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AtlasIntel: Marçal venceria Lula em eventual 2º tu…

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AtlasIntel: Marçal venceria Lula em eventual 2º tu...

Pedro Pupulim

A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira testou diversos cenários para as eleições presidenciais do ano que vem, no primeiro e segundo turnos. E trouxe resultados alarmantes para o presidente Lula.

Em uma das simulações, por exemplo, o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo e ex-coach Pablo Marçal (PRTB) venceria o petista no segundo turno, por 51% a 46%. Outros 3% não souberam responder ou votariam nulo.

Marçal, no entanto, foi condenado recentemente a oito anos de inelegibilidade pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo por abuso de poder político e econômico, uso indevido dos meios de comunicação e captação ilícita na campanha para prefeito em 2024. O empresário afirmou que irá recorrer da decisão.

A pesquisa também simulou eventuais disputas no segundo turno entre Lula e outros presidenciáveis. Contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o resultado seria um empate técnico, dentro da margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos. O ex-ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro teria 47% contra 46% do petista — e 7% não responderam ou votariam nulo.

Em um improvável segundo turno com Jair Bolsonaro, que está inelegível até 2030 por decisão do TSE, também haveria empate técnico. O ex-presidente aparece com 48% contra 46% de Lula.

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O presidente venceria com margem de no mínimo 10 pontos percentuais os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), por 47% a 37%, do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), por 46% a 36%, e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por 44% a 25%.

A pesquisa ouviu 4.659 respondentes por meio de recrutamento digital aleatório e a margem de erro tem nível de confiança de 95%. O período de coleta foi de 20 a 24 de março. O levantamento faz parte do relatório Latam Pulse, uma iniciativa conjunta entre AtlasIntel e Bloomberg.

Veja todos os cenários a seguir:

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Simulação da AtlasIntel (AtlasIntel/Divulgação)

No cenário de primeiro turno, a AtlasIntel incluiu Lula e mais sete possíveis candidatos — entre eles duas de suas ministras, Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), que não demonstraram intenção se disputar o Palácio do Planalto no ano que vem. Mas sem o inelegível Bolsonaro.

Nesta simulação, o petista lidera com 41,7% das intenções de voto, seguido de Tarcísio de Freitas (33,9%), Pablo Marçal (5,4%), Ronaldo Caiado (3,8%), Eduardo Leite (3,6%), Simone Tebet (3,3%), Romeu Zema (1,6%) e Marina Silva (0,5%). Os respondentes que não souberam responder ou que votariam branco ou nulo somaram 6,2%.

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Simulação da AtlasIntel sobre as eleições de 2026
Simulação da AtlasIntel sobre as eleições de 2026 (AtlasIntel/Reprodução)

Cenário de 2022

O instituto também testou um cenário com os mesmos candidatos das eleições de 2022. Neste caso, Bolsonaro aparece 45,6% das intenções de voto no primeiro turno contra 40,6% de Lula.

Ciro Gomes teria 5,7% e Simone Tebet, 3,1%. Já os demais presidenciáveis somariam 2,1%.

Simulação da AtlasIntel
Simulação da AtlasIntel para as eleições presidenciais de 2026 com os mesmos candidatos de 2022 (AtlasIntel/Divulgação)



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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