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Autoridade Palestina reprime críticas à operação de Jenin na Cisjordânia | Notícias do conflito Israel-Palestina
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2 anos atrásem
Beirute, Líbano – A proibição da Al Jazeera por parte da Autoridade Palestiniana (AP) faz parte de uma tentativa mais ampla de silenciar as críticas à sua operação de segurança no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada, segundo activistas e analistas.
A proibição ocorreu quase um mês depois de a AP ter lançado uma repressão contra uma coligação de grupos armados que se autodenominam Brigadas Jenin.
O grupos são afiliados a facções palestinas como o Hamas, a Jihad Islâmica Palestina (PIJ) e até mesmo o Fatah, o partido que controla a AP.
Desde o início de dezembro, a Autoridade Palestina sitiou o campo de Jenin e cortou a água e a electricidade à maioria dos habitantes, numa tentativa ostensiva de restaurar a “lei e a ordem” em toda a Cisjordânia.
No entanto, as suas tácticas indiscriminadas em Jenin coincidem com um ataque mais amplo à liberdade de expressão, disseram activistas e grupos de direitos humanos à Al Jazeera.
Repressão e censura
Ativistas e grupos de direitos humanos afirmaram que dezenas de pessoas foram convocadas e interrogadas – algumas espancadas – por causa de publicações nas redes sociais que se opunham à operação da AP em Jenin, embora personalidades palestinianas proeminentes ainda tenham conseguido escrever publicações críticas sobre a operação de segurança.
A maioria dos detidos foi libertada, mas alguns foram forçados a enviar vídeos de desculpas, segundo grupos de direitos humanos.
Sanad, a agência de verificação de fatos da Al Jazeera, revisou e verificou três vídeos de desculpas que circulavam online.
“Há tensão em torno da operação da Autoridade Palestina e as pessoas não se sentem seguras para falar sobre isso ou para compartilhar conosco o que aconteceu com elas quando foram detidas”, disse Murad Jadallah, ativista do Al-Haq, um grupo palestino de direitos humanos. na Cisjordânia.
O PA nasceu dos Acordos de Oslo entre os líderes palestinianos e israelitas em 1993. Determinava que a AP reconhecesse Israel e eliminasse os grupos armados palestinianos em troca de um Estado palestiniano ao lado de Israel até 1999.
Israel, no entanto, aproveitou os últimos 30 anos para expandir os colonatos ilegais em grandes áreas de terras palestinianas roubadas, quase triplicando o número de colonos na Cisjordânia ocupada.
Enquanto potência ocupante, ainda controla a maior parte dos aspectos da vida palestiniana e realiza frequentemente ataques, assassinatos e detenções na Cisjordânia, mesmo em áreas onde a AP deveria ter controlo total.
Apesar de diminuir as esperanças de criação de um Estado, a AP manteve o seu mandato ao abrigo dos Acordos de Oslo, levando a acusações de muitos palestinianos de que a administração está efectivamente a cooperar com Israel para manter a ocupação.
Ao longo dos anos, a AP também intensificou a repressão contra opositores e dissidentes palestinianos. Em 2021, o Autoridade Palestina prendeu o crítico e ativista Nizar Banatque morreu sob custódia.
De acordo com a Amnistia Internacional, a AP não investigou adequadamente a sua morte.
Mais recentemente, em 28 de Dezembro, um atirador matou a tiro Shatha al-Sabbagh, uma jornalista que falava aos residentes do campo sobre a operação de segurança.
A sua família culpou as forças da AP, mas a AP negou a responsabilidade e culpou os “bandidos” pela sua morte.
Quatro dias depois, a Autoridade Palestina proibiu a Al Jazeera – considerada a rede de mídia mais popular na Cisjordânia ocupada.
“Se esta decisão for aplicada, significa que a Al Jazeera… não será capaz de monitorizar o que monitoriza e documenta hoje”, disse Munir Nuseibah, analista político do grupo de reflexão palestiniano Al-Shabaka.
“Isso afetará a causa palestina como um todo. A Al Jazeera… reporta a Palestina ao mundo”, disse ele à Al Jazeera.
“A forma como a Autoridade Palestiniana está a lidar com a situação neste momento é que existe apenas uma verdade e essa verdade é a sua narrativa”, disse Jadallah do Al-Haq.
Desinformação
Alguns responsáveis da AP alegaram que os grupos armados no campo de Jenin fazem parte de uma conspiração mais ampla apoiada pelo Irão ou de “bandidos extremistas” que visam minar a busca palestiniana pela criação de um Estado.
