. Contudo, as metas atuais refletem um subaproveitamento desse potencial. Investimentos consistentes na bioeconomia e a eliminação total do desmatamento seriam passos estratégicos para atender às expectativas globais e impulsionar o desenvolvimento sustentável, gerando empregos verdes e fortalecendo a economia nacional.

Oportunidades para Inovação e Sustentabilidade 

Para fortalecer sua posição no cenário internacional, o Brasil pode adotar estratégias mais robustas, como a implementação de mercados de carbono transparentes, monitoramento via satélite para controle do desmatamento e estímulo à restauração de ecossistemas degradados. Além disso, a redução significativa no uso de combustíveis fósseis e uma transição energética estruturada seriam ações alinhadas às expectativas globais e ao Acordo de Paris. Essas iniciativas não apenas melhorariam a posição do Brasil na arena internacional, mas também trariam benefícios concretos para a sociedade e o meio ambiente (IPCC, 2022).

Considerações Finais

Embora a nova NDC brasileira represente um avanço importante, ela deixa evidente a necessidade de maior ambição e integração das políticas públicas para explorar plenamente as vantagens comparativas do Brasil. A realização da COP30 em território nacional oferece uma oportunidade estratégica para o Brasil assumir uma postura de liderança climática, propondo metas mais ambiciosas, articuladas de forma coerente entre governo, sociedade civil e setor privado.

Com uma abordagem mais proativa e uma visão de longo prazo, o Brasil pode transformar sua riqueza ambiental em um pilar estratégico para a governança climática global, reforçando sua credibilidade internacional e promovendo um desenvolvimento sustentável que beneficie as futuras gerações. A COP30 será o momento de alinhar esse potencial a um compromisso real com o futuro do planeta.

 *José Luiz Gondim dos Santos é mestre em Ciências Jurídicas e da Saúde e especialista em Mudanças Climáticas e ESG.

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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física-interna.jpg

A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.

A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.

O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.

“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.

O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.

A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”

 



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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre

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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos-interna.jpg

Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.

A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.

Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.

 



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Curso de Ciências Contáveis realiza evento sobre IA e deepfakes — Universidade Federal do Acre

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O curso e o Centro Acadêmico de Ciências Contábeis, da Ufac, promoveram o evento de extensão Inteligência Artificial (IA), Regulação de Deepfakes e Formação Cidadã, em 9 e 10 de julho, no bloco do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas. Nesse período, estudantes, professores e interessados no assunto realizaram troca de experiências, além de debates sobre temas atuais para cidadania e o exercício profissional.

A programação contou com palestra de Virgilio Viana, a qual proporcionou aos participantes reflexões sobre os desafios e as oportunidades decorrentes das transformações tecnológicas na sociedade contemporânea. Também ocorreram três oficinas: O Perfil Profissional para a Gestão Pública, ministrada por Esteferson Rocha; Cartão de Crédito: Aliado ou Vilão?, ministrada por Gilvanete Pereira; e Inteligência Emocional, ministrada por Jordeane Oliveira

Os professores Marconde Silva e Oleides Oliveira organizaram o evento, que, segundo eles, reafirmou o compromisso do curso de Ciências Contábeis com a promoção de ações de extensão que integram ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo o diálogo entre a universidade e a sociedade.

 



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