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Auditoria independente das eleições sob ataque – 16/01/2025 – Opinião

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Carlos Rocha

A transparência, alicerce de qualquer democracia, está sob ataque. Minha trajetória como engenheiro, construída ao longo de mais de 50 anos de dedicação à tecnologia e inovação, sempre foi pautada pela ética e pelo compromisso com a melhoria de sistemas essenciais à sociedade.

No entanto, uma auditoria técnica legítima das eleições de 2022 foi deturpada, transformada em uma narrativa policial que afronta direitos fundamentais e silencia o debate técnico. Fui indiciado pela PF no inquérito sobre a trama golpista em 2022, acusado de divulgar teses sobre fraudes nas urnas eletrônicas sem fundamentos técnicos.

Como presidente do Instituto Voto Legal (IVL), coordenei a fiscalização das eleições de 2022, contratada pelo Partido Liberal (PL). O trabalho seguiu normas internacionais e metodologias recomendadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Foram identificadas desconformidades e oportunidades de melhoria, sem qualquer menção a fraude ou apoio a iniciativas golpistas.

Os relatórios técnicos documentaram problemas relevantes, com base em fontes como o Relatório de Auditoria Integrada – Avaliação da Sistemática de Votação Eletrônica TCU (2021). Esse relatório destacou, no voto revisor, fragilidades e riscos no sistema eleitoral:

“12. Entre os possíveis achados levantados pela equipe do Tribunal e constantes da Matriz de Planejamento (peça 13), destaco: i) a baixa governança no desenvolvimento e manutenção dos sistemas, deixando-os vulneráveis; ii) fragilidades do processo de auditabilidade, com impacto na segurança das urnas; iii) a possibilidade de identificação do voto do eleitor, resultando na quebra do sigilo do voto; iv) a divulgação de dados errados ou sigilosos, o acesso indevido às bases de dados ou sistemas ou o vazamento e alteração de informações, inclusive com impacto no resultado das eleições; e v) violação do sistema interno do TSE de transmissão e consolidação dos dados, com possibilidade de manipulações imperceptíveis, também com impacto no resultado dos pleitos”.

Outro ponto crítico foi identificado no Levantamento de Governança e Gestão Públicas TCU 2021 – Relatório Individual da Autoavaliação do TSE, que revelou notas zero, dadas pelos próprios servidores do TSE, em áreas cruciais como segurança da informação e gestão de continuidade.

Apesar do caráter técnico e das contribuições construtivas da fiscalização, a Polícia Federal ignorou os relatórios detalhados e baseou suas investigações em mensagens privadas, descontextualizadas e obtidas de forma ilícita.

Fui acusado de disseminar informações falsas e agir dolosamente para questionar os resultados eleitorais. Contudo, a fiscalização foi conduzida estritamente dentro das normas previstas pela lei eleitoral 9.504/1997 e na resolução do TSE 23.673/2021.

Os relatórios confidenciais respeitaram integralmente os limites legais e contratuais. Qualquer uso político de seu conteúdo terá sido de responsabilidade exclusiva do contratante. Transformar uma auditoria independente em crime fere a justiça e ameaça a democracia.

Minha carreira é marcada por contribuições significativas, como o desenvolvimento e a fabricação das urnas eletrônicas, entre 1995 e 1998, e a obtenção de patentes inovadoras.

Em 2016, a convite do então presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, elaborei a estratégia para a criação de uma nova urna eletrônica com a impressão do comprovante do voto.

Em 2021, propus ao TSE a inclusão de certificados digitais ICP-Brasil para o registro digital de cada voto, em um documento eletrônico individual, reforçando a auditabilidade da urna eletrônica.

O sistema eleitoral é uma conquista a ser preservada e continuamente aprimorada. E a auditoria independente é uma ação necessária para garantir a governança e a segurança das eleições. Atacar contribuições legítimas, com hostilidade, é um golpe contra os pilares republicanos. A evolução contínua, embasada na ciência e na ética, será essencial para proteger e fortalecer o sistema eleitoral.

A democracia não deve temer a auditoria, deve abraçá-la como sua maior aliada.



Leia Mais: Folha

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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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