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Avaliações da SpaceX e xAI de Elon Musk devem disparar em novos acordos – 15/11/2024 – Mercado

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Tabby Kinder, George Hammond, Stephen Morris, Nicholas Megaw, Maria Heeter, Ivan Levingston

Duas das empresas privadas de Elon Musk estão prestes a garantir saltos multibilionários em avaliação por meio de novos acordos, enquanto investidores correm para apoiar os amplos interesses comerciais do homem mais rico do mundo.

A SpaceX, a maior empresa privada dos EUA, está se preparando para lançar uma oferta de venda em dezembro que venderá ações existentes da empresa por cerca de US$ 135 cada (R$ 769), de acordo com pessoas com conhecimento das discussões. Isso avaliaria a construtora de foguetes em mais de US$ 250 bilhões (R$ 1,4 trilhão), acima dos cerca de US$ 210 bilhões (R$ 1,2 trilhão) durante um acordo semelhante no início deste ano.

Enquanto isso, a start-up de inteligência artificial de Musk, xAI, arrecadou US$ 5 bilhões (R$ 28,5 bilhões) com uma avaliação de US$ 45 bilhões (R$ 225 bilhões), quase o dobro de sua avaliação há alguns meses, segundo as pessoas. A captação de recursos foi realizada a uma velocidade vertiginosa, já que as discussões entre Musk e seus investidores começaram apenas no mês passado.

A dupla captação de recursos ocorre enquanto Musk expande seu foco além do Vale do Silício para Washington DC, tendo ajudado a entregar a eleição dos EUA a Donald Trump no início deste mês e se tornando um confidente chave do presidente eleito.

Na terça-feira, Trump nomeou Musk e Vivek Ramaswamy, um empreendedor de biotecnologia e ex-candidato presidencial, para liderar um novo “departamento de eficiência governamental”. Ele “fornecerá conselhos e orientações de fora do governo” e buscará maneiras de “desmantelar” a burocracia, disse Trump em um comunicado.

A proximidade de Musk com Trump também ajudou a aumentar o preço das ações da Tesla, a fabricante de veículos elétricos que ele dirige como CEO, em quase 30% desde a eleição de 5 de novembro.

As pessoas próximas à captação de recursos da xAI disseram que o acordo foi “totalmente alocado”, significando que todas as novas ações foram atribuídas a investidores, embora não se encerrará formalmente até o final do mês. Eles acrescentaram que o acordo foi superestimado e contou apenas com investidores que apoiaram a start-up em sua rodada de financiamento anterior.

O interesse significativo na xAI, que opera um rival do ChatGPT chamado Grok, tem alimentado os esforços de Musk para competir com rivais como OpenAI e Anthropic.

Isso também já gerou especulações sobre uma subsequente captação de recursos no primeiro trimestre do próximo ano que poderia avaliar a empresa em até US$ 75 bilhões (R$ 428 bilhões), de acordo com duas das pessoas. No entanto, ainda não estava claro se isso havia sido comunicado diretamente aos investidores pela xAI.

A xAI tem desenvolvido um enorme cluster de 100 mil unidades de processamento gráfico, os chips usados para treinar e executar ferramentas de IA, em Memphis. O projeto, apelidado de Colossus, seria um dos maiores supercomputadores do mundo. Os sistemas de IA de Musk provavelmente desempenharão um papel crítico em suas muitas empresas, que incluem X, Tesla, SpaceX e Neuralink.

A SpaceX também deve se beneficiar da proximidade com Trump. Além de uma ambição de longa data de lançar uma missão a Marte, Musk quer adicionar à rede da empresa de 6.000 satélites em órbita baixa da Terra que constituem sua rede de banda larga Starlink. O bilionário também tem regularmente travado batalhas com uma série de reguladores dos EUA que ele acredita terem impedido a Tesla e a SpaceX.

Musk e SpaceX não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.


Tabby Kinder
, George Hammond
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, Nicholas Megaw
, Maria Heeter
e Ivan Levingston



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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