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‘Atores pagos’ parecem estar por trás de alguns ataques antissemitas, diz Albanese | Segurança australiana e contraterrorismo

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Dan Jervis-Bardy, Josh Butler and Rafqa Touma

Anthony Albanese diz que parece que alguns dos perpetradores por trás de uma onda de ataques anti-semitas em Nova Gales do Sul e Victoria eram actores pagos, em vez de infractores com motivação ideológica, aparentemente confirmando o alvo das investigações policiais.

Mas o primeiro-ministro resistiu às exigências da Coligação para divulgar mais detalhes sobre a investigação da polícia federal australiana, sugerindo que poderia comprometer os esforços para localizar os alegados criminosos.

Albanese enfrentou uma série de perguntas na manhã de quarta-feira depois que o comissário da AFP, Reece Kershaw, na terça-feira revelou a polícia federal estava investigando se atores estrangeiros estavam pagando agentes locais para realizar ataques anti-semitas na Austráliainclusive em criptomoeda.

As linhas de investigação também incluíam a possibilidade de jovens estarem a ser radicalizados online para cometerem ataques anti-semitas.

Albanese não divulgou mais detalhes sobre a investigação da AFP, nem especulou sobre de que país poderiam ser os atores estrangeiros potencialmente por trás dos ataques.

Mas ele pareceu confirmar que se acreditava que atores pagos, e não pessoas motivadas pela ideologia antijudaica, estavam por trás dos ataques.

“Estou relutante em dizer qualquer coisa que comprometa essas investigações”, disse ele.

“Mas é importante que as pessoas entendam de onde vêm alguns desses ataques, e parece, como disse ontem o comissário da AFP, que alguns deles estão sendo perpetrados por pessoas que não têm um problema específico, não estão motivadas. por uma ideologia, mas são atores pagos”.

Falando aos repórteres na quarta-feirao líder da oposição, Peter Dutton, perguntou por que Albanese não havia discutido publicamente a investigação da AFP anteriormente.

“Quando é que o primeiro-ministro descobriu que havia jogadores estrangeiros? Serão estes actores estatais ou grupos do crime organizado? Ou são grupos anti-semitas? O que o primeiro-ministro sabia? ele disse.

“Com todo o respeito, entendo o desejo por mais informações.”

No RN Breakfast da ABC, no início da manhã, o ministro paralelo dos Assuntos Internos, James Paterson, também disse que a sugestão de potencial envolvimento no estrangeiro era uma “alegação gravemente séria” que justificava esclarecimentos urgentes por parte do primeiro-ministro.

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“Isso significa, se for verdade, se for confirmado, que uma organização terrorista transnacional está patrocinando ataques na Austrália ou potencialmente que um governo estrangeiro está envolvido em terrorismo patrocinado pelo Estado contra a comunidade judaica”, disse ele.

“Agora, fazer afirmações como esta tornaria esta a mais grave crise de segurança interna em tempos de paz na história da Austrália e causaria um alarme incrível na comunidade judaica.

“Portanto, são necessárias muito mais informações sobre esta afirmação.”

O ministro do Interior, Tony Burke, defendeu a decisão de não divulgar informações mais específicas sobre as investigações e linhas de investigação da AFP, chamando as exigências de Paterson por mais informações de “potencialmente ingénuas”.

“A polícia federal australiana terá razões muito deliberadas para o que divulga ao público e quando o faz”, disse ele à Rádio Nacional.

“Eles tomam decisões que visam avançar nas investigações. Não posso acrescentar nada ao que foi divulgado… eles deveriam divulgar as informações que acham que ajudam na investigação.”

Em sua declaração divulgada antes da reunião de gabinete nacional de terça-feira, Kershaw disse que o Operação Avalite liderada pelo governo federal contra o anti-semitismo recebeu 166 denúncias, sendo 15 em investigação.

Albanese disse após a reunião que 36 pessoas foram acusadas de “crimes anti-semitas” em NSW e 70 prisões foram feitas em Victoria.

Polícia de NSW na manhã de quarta-feira acusou um homem por supostamente tentar atear fogo a uma sinagoga em Newtown, no oeste de Sydney, no início do mês e Burke disse que “haverá mais” prisões e acusações levantadas contra aqueles supostamente por trás de tais incidentes.



Leia Mais: The Guardian

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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