ACRE
Atualizações ao vivo da Cop29: Cúpula do Clima começa em Baku, Azerbaijão | Cop29
PUBLICADO
2 anos atrásem
Damien Gayle
Aqui estão algumas fotos de como estão as coisas em Baku, a capital do Azerbaijão, que foi montada em plena cúpula.
Ajit Niranjan
O QUE É A COP29 NO AZERBAIJÃO E ISSO IMPORTA?
A 29ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima já começou, com diplomatas a deslocarem-se a Baku, no Azerbaijão, para debater argumentos sobre os poluentes que aquecem o planeta e o dinheiro necessário para lidar com eles.
Tal como as 28 “conferências dos partidos” que aconteceram antes, Cop29 não se espera que impeça a mudança climática – mas os delegados dizem que isso não é motivo para descartá-lo como ar quente. A polícia é a principal arena diplomática onde os países pobres que pouco fizeram para aquecer o planeta podem exercer pressão sobre os países ricos que fisgaram o mundo aos combustíveis fósseis. Por sua vez, os países ricos com recursos para uma transição rápida podem encorajar os países pobres a limparem-se mais rapidamente e mais cedo.
QUAL SERÁ O RESULTADO DA COP29?
A reunião deste ano girará em torno dos esforços para reunir os fundos necessários para reduzir a poluição e adaptar-se a condições climáticas mais violentas. Os países ricos não cumpriram a meta de obter aos países pobres 100 mil milhões de dólares por ano em financiamento climático a partir de 2020, uma meta estabelecida numa Cop anterior que os especialistas consideraram fraca e irregular. Os países pobres estão agora a pressionar por 1 bilião de dólares por ano até 2030 – incluindo dinheiro para reparar a destruição causada pelas condições meteorológicas extremas – mas os países ricos estão relutantes em aumentar mais, a menos que o conjunto de contribuintes cresça.
Se os diplomatas conseguirem um bom acordo financeiro este mês, isso poderá gerar confiança e despertar maior ambição quando os países apresentarem planos de ação extremamente necessários para reduzir a poluição na Cop30 no Brasil no próximo ano.
A COP29 TERÁ SUCESSO?
Mais de 32.000 participantes inscreveram-se na conferência, mas os observadores não esperam que proporcionem mudanças transformacionais. Vários líderes mundiais proeminentes estão a faltar à cimeira e, em vez disso, a enviar deputados – incluindo Ursula von der Leyen, da UE, Joe Biden, dos EUA, Xi Jinping, da China, e Olaf Scholz, da Alemanha. Os EUA acabaram de eleger Donald Trump como presidente, que retirou o país do acordo climático de Paris quando esteve pela última vez na Casa Branca. A Papua Nova Guiné retirou completamente os seus ministros da Cop deste ano em protesto contra o fracasso dos países ricos em cumprir as suas promessas.
E por trás da geopolítica de alto nível, os observadores também questionaram se o anfitrião está à altura da tarefa de guiar diplomatas sobrecarregados para encontrar um terreno comum. O Azerbaijão, um país de rendimento médio da Ásia Central, rico em petróleo mas pobre em água, está bem posicionado para colmatar a divisão entre os diferentes grupos de interesse. Mas uma gravação secreta na semana passada apareceu para mostrar o CEO da Cop29 concordando em facilitar acordos de combustíveis fósseis.
A esperança é que a conferência possa realmente unir os países e continuar a impulsionar o progresso na redução das emissões mundiais de CO2.
Bom dia, aqui é Damien Gayle, seu guia online para Cop29 …
A 29ª Conferência das Partes começa esta manhã em Baku, no Azerbaijão, e, como fazemos todos os anos, o departamento ambiental do Guardian publicará no blog cada tosse e cuspe dos milhares de delegados, activistas, lobistas e outros que viajaram para visitar as negociações sobre o clima.
A nossa equipa de repórteres já viajou para Baku e eu irei ancorar a cobertura a partir de Londres, reunindo as suas contribuições enquanto examinamos as redes sociais e os feeds de notícias para conseguir uma cobertura tão próxima da totalidade quanto possível para um homem e um blogue.
Se você tiver algum comentário ou sugestão sobre coisas que poderíamos cobrir, ou notícias para compartilhar, não hesite em me enviar uma mensagem por e-mail. Meu endereço é damien.gayle@theguardian.com.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
9 horas atrásem
22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
Relacionado
ACRE
Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 dia atrásem
21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
Relacionado
ACRE
Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE3 dias agoUfac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
ACRE1 dia agoUfac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
ACRE9 horas agoUfac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login