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As pautas que realmente interessam aos parlamentar…

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Daniel Pereira

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Com o fim da eleição, os parlamentares voltarão a atenção para a pauta legislativa, deixada em segundo plano durante a campanha municipal. Na retomada dos trabalhos, algumas prioridades estão definidas. Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), prometem avançar com a regulamentação da reforma tributária, que ficaria como legado de seus respectivos mandatos à frente das duas Casas, os quais se encerram no início do ano que vem.

Essa pauta interessa ao presidente Lula e ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad,  que também tentará convencer o próprio chefe e os congressistas a aprovarem medidas de contenção das despesas públicas. O pacote de redução de gastos ainda não foi apresentado, mas já enfrenta resistência de Lula e de setores do PT. Como ocorreu em outras ocasiões neste governo, Haddad e a ministra Simone Tebet (Planejamento), apesar de fragilizados pelo fogo amigo, podem colher avanços importantes com a ajuda do Centrão.

Pauta própria

A reforma tributária e a situação fiscal são temas relevantes para o país, mas não estão no topo das prioridades de deputados e senadores. O primeiro lugar nesse ranking é das emendas parlamentares. Os congressistas querem aprovar o mais rápido possível novas regras para garantir a retomada da liberação dos recursos, que foi suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos últimos dias, Lira e Pacheco se dedicaram a costurar um acordo com Executivo e Legislativo para desatar esse nó.

Em segundo lugar na lista, aparece a eleição para as presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2025. Os candidatos ao cargo estão em campanha há tempos e intensificarão seus movimentos com a volta do trabalho legislativo. No Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) continua como franco favorito. Na Câmara, Lira ainda não conseguiu costurar apoio a um nome de consenso, e três postulantes permanecem no páreo. A tendência, como de costume, é que os parlamentares gastem mais energia com os seus interesses corporativos do que com pautas necessárias para a modernização do Estado brasileiro.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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