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Ataques israelenses atingem o norte de Gaza enquanto ONU denuncia falta de acesso à ajuda | Notícias de Gaza
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2 anos atrásem
As crianças estão entre as vítimas dos ataques israelitas nas zonas sitiadas do norte e centro de Gaza, à medida que a ajuda humanitária continua a ser restringida.
Israel realizou uma série de ataques no norte e centro de Gaza que matou pelo menos 25 pessoas, incluindo crianças, como um importante grupo de defesa dos direitos humanos acusado isto de cometer “atos de genocídio” ao negar água potável aos palestinos.
Ataques israelenses separados em Jabalia, no norte de Gaza, onde os palestinos permaneceram sob cerco rígido por mais de dois meses, mataram pelo menos 16 pessoas, incluindo 10 membros da mesma família, na quinta-feira.
Na Cidade de Gaza, um ataque israelita a uma casa no bairro de Daraj matou pelo menos quatro palestinianos, tendo outra pessoa sido morta num ataque a um grupo de civis no bairro de Zeitoun.
No centro de Gaza, um ataque ao campo de refugiados de Maghazi matou pelo menos quatro pessoas.
Havia temores de que o número total de mortos aumentasse, já que muitas pessoas ficaram feridas nos ataques israelenses.
Os militares israelitas também emitiram ameaças de evacuação forçada aos residentes do campo de refugiados de Bureij. “A questão é para onde as pessoas podem ir, já que todos os lugares estão superlotados nas áreas centrais da faixa”, disse Tareq Abu Azzoum da Al Jazeera, reportando da vizinha Deir el-Balah.
Pelo menos 45 mil palestinos foram mortos e outros 107 mil ficaram feridos em mais de 14 meses de ataques em Gaza, um território densamente povoado que corre o risco de fome e enfrenta níveis emergenciais de fome.
Israel iniciou a sua feroz campanha militar depois de pelo menos 1.139 pessoas terem sido mortas durante um ataque liderado pelo grupo palestiniano Hamas em Israel, em 7 de Outubro de 2023, com mais de 200 outras feitas prisioneiras.
A maior parte dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza foram deslocados, muitos deles múltiplas vezes, enquanto o intenso bombardeamento de Israel deixou grande parte do território em ruínas.
Referindo-se a um relatório da Human Rights Watch (HRW) divulgado na quinta-feira que acusou Israel de usar a água como arma de guerra em Gaza, Abu Azzoum disse que a busca por água no território sitiado e bombardeado era “uma luta diária pela sobrevivência”.
No seu relatório de 179 páginas, a HRW detalhou como as autoridades israelitas cortaram e mais tarde restringiram a água canalizada a Gaza, tornaram a maior parte da sua infra-estrutura de água e saneamento inútil ao cortarem a electricidade e restringirem o combustível, destruíram e danificaram deliberadamente a infra-estrutura de água e saneamento e a reparação da água. materiais; e bloqueou a entrada de fontes críticas de água.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel negou as acusações, que chamou de “mentiras”, e alegou que a organização está a promover “propaganda anti-Israel”.
Um relatório separado dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) publicado na quinta-feira encontrou “sinais claros de limpeza étnica” em Gaza, particularmente na parte norte da faixa.
“As nossas observações em primeira mão da catástrofe médica e humanitária infligida a Gaza são consistentes com as descrições fornecidas por um número crescente de especialistas jurídicos e organizações que concluem que o genocídio está a ocorrer em Gaza”, afirmou a organização.
A Corte Internacional de Justiça (CIJ) tem reiteradamente ordenou a Israel que tomasse todas as medidas necessárias garantir que a água e os alimentos básicos cheguem sem demora à população palestiniana em Gaza.
Apesar disso, Israel ainda era acusado pelas Nações Unidas e por organizações humanitárias de restringir o fornecimento de ajuda a Gaza, bloqueando efectivamente o acesso ao enclave.
O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, disse na quinta-feira que as autoridades israelenses negaram “mais uma vez” o acesso a Beit Hanoon, Beit Lahiya e ao leste de Jabalia, que estão sob forte cerco.
“Ressaltamos como a grande maioria dos nossos esforços para chegar às províncias do Norte de Gaza desde o início do cerco israelense, há 10 semanas, foram bloqueados. A maioria dos pedidos é negada imediatamente”, disse Dujarric.
A ONU disse ter planeado 96 ações humanitárias no norte de Gaza, mas apenas 16 delas foram facilitadas pelas autoridades israelitas.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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16 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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