De acordo com Ahmed Mohamed*, um activista que monitoriza as liberdades digitais no território palestiniano, a retórica da AP visa ligar as Brigadas Jenin a uma conspiração estrangeira para desacreditá-las como uma resistência legítima contra a ocupação de Israel.
“Isto é uma repetição da propaganda israelita… que afirma que os palestinianos não estão a agir por vontade própria, mas sob orientação do Irão e que o Irão é o grande bicho-papão”, disse Mohamed.
“Há mérito no facto de o Irão apoiar actividades de resistência na Palestina e regimes opressivos noutros lugares, mas a AP está a tentar afirmar que são eles que têm os palestinianos em mente e têm uma política pró-palestiniana”, acrescentou.
O Irão tem fornecido tradicionalmente ajuda financeira e militar ao Hamas e à PIJ – duas das facções que compõem vagamente as Brigadas Jenin – como parte da sua política mais ampla para desafiar a hegemonia israelita e norte-americana na região.
No entanto, o Hamas e a PIJ não são fantoches e permanecem enraizados na sua tentativa de resistir à ocupação de Israel, de acordo com um relatório do Conselho Europeu de Relações Exteriores, um grupo de reflexão sediado no Reino Unido.
Entretanto, os principais doadores da AP são os Estados Unidos e a Europa, cujas posições muitas vezes entram em conflito com as aspirações e opiniões palestinianas mais amplas.

Plataformas de redes sociais vistas como próximas da Autoridade Palestina têm compartilhado um vídeo que mostra quatro homens de calças brancas, túnicas brancas e capuzes brancos mal ajustados na cabeça. Os homens também parecem estar usando pacotes de explosivos em seus torsos e afirmam que se explodirão se as forças de segurança da AP entrarem no campo de Jenin.
Algumas destas páginas afiliadas à AP afirmam que os homens pertencem a um batalhão “extremista” chamado 313, que é também o nome de uma unidade que luta com os talibãs no Afeganistão.
Sanad disse que o vídeo nunca foi publicado em nenhuma página de mídia social afiliada às Brigadas Jenin e “parece ter sido criado para enganar o público”.
“Não existe nenhum batalhão oficialmente denominado Batalhão 313 (em Jenin)”, descobriu Sanad.
Coerção e intimidação
O chefe de um importante grupo de direitos humanos na Cisjordânia, que pediu anonimato devido ao medo de represálias, disse que a AP também estava a coagir funcionários públicos a participarem em manifestações de apoio à operação Jenin.
“(Funcionários públicos) correm o risco de serem punidos se forem considerados ausentes (nestes protestos pró-AP)”, disse a fonte à Al Jazeera.
“Eles poderiam receber penalidades administrativas ou uma ligação das forças de segurança da AP.”
A Al Jazeera obteve uma cópia de uma carta oficial do governo que parece verificar a afirmação.
A carta foi dirigida ao prefeito de Masafer Yatta, em Hebron, e solicitava que certos funcionários não fossem punidos por não comparecerem a uma manifestação em nome da Autoridade Palestina em 24 de dezembro.
Como tal, a carta indica que os funcionários normalmente seriam penalizados por faltarem a uma manifestação pró-PA.
Jadallah, de Al-Haq, acrescentou que as forças de segurança da AP confiscam frequentemente os telefones das pessoas que interrogam e substituem as suas redes sociais críticas por publicações que enaltecem a AP e a sua operação em Jenin.
As forças de segurança palestinianas alertaram os detidos para não apagarem os novos postos depois de serem libertados, disse ele.
O chefe da organização de direitos humanos também argumentou que a AP está a instrumentalizar as leis sobre o cibercrime – e as leis para combater o incitamento – para justificar o amordaçamento da liberdade de expressão.
Em 2017, a Autoridade Palestina aprovou – por decreto – uma lei sobre crimes cibernéticos que possibilitou às autoridades prender pessoas por “incitar ao ódio” nas redes sociais e por “perturbar a ordem pública”.
Os críticos da lei cibernética argumentaram que as leis, que foram redigidas de forma ampla, poderiam ser utilizadas de forma abusiva pela AP para melhorar a vigilância cibernética e reprimir a dissidência – uma prática de longa data da ocupação israelita.
“As leis estão sendo aplicadas para suprimir qualquer crítica à operação Jenin e críticas particularmente duras”, disse a fonte.
“Se alguém demonstrar apoio aberto às brigadas Jenin… corre o risco de ser convocado.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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