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Ataque de Magdeburg lançou uma ‘sombra negra’ sobre o Natal, diz presidente alemão em apelo à unidade | Ataque no mercado de Natal de Magdeburg

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Um ataque mortal com um carro num mercado de Natal em Alemanha lançou uma “sombra negra” sobre as celebrações deste ano, disse o presidente do país na terça-feira, ao apelar às pessoas para não serem separadas por extremistas.

No seu tradicional discurso de Natal, o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, procurou transmitir uma mensagem de cura quatro dias depois do ataque brutal na cidade oriental de Magdeburg matou cinco pessoas e deixou mais de 200 feridos.

“Uma sombra negra paira sobre este Natal”, disse o chefe de Estado, apontando para a “dor, o horror e a perplexidade pelo que aconteceu em Magdeburgo poucos dias antes do Natal”.

Ele fez um apelo à unidade nacional num momento em que o debate sobre segurança e imigração está a arder novamente: “O ódio e a violência não devem ter a palavra final. Não vamos permitir que nos separemos. Vamos ficar juntos.”

As suas palavras foram proferidas um dia depois de a Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema-direita, ter realizado o que chamou de um comício em memória das vítimas em Magdeburgo, onde um orador exigiu que a Alemanha “devesse fechar as fronteiras”.

Perto dali, foi realizada uma iniciativa anti-extremista sob o lema “Não dê uma oportunidade ao ódio”.

Steinmeier reconheceu que havia “uma grande insatisfação com a política” na Alemanha, mas insistiu que “a nossa democracia é e continua forte”.

Um médico saudita, Taleb al-Abdulmohsen, 50, foi preso na sexta-feira no local do ataque em que um SUV alugado atravessou em alta velocidade a multidão. Abdulmohsen, um psiquiatra consultor, está detido sob custódia policial por suspeita de homicídio, tentativa de homicídio e lesões corporais graves.

Aumentam as questões na Alemanha sobre se Ataque de sexta-feira em Magdeburgque matou cinco pessoas, poderia ter sido evitável. Surgiram relatos sobre falhas na segurança, decisões de imigração questionáveis ​​e tentativas da polícia de confrontar Abdulmohsen devido a comportamentos ameaçadores que alegadamente não foram seguidos.

Dias depois do ataque mais mortal da Alemanha em anos, o motivo permanece obscuro.

Uma fonte próxima do governo saudita disse à Agência France-Presse que as autoridades sauditas já tinham solicitado a extradição de Abdulmohsen, que chegou à Alemanha em 2006 e tinha residência permanente. A fonte não deu o motivo do pedido, mas acrescentou que Riad alertou que ele “poderia ser perigoso”.

Holger Münch, chefe do departamento de polícia criminal federal da Alemanha, BKA, disse à televisão alemã que a Alemanha recebeu um aviso da Arábia Saudita no ano passado, mas uma investigação considerou-o demasiado vago para agir de acordo.

A polícia tentou abordar Abdulmohsen para uma chamada discussão de “análise de ameaças”, mas aparentemente deixou passar a oportunidade depois de não conseguir encontrá-lo em casa.

Abdulmohsen, nas suas muitas publicações online, expressou opiniões fortemente anti-Islão, raiva contra as autoridades alemãs e apoio a narrativas de conspiração de extrema-direita sobre a “islamização” de Europa.

O ataque alimentou um debate já acirrado sobre migração e segurança na Alemanha, dois meses antes das eleições nacionais e com o partido de extrema-direita AfD em alta nas sondagens de opinião.

Os mercados de Natal alemães foram especialmente protegidos desde que um atacante jihadista atropelou um camião num mercado de Natal de Berlim em 2016, matando 13 pessoas.

O evento de Magdeburgo também foi protegido por barricadas, mas o atacante conseguiu explorar uma lacuna de cinco metros.

Em Magdeburgo, onde um mar de flores e velas foi deixado no local do ataque, a cidade de 240 mil habitantes tenta aceitar o que aconteceu.

Steinmeier apresentou as suas condolências aos familiares dos feridos e mortos “de uma forma tão terrível” – quando o ataque matou um menino de nove anos e quatro mulheres com idades entre 45 e 75 anos.

“Você não está sozinho em sua dor”, disse ele. “As pessoas em todo o nosso país sentem pena de você e choram com você.”



Leia Mais: The Guardian

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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